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A falta que a água faz ao organismo

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Sonia

A falta que a água faz ao organismo

Não apenas as cidades, mas, o organismo também pode entrar em colapso pela falta de água. Sem ela não existe vida para plantas, bichos e nem para os humanos. Do transporte de nutrientes à eliminação de resíduos, ela está em todos os tecidos do corpo. Principal fonte de vida que faz com que todas as reações químicas auxiliem no funcionamento celular, a água garante a troca de oxigênio e sais minerais entre as células e o sangue. Este precioso líquido, responsável por 55% da composição sanguínea é também essencial para o funcionamento das engrenagens do corpo humano, por isso, necessita ser renovada continuamente, já que a fuga híbrida quando é maior do que o ganho faz com que o corpo adoeça. Em dias muito quentes, perde-se facilmente até 3 litros de água através da transpiração. É nesta época de altas temperaturas, que os hospitais contabilizam cerca de 30% a mais nos atendimentos médicos devido à desidratação.

Hábito importante durante os dias quentes deve ser mantido quando a temperatura diminui. Em dias frios devido à ausência de umidade as mucosas ressecam, gerando além de desconforto, problemas respiratórios. Importante na lubrificação das membranas, a água fluidifica as secreções facilitando sua eliminação, tornando muito importante como elemento na recuperação de gripes e resfriados, pois os brônquios e demais composições da árvore pulmonar acumulam muco, servindo de prato cheio para o abrigo de bactérias. Se a circulação emperra nas vias respiratórias o fornecimento de oxigênio cai e o corpo todo sofre.

É importante manter-se hidratado durante o dia, pois a simples redução de apenas 2% de água no organismo pode causar a perda breve de memória, dificuldade em realizar operações simples de matemática e causa problemas de foco na visão em telas de computador ou páginas impressas. Quando ingerimos água em quantidade satisfatória, existe uma melhora nas habilidades relacionadas ao estado de atenção comprovadamente, já a sua falta mexe com o cérebro prejudicando o desempenho cognitivo, de acordo com estudos da Universidade de Reading, na Inglaterra.

Embora os cientistas não tenham chegado à conclusão da quantidade ideal de água que devemos ingerir, o que se sabe é que a falta dela no organismo ocasiona diversos males. Beber um mínimo de oito copos de durante o dia diminui as chances de câncer de cólon de útero em 45%, e do câncer de mama em 75%, além de reduzir a probabilidade de problemas na bexiga e nos rins. O consumo regular de água também evita os ataques de asma, principalmente em crianças na fase de desenvolvimento, já que a asma é uma das complicações de desidratação no organismo.

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Enquanto a água hidrata sua falta dificulta na regulação da temperatura do corpo afetando o transporte de vitaminas e minerais para as células e consequentemente dificultando a filtragem das toxinas do organismo, exigindo mais dos rins. Ingerir pouca água também causa cãibras, dormências, perdas de força muscular e problemas ósseos, atingindo as articulações com sua escassez.  Assim como a ausência de concentração, moleza, dores de cabeça e queda de pressão são algumas pistas de que o corpo está secando, quando ele está próximo a virar um deserto, os órgãos vitais ficam comprometidos. Depressão, perda de libido, fadiga crônica, esclerose múltipla, lúpus e distrofia muscular são condições causadas por desidratação prolongada, mas, evitáveis com hidratação regular.  Boa quantidade de água no organismo, também auxilia no trânsito intestinal, evitando a prisão de ventre, principal causa da irritabilidade e mal humor. Problemas como altos níveis de colesterol e hipertensão, também são indicadores de desidratação prematura do organismo, beber água auxilia no retorno à normalidade. O aumento de consumo de água também evita os ataques de asma, principalmente em crianças na fase de desenvolvimento, já que a asma é uma das complicações de desidratação no organismo.

Já uma recente pesquisa do British Medical Journal comprovou que ingerir água em excesso também é prejudicial ao organismo. A ingestão excessiva de água provoca a hiponatremia, uma alteração no nível de sódio do sangue que pode levar ao inchaço do cérebro. Isso acontece porque ele é composto de 90% do seu volume de água, tornando-se o principal veículo de transmissões eletroquímicas. Por isso, a ausência de hidratação tanto no cérebro como nos olhos é uma das causas de enxaquecas e pessoas que consomem pouca água são mais propensas à dor de cabeça e vista cansada. Uma garrafa de água sempre por perto pode evitar todos estes transtornos e aliviar indisposições.

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Sonia Nascimento é jornalista, Pós-Graduada em Direção Editorial pela ESPM. © 2014.

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