A importância da educação financeira para os jovens

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Sei que os jovens passam por diversas transformações, no corpo e na cabeça, quase sempre acompanhadas de todo tipo de dúvida, além dos milhares de conteúdos que têm de aprender na escola para se darem bem no vestibular. No entanto, aprender a lidar com o dinheiro nessa fase da vida fará toda a diferença entre poder e não poder realizar os sonhos atuais e futuros.

Foto: Pixabay

Infelizmente, hoje, mais do que nunca, não basta ter uma boa formação e um bom emprego para se dar bem financeiramente. Suas conquistas dependerão – e muito – da sua capacidade de lidar bem com o dinheiro. Sim, porque o dinheiro sempre foi e continuará sendo a mola que move o mundo.

Poucos jovens de agora tiveram a oportunidade de aprender o básico sobre esse assunto na infância e, por isso, a maioria é completamente perdida no que se refere a tomada de decisões e administração dos recursos financeiros – principalmente agora, que estão se inserindo no mercado de trabalho e recebendo os primeiros salários.

Mas a verdade é uma só: ter dinheiro não tem segredo. Como diz o velho ditado, “dinheiro não aceita desaforo”, ou você o respeita ou nunca o terá. Ter dinheiro é uma consequência natural de uma vida financeira estruturada que qualquer um pode aprender, algo que está ao alcance de todos, inclusive dos jovens.

É muito comum, ao receberem o primeiro salário, querem gastar com diversas coisas que não condizem com o seu padrão de vida. É claro que há muito o que se comemorar, por estar inserido no mercado de trabalho e ter recebido, pela primeira vez, dinheiro como fruto de seu trabalho. No entanto, é preciso cautela, pois um erro agora pode significar muitos problemas mais pra frente.

Se até os adultos estão acostumados a reclamar do salário e a se renderem ao crédito fácil e ao consumismo, quem dirá os jovens, que ainda estão aprendendo – ou não – a agir nesse mundo de gente grande. Claro que é indispensável viver o presente, sair com os amigos e todas aquelas vontades intrínsecas à idade, mas é aí que entra a educação financeira, trazendo à tona a importância de fazer tudo isso, com responsabilidade, consciência e sempre priorizando os sonhos.

O principal ponto, então, é saber curtir essa fase e, ao mesmo tempo, pensar no futuro, poupando para sonhos, sendo um deles a aposentadoria tranquila e sustentável. Sendo assim, é preciso que saibam quanto os seus desejos e metas custam, quando pode guardar por mês, descobrindo quanto tempo levará para realizar.

Diversas escolas já adotaram a Educação Financeira como disciplina na grade curricular, do Ensino Infantil ao Médio, se antecipando à Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef) e à Lei 171/09, que tramita no Senado, sobre a obrigatoriedade da educação financeira em escolas das redes pública e privada de ensino. No entanto, se os jovens tiverem esse respaldo também em seus lares, será possível promover uma verdadeira mudança de costumes e hábitos com relação ao dinheiro.

Nós temos a responsabilidade de transmitir o conhecimento que adquirimos ao longo da vida para formar uma sociedade mais consciente de seus atos e independente financeiramente. Eu acredito que podemos – e devemos – construir nessa nova realidade. E você?

Por Reinaldo Domingos

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