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Atenção: compulsão alimentar afeta predominantemente as mulheres jovens

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Cerca de 4% da população em geral sofre desse distúrbio. Entre os obesos, o número sobe para 40%.

Foto: Reprodução

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O ato de comer é uma maneira de sentir satisfação e prazer. No entanto, algumas pessoas ingerem em um período curto de tempo uma quantidade de alimentos muito maior do que a maioria da população, passando em seguida por um processo de culpa e angústia. Essa parcela da população sofre de compulsão alimentar.

“Trata-se de um distúrbio em que há consumo frequente ou esporádico de grandes quantidades de alimentos, sejam eles diversificados ou não. Em todos os casos, pode acarretar danos à saúde e precisa ser tratado”, explica Dra. Myrna Campagnoli, endocrinologista do Delboni Medicina Diagnóstica. De acordo com a médica, a compulsão alimentar está, em 80% dos casos, associada a outros distúrbios alimentares nos quais, após os episódios de exageros, existe a tentativa de eliminar os alimentos consumidos por meio de vômitos, uso de laxantes ou atividade física exagerada.

“Além da bulimia e da vigorexia, que expõem o indivíduo a riscos de desnutrição, a compulsão alimentar pode causar obesidade, alteração do colesterol, diabetes, hipertensão, infartos, derrames, doenças articulares e outros problemas associados”, alerta Dra. Myrna. Apesar de acometer crianças e homens adultos, as compulsões alimentares afetam principalmente as mulheres jovens. Na população em geral, 4% das pessoas sofrem desse distúrbio. Entre as pessoas obesas, esse número sobe para, em média, 40%.

No Brasil a doença é pouco diagnosticada, principalmente porque as pessoas subestimam o transtorno e alegam tristeza, ansiedade e preferência alimentar para justificar os exageros contínuos. “Durante a consulta médica, é possível identificar fatores de risco pela conversa com o paciente, seu histórico e padrões alimentares. A família pode ajudar bastante, quando são claros na descrição do que presenciam. As pessoas que sofrem da compulsão alimentar nem sempre tem a percepção do distúrbio”, completa a especialista.

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O diagnóstico precoce pode evitar muitas das complicações para o paciente. Exames laboratoriais auxiliam na identificação de alterações no organismo e o tratamento para as pessoas que sofrem da compulsão alimentar pode ser feito por meio de medicamentos controlados, orientação nutricional e psicoterapia.

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