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Chefe da ONU exige fim das disputa israelense e palestina

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Foto: UNRWA/Shareef Sarhan

Foto: UNRWA/Shareef Sarhan

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, expressou alarme no último domingo (13) pela piora da situação dentro e ao redor da Faixa de Gaza, com graves implicações para a segurança de ambos os civis israelenses e palestinos, apesar da demanda clara do Conselho de Segurança de cessar-fogo.

Ban afirmou que “é do interesse de ambas as partes substituir os passos em direção a uma perigosa escalada por medidas imediatas para acabar com o conflito, evitando assim mais mortes e maiores riscos para a paz e a segurança na região”, exigindo ainda “que ambas as partes movam nessa direção agora”.

O chefe da ONU também condenou o ataque de foguetes indiscriminado lançado pelo Hamas contra alvos civis israelenses, o que constitui uma violação do direito internacional.

“O secretário-geral, abominando as imagens de famílias israelenses que procuram abrigo temendo pela segurança de seus filhos, reitera sua condenação dos foguetes palestinos disparados de Gaza e exige a cessação imediata destes ataques indecentes”, afirmou o porta-voz do secretário-geral através de um comunicado.

Ban Ki-moon também se mostrou “profundamente preocupado com o impacto sobre as famílias palestinas da ação militar israelense”, acrescentando que sente “um sentido de responsabilidade” para os palestinos que, especialmente na Faixa de Gaza, têm sido negados por muito tempo o sentido de liberdade e dignidade que merecem.

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“O secretário-geral não acredita que o que é inerentemente um longa e séria disputa política entre israelenses e palestinos pode ser resolvido através de meios militares por ambos os lados. Ele continua engajado com ambas as partes para instar uma invertida nessa escalada e pôr fim à violência”, disse o comunicado.

Ban ecoa o pedido realizado nesse sábado (12) pelo Conselho de Segurança, que pediu um desaceleramento da situação de violência, a restauração da calma e a restituição do cessar-fogo de 2012.

Mais de 17 mil pessoas estão sendo abrigadas em escolas da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA). Elas fugiram do norte de Gaza após a força aérea de Israel lançar panfletos alertando os moradores para evacuar a área densamente povoada por famílias ao meio-dia de domingo (13).

Devido aos ataques do governo de Israel contra Gaza, o número de palestinos mortos subiu para 174, com cerca de 1.152 feridos, desde 8 de julho. Os relatórios indicam que pelo menos 32 crianças foram mortas ao longo deste período de tempo.

No total, 49 instalações da agência da ONU que apoia os refugiados da Palestina foram danificadas – todas escolas.

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Fonte: onu.org.br

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