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Cientistas descobrem que poluição pode aumentar o risco de autismo

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Além dos inúmeros riscos à saúde causados pela poluição já detectados, cientistas da Escola Keck de Medicina, da Universidade do Sul da Califórnia (USC), EUA, apontam para novas possibilidades. O estudo desenvolvido por eles diz que a exposição à poluição do ar, quando combinada a uma desordem genética específica, pode aumentar o risco de autismo.

Intitulado “Transtorno do espectro do autismo: interação da poluição do ar com o receptor gene MET tirosina quinase, transtorno do espectro do autismo, ou ASD”, a pesquisa leva a outras conclusões, além daquelas já detectadas, de que a doença tem fatores hereditários e é incurável. Segundo eles, em vários momentos a transição epitelial – mesenquimal (ou MET), que é a variante do gene, foi associada ao autismo. Ela controla a expressão da proteína Met no sistema imunológico e prevê alteração de função na estrutura cerebral.

“Nossa pesquisa mostra que crianças com o genótipo específico e exposição a níveis elevados de poluentes atmosféricos estavam em maior risco de transtorno do espectro do autismo quando comparadas àquelas sem este genótipo e menos expostas à poluição do ar”, informou em comunicado, Heather E. Volk, da USC, e um dos principais autores do estudo.

Daniel B. Campbell, da USC, coordenador do estudo, afirmou: “Apesar de interações gene-ambientais, acredita-se que a poluição contribui para o risco do autismo. Esta é a primeira demonstração de uma interação específica entre um fator genético bem estabelecido e um fator ambiental que contribuem de forma independente, para o risco da doença”.

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Segundo ele, tal constatação será importante para determinar os mecanismos pelos quais os fatores genéticos e ambientais interagem para aumentar o risco do autismo.

A pesquisa, liderada por Campbell e Volk, analisou 408 crianças, entre dois e cinco anos, contra os riscos genéticos de autismo na infância, que toma como base populacional indivíduos em idade pré-escolar, na Califórnia. Destes, 252 preencheram os critérios para o autismo ou ASD, através do genótipo MET, que foi determinado por meio de amostras de sangue. A exposição à poluição do ar foi determinada com base no local onde as crianças e seus familiares viveram anteriormente, além de avaliar critérios como o tráfego local e medidas regionais de qualidade do ar.

(c)2013. IBTimes

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