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Cirurgia plástica em crianças

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Cada vez mais cedo é possível realizar procedimentos cirúrgicos, seja por necessidade ou simplesmente estética.

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“Gordo baleia, saco de areia”! Quem nunca ouviu essa música nos tempos de escola? Ou então os famosos apelidos: dumbo, pintor de rodapé, rolha de poço, tucano, entre outros… A verdade é que o bullyng sempre existiu, mas foi há pouco tempo que ganhou uma palavra para defini-lo. A popularização do termo aconteceu rapidamente e hoje é comum principalmente entre crianças e adolescentes. Com origem na palavra bully, que significa valentão, o bullyng se refere às diferentes formas de comportamentos agressivos, sejam eles verbais ou físicos, intencionais e repetitivos. Quem sofre o bullyng sofre também dor e angústia, pois perde a capacidade de se defender já que, normalmente, o motivo da piada é alguma característica física com a qual tem vergonha ou dificuldade de lidar.
Geralmente orelhas de abano ou nariz muito grande, por exemplo, são motivos de risada pelos colegas da escola. Apelidos irônicos se tornam comuns e a autoestima da criança vítima diminui, influenciando no desempenho escolar e até comportamento com a família. Devido a isso, muitos pais recorrem a soluções estéticas para seus filhos, entre elas a cirurgia plástica. Segundo o doutor Alexandre Mansur, médico especialista da área, o número de jovens que o procuram no consultório tem aumentado constantemente.  Crianças após os seis anos de idade, por exemplo, já estão fazendo cirurgia plástica. “Na idade delas é possível realizar alguns procedimentos, como a otoplastia, ou correção das orelhas de abano”, afirma o doutor Mansur.
Já a rinoplastia que é a cirurgia de nariz só pode ser feita depois da adolescência, assim como outras cirurgias plásticas. Em meninos é comum a cirurgia de tratamento de ginecomastia quando há surgimento de pequeno tecido mamário na região peitoral devido a alterações hormonais. “A fase de transição para a adolescência é acompanhada de muitas modificações no corpo, tanto de meninos quanto meninas. Ocorre mudança hormonal e também psicológica”, comenta o profissional.
As cirurgias plásticas em crianças e adolescentes geralmente são feitas por uma necessidade estética, mas também de saúde e bem-estar. Existe, por exemplo, a cirurgia de gigantomastia virginal, que é quando meninas novas possuem mamas muito grandes que prejudicam a coluna e postura corporal. O doutor Alexandre Mansur lembra que toda cirurgia plástica em menores de idade deve ser autorizada por um termo de consentimento livre e informado dos pais ou responsável legal. Porém, para o sucesso da cirurgia plástica é importante que a mudança seja um desejo da criança, e não somente dos pais.
Por Dr. Alexandre Mansur

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