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Como a Fitoterapia pode contribuir para o tratamento do Alzheimer

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Foto: Reprodução

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Esse foi o tema da palestra a Nutricionista Dra. Neiva Souza, do Departamento Científico da VP Consultoria Nutricional, no X Congresso Internacional de Nutrição Funcional, que aconteceu no Centro de Convenções Frei Caneca/SP

A doença de Alzheimer é caracterizada pela redução progressiva da memória e deterioração de funções cognitivas, efeitos deletérios secundários à perda de neurônios colinérgicos (envolvidos na produção do neurotransmissor acetilcolina, essencial para as funções neurocognitivas) no hipocampo e córtex cerebral, o que também pode ocasionar perda de peso cerebral. Estes efeitos são decorrentes de alterações no processamento das proteínas precursoras amiloides, aumentando a formação de placas beta-amiloides que, por sua vez, também se relaciona com a formação de emaranhados neurofiblilares. Em conjunto, estas alterações vão ocasionar os efeitos deletérios supracitados. Os sintomas mais comuns são perda de memória, da capacidade de orientação, cálculo, compreensão, linguagem e julgamento, impactando sobre atividades cotidianas, incluindo autonomia para execução de tarefas, comportamentoe convívio social.

A Dra. Neiva destaca: “A inclusão da fitoterapia em condutas nutricionais como terapia alternativa é recente, porém sua utilização na prevenção e tratamento de diversas doenças é milenar, tendo como base os conhecimentos fitoterápicos de diversas civilizações, especialmente da medicina tradicional chinesa. A estimativa, conforme dados do Censo de 2010, é que 7,59% da população acima de 65 anos sejamacometidas por síndromes demenciais. É descrito pela literatura que o Alzheimer é a doença neurodegenerativa mais comum, representando cerca de 2/3 das síndromes demenciais na população mundial”.

Mas como os fitoterápicos podem contribuir para melhora do paciente?
A Nutricionista destaca alguns exemplos: “A Huperzia serrata é uma planta utilizada há centenas de anos pela medicina popular chinesa para o tratamento de diversas doenças. Sua ação na doença de Alzheimer se deve, principalmente, pela presença de seu composto bioativo, a huperzina A, a qual tem demonstrado exercer uma importante ação inibitória da enzima acetilcolinesterase, responsável pela degradação da acetilcolina, o que pode resultar em melhora das funções cognitivas e da memória. Possui, ainda, ação antioxidante eanti-inflamatória. Desta maneira, pode agir como coadjuvante no tratamento da doença de Alzheimer, efeito já mostrado por estudos em humanos”.

Outro fitoterápico apontado pela Dra. Neiva é oAlliumsativum, popularmente conhecido como alho, que possui dentre suas ações, capacidade anti-inflamatória, antioxidante e hipotensora dentre outras, atribuídas aos seus componentes organossulfurados. Dentre estes compostos a S-alil-cisteína é a que desempenha ação neuroprotetora mais descrita, auxiliando na prevenção contra danos oxidativos aos neurônios relacionados às funções cognitivas e ação supressora sobre a formação de placas beta-amiloide.

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E um terceiro fitoterápico indicado pela nutricionista é a Curcumalonga, conhecida como açafrão-da-terra, comefeitos anti-inflamatório, antioxidante, quelador de metais e antiamiloidogênico, indicando o potencial terapêutico da curcumina sobre processos neurodegenerativos.

A Dra. Neiva Souza enfatiza: “Ainda são necessários mais estudos para comprovação dos efeitos neuroprotetores em humanos com a utilização de Allium sativum e Curcuma longa, e, apesar da inclusão da fitoterapia em condutas nutricionais como terapia alternativa ser recente, sua utilização na prevenção e tratamento de diversas doenças é milenar, tendo como base os conhecimentos fitoterápicos de diversas civilizações, especialmente da medicina tradicional chinesa”, completa Neiva.

Por Dra. Neiva Souza dos Santos. Nutricionista graduada pelo Centro Universitário São Camilo, pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional pela Universidade Cruzeiro do Sul. É Nutricionista do Departamento Científico da VP Consultoria Nutricional.

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