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Como os dispositivos adequados contribuem para melhor mobilidade, autonomia e independência das crianças

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Seja em condições permanentes ou temporárias, o uso de recursos adequados às características físicas das crianças é essencial para auxiliar na locomoção e no desenvolvimento das capacidades funcionais. A possibilidade de ir e vir, seja numa circunstância permanente ou temporária, permite ao usuário mais acessibilidade e autonomia, fatores importantes para melhorar a qualidade de vida, contribuindo para a inclusão e impactando positivamente na autoestima. Existem muitos recursos que auxiliam as pessoas com dificuldade de locomoção, permitindo a elas maior independência para realizar suas atividades.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

“Muletas são exemplos de dispositivos que ajudam no deslocamento das pessoas, independente da faixa etária. Elas contribuem para o aumento da base de apoio do corpo, proporcionando maior equilíbrio, reduzindo o peso sobre um ou os dois membros inferiores, o que facilita a marcha”, explica Tania Fleig, Fisioterapeuta do Núcleo de Conhecimento Técnico da Mercur.

Tanto adultos como crianças podem fazer uso de muletas ou outros recursos de apoio, seja por um período determinado ou de forma permanente. Os modelos de muletas variam de acordo com as diferentes formas de apoio, por isso o ideal é que cada caso seja analisado levando sempre em consideração a força e a resistência muscular, necessidades de uso, bem como as características posturais do usuário. Alguns profissionais têm preferência pelo modelo axilar, outros pelo canadense. ”Certas crianças podem apresentar uma postura inadequada usando a muleta axilar, porém outras podem não ter força e resistência suficiente para usar a canadense”, ressalta a fisioterapeuta. E complementa: “É possível também iniciar pelo uso do modelo axilar e, conforme a criança ganhe mais controle de tronco e força, evoluir para o canadense”.

O uso das muletas de forma inadequada pode gerar problemas posturais de difícil correção. De acordo com Regis Severo, fisioterapeuta que atua na área de Pesquisa e Desenvolvimento da Mercur, os produtos precisam estar adequados à anatomia das crianças. “Muitos modelos infantis possuem apenas a altura reduzida, no entanto, é importante que, além da altura, a muleta esteja adequada a outras características corporais, como o comprimento e a circunferência do braço, antebraço e mão, que são regiões de apoio durante o uso da muleta”.

É fundamental que os ajustes iniciais de altura e a maneira mais adequada de se locomover com as muletas sejam orientados por um profissional de saúde especializado. “A adequação destes dispositivos é muito importante para o desenvolvimento de uma marcha mais segura e para prevenção de alterações posturais e desconfortos”, complementa Regis.

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