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Conheça a Crioablação: o avanço da medicina para o tratamento do câncer

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Foto: Wikimedia

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Em 2012, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 14 milhões de pessoas foram diagnosticadas com câncer.

Congelar a dor e as consequências de um tumor maligno para restituir o calor da vida saudável é a meta máxima de um procedimento que devolve a saúde para muitas pessoas – a Crioablação.

Mas do que se trata? Por que esse tratamento ainda é pouco conhecido no Brasil? Os convênios cobrem essa terapia? Quais os prós e contras desse procedimento?

Considerada minimamente invasiva, com menor risco cirúrgico. Capaz de preservar os tecidos sadios e órgãos ao seu redor e o próprio órgão lesado. Assim é a Crioablação, uma técnica da medicina, para tratamento de pequenos tumores, qu e consiste na introdução de um crioprobe – espécie de agulha sem furo – no interior de um tumor maligno por onde são infundidos gases nobres, o argônio para congelar e o hélio para descongelar. Os gases passam pelo interior do probe, não há contato dos gases com o paciente.

“Forma-se uma bola de gelo na extremidade do probe que, aos poucos, engloba o tumor. Assim, as baixas temperaturas ( -20 a – 150c), congelam o tumor por 20 minutos e este choque térmico produz a ruptura intra e extra celular, eliminando qualquer chance de sobrevida dessas células”, explica dr. Marcos Menezes, do Hospital das Clínicas e Hospital Sírio Libanês.

De acordo com o radiologista intervencionista, o procedimento é realizado com anestesia geral em sala de tomografia sem necessidade de incisão, o paciente pode sair do hospital no dia seguinte ou até no mesmo dia, depende da complexidade do caso. Isto diminui consideravelmente o risco de contrair infecção hospitalar, além do benefício sócio econômico.

Mais de uma década no País e o tema ainda é pouco difundido. Os estudos no Brasil começaram em 2001, com o tratamento de 30 pacientes com câncer de próstata, no Hospital das Clínicas, em São Paulo/SP.

Atualmente mais de 500 pacientes já foram atendidos em hospitais particulares, com casos mais comuns de cânceres renais, pulmão, ossos e próstata, bem localizados, livres de metástases e de até oito centímetros.

Novas técnicas demandam profundas pesquisas e um tempo natural para que sejam aceitas pela ANS e pelo SUS.

Os Hospitais Sírio Libanês e Albert Einstein, em São Paulo/SP, Quinta D’Or, no Rio de Janeiro/RJ, e o Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba/PR, já oferecem a técnica há alguns anos com regularidade. Além destes, os Hospitais Samaritano, Paulistano, Oswaldo Cruz e São Camilo, em São Paulo/SP, Unimed RJ e Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro/RJ e Aliança de Salvad or/BA, também investiram, mais recentemente, em infraestrutura para oferecer a Crioablação em suas unidades.

A Crioablação é largamente usada, por exemplo, nos principais Centros de Tratamento de Câncer dos EUA: MD Anderson, Johns Hopkins, Cleveland Clinic, Karmanos Center.

Um dos depoimentos do vídeo inédito no Brasil sobre a Crioblação:

“Fiquei desesperada achando que ia morrer, na época eu estava com 38 anos. Quando eu fiz a cirurgia da mama, eu não conseguia levantar o braço. Se eu deitasse, eu não conseguia deitar. Já na cirurgia do pulmão, eu não senti nada disso. Tanto é que eu tive alta depois de três dias, dando risada e saí sorrindo do hospital.”

Paciente Maria Luisa, paulista, 41 anos, que passou por uma difícil cirurgia de mama e, ao descobrir uma metástase no pulmão, fez a crioablação

LINHA DO TEMPO – CRIOABLAÇÃO:

Milhares de pessoas no exterior já se submeteram ao tratamento, incluindo países da América do Norte, da Europa e alguns países da Ásia.

Veja breve histórico no Brasil:

* 2001 Chega ao Brasil a 1ª máquina de Crioablação no Hospital das Clínicas em São Paulo na Disciplina de Urologia – Projeto do Dr. Sami Arap com equipe Dr. Wladimir Alfer e Omar Hayek. Foram tratados 30 pacien tes com câncer de próstata.

* 2001 Chega ao INCA no Rio de Janeiro a 2º máquina de Crioablação do Brasil, na Disciplina de Cirurgia, Projeto do Hepatologista Dr. Mauro Monteiro, para tratamento de tumores hepáticos.

* 2002 Publicado o Registro do Sistema de Crioablação na ANVISA.

* 2004 Dr. Cássio Andreoni trata, via laparoscópica, os primeiros pacientes em Hospitais Particulares da cidade de São Paulo, com casos de tumores renais no Hospital São Luiz Itaim e Hospital Albert Einstein.

* 2005 Foram feitos os primeiros casos no Hospital Sírio Libanês em São Paulo – pacientes do Dr. Anuar Mitre feitos via laparoscópica.

* 2008 Dr. Mitre em conjunto com Dr. Marcos Menezes iniciam os casos via percutânea em ambiente de Tomografia Computadorizada.

* 2008 Dr. Wladimir Alfer e Dr. Omar Hayek juntos com Dr. Rodrigo Hanriot tratam com Crioablação caso de tumor de próstata no Hospital Albert Einstein guiados por US.

* 2013 UNIRIO – Rio de Janeiro/RJ – Estudo de 10 pacientes para Tratamento de Câncer de Próstata glândula total (Dr. Clemildo Jr. – Dr. André Cavalcanti – Dr. Mauricio Rubinstein).

* 2013 UNICAMP – Campinas/SP – Estudo com 15 pacientes para Tratamento de Tumores Focalizados de Próstata (Dr. Michael Cerqueira – Dr. Leonardo Reis – Dr. Carlos Monti).

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