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Conheça o Movimento “não hesite, apite”, que luta contra a violência à mulher no transporte público de São Paulo

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O movimento “Não hesite, apite“, que luta contra a violência à mulher no transporte público de São Paulo, chegou à sua 4ª semana de atividades com mais de 40 estações do Metrô, de trens da CPTM e terminais de ônibus visitados, além de inúmeras faculdades. “Difícil dizer quantas mulheres abordamos nesse período e com quantas tivemos a oportunidade de conversar detidamente sobre a violência contra a mulher. O que sei e posso assegurar é que foram muitas, pois o movimento já é conhecido e tem excelente recepção por todos os lugares por onde passa”, afirma Rosana Chiavassa, advogada e presidente da ASAS, entidade que juntamente com a Casa Isabel criou e executa este importante movimento social. “Para que se tenha uma idéia do impacto do nosso trabalho, nessas quatro semanas entregamos 80 mil apitos e folhetos. A meta é distribuir 500 mil apitos”, explica Chiavassa, entusiasmada com o resultado.

movimento apito

O movimento “Não hesite, apite” acontece sempre em locais de grande movimentação de pessoas, principalmente mulheres, que são abordadas pelas ativistas. Além de uma rápida conversa de alerta e explicações sobre o movimento, as mulheres recebem um folheto com orientações sobre como se defender legalmente desse assédio, que é uma forma bastante agressiva de violência. “Deixa marcas difíceis de serem apagadas”, afirma a presidente daASAS.  Também é entregue às mulheres abordadas um apito na cor rosa que ela deve acionar toda vez que se sentir ameaçada ou vir alguma outra mulher sendo assediada. O apito vai afastar o agressor, chamar a atenção das pessoas ao redor e despertar o sistema de segurança. “Transformamos o apito, reconhecido como um brinquedo, em importante instrumento de defesa das mulheres”, afirma Chiavassa.

A advogada presidente da ASAS afirma que somente ações efetivas de esclarecimento e conscientização podem acabar com os sentimentos medo e a vergonha que acometem às mulheres vitimas dessa violência. “Precisamos ajudar as mulheres a se defender dessa violência”, afirma Chiavassa. “Mas a sociedade também precisa tomar consciência de que ela existe e precisa urgentemente ser coibida”, acrescenta a advogada. “O movimento “não hesite, apite” tem essa dupla missão, de conscientizar as mulheres e chamar a atenção da sociedade para a violência vitima a mulher no transporte público, no trabalho, na escola e até mesmo em suas próprias casas”, conclui. .

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