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Coração dos astronautas se torna esférico após longas viagens ao espaço

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O espaço: a fronteira final, o sonho de destino de todo astronauta. Com esse sonho vêm os riscos de saúde, como o enfraquecimento de ossos e músculos devido ao ambiente sem gravidade.

Novas descobertas também sugerem que longos períodos de microgravidade no espaço tornam o coração mais esférico, o que pode levar a problemas cardíacos. Este estudo realizado em 12 astronautas deve ser apresentado na 63ª Sessão Científica Anual da American College of Cardiology.

Considerando que a NASA planeja levar astronautas para Marte em 2030, esta pesquisa é um passo importante para entender como uma viagem espacial de 18 meses ou mais para o planeta vermelho pode afetar a saúde dos astronautas.

“O coração não trabalha tanto no espaço, o que pode causar uma perda de massa muscular”, diz James Thomas, autor do estudo. “Isso pode ter consequências graves após o retorno à Terra, por isso estamos investigando se existem medidas que podem ser tomadas para evitar ou neutralizar essa perda”, explica James.

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Os astronautas rotineiramente treinam para ajudar a manter a sua força física e mental. Conhecer a frequência e o tipo de exercício que eles precisam realizar para manter o coração saudável em um longo voo ao espaço é primordial.

A série de exercícios feita pelos astronautas também pode ser realizada por pessoas comuns para manter um coração saudável. É especialmente benéfico para as pessoas com limitações físicas graves, como as pessoas em repouso prolongado ou aqueles com doenças cardíacas.

A equipe de pesquisadores treinou astronautas para tirar fotos de seus corações utilização máquinas de ultrassom instaladas na Estação Espacial Internacional. Doze astronautas participaram, fornecendo dados sobre o formato do coração, antes, durante e após o voo espacial.

Os testes mostraram que, no espaço, o coração torna-se mais esférico em 9,4 por cento da massa total. Isso corrobora com os resultados obtidos através da aplicação de modelos matemáticos que foram desenvolvidos para o projeto. Esses modelos também podem ser usados para uma melhor compreensão das doenças cardiovasculares que afetam os pacientes na Terra.

“Os modelos previram as mudanças que observamos nos astronautas quase exatamente. Isso nos dá confiança de que podemos seguir em frente e começar a usar esses modelos clinicamente em importantes aplicações na Terra, como preveem o que acontece com o coração sob tensões diferentes”, explica James.

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A equipe agora está trabalhando para generalizar os modelos para analisar tais condições como doenças isquêmicas do coração, cardiomiopatia hipertrófica e doença cardíaca valvular. “Os modelos poderiam nos ajudar a simular essas patologias para compreender o impacto sobre a função cardíaca”, declara James.

O formato do coração dos astronautas volta ao normal uma vez que eles retornam à Terra. A mudança esférica do coração no espaço pode significar que o coração não esteja funcionando como de costume. Se essa mudança tem implicações em longo prazo, isso ainda é desconhecido.

A equipe de pesquisa tem como objetivo compreender as diferentes condições cardiovasculares as quais os astronautas se submetem. Após o regresso à Terra, os astronautas geralmente se sentem tontos ou desmaiam. Isso acontece porque o corpo experimenta uma queda brusca da pressão arterial ao ficar em pé.

As arritmias, um problema relacionado com a taxa ou ritmo do batimento cardíaco também são comumente observadas em viagens espaciais.

© 2014, IBTimes

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