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Dermatologista recomenda ritual de observação antes do banho

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Foto: Wikimedia

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Autoexame de pintas deve ser realizado a cada três meses – hábito facilita diagnóstico precoce do câncer. Nevos não devem mudar de cor, tamanho, extensão e aspecto das bordas.

Você já checou suas pintas hoje? Estranha, a pergunta é pertinente, afinal mudanças nessas marcas espalhadas pelo corpo podem indicar o câncer de pele – tumor mais incidente no Brasil. Somente em 2012 foram registrados 140 mil novos casos da doença, segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer). Pouca gente sabe, mas as pintas começam a aparecer na infância e tendem a aumentar até a meia-idade, quando podem diminuir.

Chamadas de nevos melanócitos, congênitas ou adquiridas, as pintas apresentarem tamanho e colorações variadas. Em gera, aparecem principalmente em pessoas de pele clara e nas que passam mais tempo expostas ao Sol. “A maioria dos nevos costumam ser benignos, mas é importante prestar atenção em mudanças nesses marcas pelo corpo. Antes ou depois de entrar no banho, na hora de passar o hidratante, adote o hábito de checá-las”, recomenda a dermatologista Erica Monteiro, da clínica Sthetica, no Campo Belo, em São Paulo.
Esse ritual de observação, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, deve ser feito a cada três meses. Mas o que procurar? Leve em conta quatro sinais de alerta (a regra do ABCD – iniciais das seguintes características – que pode te ajudar a saber o que procurar):

– Assimetria: checar se antes a pinta era redonda e está ficando assimétrica;
– Bordas: ver se as extremidades da pinta estão ficando irregulares;
– Coloração: observar se numa mesma pinta começarem a surgir várias cores ao mesmo tempo, como preto, cinza e/ou tons de marrom;
– Tamanho: notar se a pinta está crescendo ou diminuindo.
Para esse autoexame, lembra a Dra. Erica, um espelho pode ajudar a enxergar aquelas pintas em locais inacessíveis ou é possível contar com a ajuda de outra pessoa.

Se houver dúvidas, o ideal é procurar um dermatologista que poderá fazer uma dermatoscopia digital, exame onde analisa a pele ampliada, e faz a classificação das pintas de acordo com uma nota ou um score. O exame, segundo a dermatologista da clínica Sthetica, pode diagnosticar o melanona – mais agressivo tipo de câncer de pele – com 99% de precisão. O aspecto do melanoma é semelhante a uma pinta, sarda ou mancha de nascença. Como ele cresce rapidamente, pode apresentar mudança de cor, espessura e até sangrar.
O câncer de pele, na verdade, se divide em dois tipos: melanoma, mais agressivo e de alta letalidade (6 mil casos em 2012), e não melanoma, de maior incidência e de baixa mortalidade (134 mil casos em 2012). Apesar não distinguir faixa etária ou sexo, esse tipo de tumor acomete as pessoas a partir dos 40 anos, principalmente.

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Estudos apontam que caso não seja tratado em um ano do aparecimento da lesão, o melanoma pode ser fatal em 75% dos casos. Já, entre os tipos não melanoma, os mais comuns e menos agressivos, estão o carcinoma basocelular (70% dos casos, originário nas células dos folículos pilosos) e o carcinoma epidermoide (25% dos casos, originário na camada espidérmica da pele).

Mais uma vez, além da questão genética, o sol é nosso inimigo quando se fala em câncer de pele. Como os raios solares possuem efeito cumulativo na pele, os médicos costumam dizer que o câncer de pele de hoje é resultado de todo o sol tomando na vida, desde a infância.

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