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Desastres naturais foram responsáveis por 22 milhões de deslocados em 2013

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Foto: OCHA/Gemma Cortes

Foto: OCHA/Gemma Cortes

Lançado nesta quinta-feira (17), o novo relatório apoiado pelas Nações Unidas revela que 22 milhões de pessoas em todo o mundo foram deslocadas em 2013 – quase três vezes maior do que por conflitos no mesmo ano. Esses deslocamentos foram decorrentes de desastres naturais provocados em grande parte por terremotos ou eventos climáticos.

O relatório Estimativas Globais 2014: pessoas deslocadas por desastres, realizado pelo Centro de Monitoramento de Deslocados Internos do Conselho Norueguês de Refugiados (CMDI), mostra que o risco de deslocamento devido a desastres mais do que dobrou nos últimos 40 anos, em grande parte graças ao crescimento e a concentração das populações urbanas, especialmente nos países mais vulneráveis.

“Esta tendência de crescimento continuará na medida em que mais pessoas vivem e trabalham em áreas propensas. Espera-se que no futuro a situação seja agravada devido aos impactos das mudanças climáticas”, disse Jan Egeland, secretário-geral do CMDI, em conferência realizada na sede da organização

Ao lado de Engeland no lançamento do relatório, o secretário-geral adjunto da ONU, Jan Eliasson disse que o documento é “extremamente oportuno”, uma vez que destaca a necessidade de sistemas de alerta e evacuação de emergência no mundo que atualmente convive com o crescimento desses desastres naturais.

Mais de 85% de desastres nos países em desenvolvimento

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“O número de pessoas que precisa de assistência humanitária e o custo de ajudá-los está subindo rapidamente. Precisamos mudar o foco para prevenção, em estreita cooperação com os parceiros nacionais”, disse Eliasson.

De acordo com o relatório, os países ricos e pobres são afetados, embora os países em desenvolvimento representem mais de 85% do número total deslocamentos. Como em anos anteriores, a região com mais incidência foi a Ásia, com um registro de 87% do número total de deslocados, o que representa 19 milhões de pessoas afetadas.

A população dos países mais desenvolvidos também está exposta a esses perigos, sendo responsável por alguns dos maiores deslocamentos do mundo. O tufão Man-yi no Japão deslocou 260 mil pessoas e os tornados no estado de Oklahoma afetaram mais de 218 mil nos Estados Unidos.

Em um momento em que o mundo se prepara para consolidar uma agenda de desenvolvimento pós-2015, haverá também a oportunidade de incluir nas negociações as necessidades e desafios das pessoas deslocadas internamente.

“Enquanto nos preparamos para a cúpula do clima na próxima semana, vemos o impacto e os resultados devastadores dos desastres e deslocamentos de massa. Fica claro a necessidade de uma ação forte e decisiva para combater as ameaças das mudanças climáticas”, disse Eliasson.

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Fonte: onu.org.br

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