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É TRETA! É TRETA!

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É TRETA! É TRETA!

Foram 10 gols em 5 dias e 4 deles em 6 minutos. Nessa Copa, a rede brasileira balançou mais que piroca em cueca samba-canção.

Contra a Alemanha, foi a maior goleada que a seleção brasileira tomou em sua história. O técnico alemão engoliu a seleção brasileira como se fosse uma meleca. Como se fosse, não. Era.

Até o Mick Jagger fez piada com a gente. Admitiu que o primeiro gol foi culpa dele, mas que os outros seis foram culpa nossa mesmo. Ou seja: até o cara mais zoado na história das Copas zoou a gente. É como pagar lanche para o paga-lanche da escola.

Para mim, tomar sete gols num jogo de Copa era algo fora de cogitação. Eu achava que isso só aconteceria no dia em que o Plínio Arruda morresse. Temos que reconhecer: a superioridade alemã era maior que a bunda do Hulk. Mas uma coisa é certa: se o goleiro Bruno estivesse lá, a gente teria feito picadinho da Alemanha.

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Depois veio o jogo contra a Holanda. Para ver como a situação está feia, perto dos 7 a 0, os 3 a 0 até que fizeram o jogo parecer um pouco mais equilibrado. O Oscar, simulando faltas a todo momento, merecia um Oscar. O Felipão mostrou que não é teimoso: tirou o Fred. Só que eu acho que não foi o Jô que entrou, foi o Fred mesmo, depois de uma super-sessão de bronzeamento artificial.

Ok, alguns podem argumentar que o juiz errou muito contra o Brasil no jogo contra a Holanda. Realmente eles eram péssimos. Felipão e Parreira ficaram bravos. Mas eles achavam o que: que só eles têm o direito de ser ruim?

É incrível o quanto o Brasil é dependente do Neymar. Bom, melhor que um certo argentino que, até outro dia, era dependente de cocaína. Voltando ao Neymar: dessa vez, a trilha sonora que tocou nos fones dele não era um pagode do Thiaguinho e sim uma paródia dos Mamonas Assassinas: “Jogar contra a Colômbia é bom, que pena que dá dor nas costas”.

A torcida apoiou o time e cantou o hino à capela em todos os jogos. Mas parece que a capela não bastou. Precisávamos também da ajuda do terreiro de ubanda, da sinagoga, do templo budista, da mesquita e do centro espírita. E outra: depois do desastre dessa equipe, no máximo, esses caras merecem um hino cantado pela Vanusa.

Se não me engano, o Felipão é o técnico com mais assistentes na história das Copas. Tinha o Parreira, o Murtosa, os seis jornalistas e até o Guido Mantega, que prestou uma consultoria sobre como dar desculpas esfarrapadas em entrevistas. Aliás, o Felipão é o Mantega de bigode. O ministro segura os preços da energia elétrica e combustíveis para cobrir o avanço da inflação descontrolada. E o Felipão segura o Oscar e o Hulk para cobrir o avanço dos laterais descontrolados.

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Mais do que as explicações do Felipão e do Parreira para esse desastre, eu gostaria de ouvir a explicação do Lula: “O Brasil perdeu porque não está acostumado a jogar em estádio bom”. Ou então: “É tudo culpa da elite branca”. Como se o Lula fosse mais negão que Jô e tivesse um black power maior que o do Dante.

Para terminar: se foi a Copa das Copas, não sei. Mas provavelmente foi a Copa com maior número de prorrogações. A começar pela entrega dos estádios. Mas eles estavam bonitos, com o sistema de irrigação funcionando perfeitamente – pelo menos os estádios onde o Brasil chorou, quer dizer, jogou. Aliás, agora que acabou a Copa, o Thiago Silva podia passar no sistema cantareira e dar uma choradinha por lá.

Enfim, pelo menos teve brasileiro feliz com nosso desempenho nessa Copa: os jogadores do Íbis, que finalmente deixou de ser o pior time do mundo.

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José Luiz Martins. Humorista, publicitário e roteirista. Sócio da empresa Pé da Letra, de criação e produção de conteúdo. © 2014.

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