Entenda porque rinite alérgica não tem nada a ver com gripe ou resfriado

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Foto: Reprodução

As condições podem até ter sintomas parecidos, mas o diagnóstico e tratamento são totalmente diferentes. Confira a explicação do médico otorrinolaringologista.

Espirros, coceira no nariz e nos olhos, prurido nasal. Febre, dor de cabeça, mal-estar. É gripe? Resfriado? Ou será rinite alérgica? Só o médico pode dizer. É comum confundir as doenças, especialmente quando os olhos coçam e o nariz fica congestionado. Mas cada uma tem suas especificidades e deve ser tratada adequadamente.

A rinite alérgica é uma das doenças mais frequentes no Brasil. Estima-se que até 25% da população apresente esse mal em algum momento da vida. Porém, a grande maioria das pessoas com rinite não sabe que tem a doença e acaba não realizando o tratamento de forma adequada. “Tratar uma rinite alérgica com medicamentos destinados a gripes ou resfriados, por exemplo, não ameniza os sintomas e pode prejudicar a saúde pelo simples fato de se usar um medicamento desnecessariamente”, explica o otorrinolaringologista Dr. Fabrízio Ricci Romano.

O que é gripe – A gripe é uma doença contagiosa resultante da infecção pelo vírus influenza. O vírus influenza infecta o tracto respiratório (nariz, seios nasais, garganta, pulmões e ouvidos). Os sintomas da gripe – febre elevada, arrepios, dor de cabeça, dor muscular, garganta inflamada, nariz entupido e tosse seca. – são em geral tratados com repouso combinado ao uso de analgésicos, antipiréticos e descongestionantes nasais.
O que é resfriado – É causado por infecção viral que entra nas vias respiratórias superiores. Existem mais de 200 tipos de vírus causadores de resfriado e os mais comuns pertencem à família do rinovírus, que são altamente contagiosos. Os sintomas do resfriado – congestão nasal, secreções nasais, garganta irritada, espirros, dor muscular – são geralmente tratados com repouso combinado ao uso de medicamentos como paracetamol e dipirona.
O que é rinite alérgica – É uma inflamação da mucosa (pele fina e úmida) que recobre a área interna do nariz e acontece quando o órgão se defende de agentes que estão no ar, como pólen e poeira. Não é contagiosa. “Geralmente, o fator genético contribui para o aparecimento dessa doença crônica”, afirma Dr. Fabrizio. Enquanto a rinite alérgica não tem cura, existem várias medicações que ajudam a controlar os sintomas e que garantem que o paciente tenha uma vida livre dos problemas nasais e oculares. “Elas apenas controlam os sintomas, mas não fazem o paciente deixar  de ser alérgico. Ou seja, ele tem de estar ciente de que o tratamento é prolongado, e que caso ele pare as medicações os sintomas tendem a voltar”, alerta o otorrinolaringologista. Para a rinite alérgica, o tratamento não precisa ser feito necessariamente com corticosteroides. Existem outras alternativas de tratamento, como a aplicação do spray nasal antialérgico (anti-histamínico), que promove um rápido alívio dos sintomas. “Ele consegue diminuir a coceira, os espirros e a coriza de forma completa e rápida”, avalia o especialista. O anti-histamínico é um medicamento importante no tratamento, pois uma das principais substâncias produzidas no nosso corpo e responsável pelos sintomas de alergia é a histamina.

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