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Especialista alerta sobre os riscos do ronco e apneia do sono em crianças

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Foto: Reprodução

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O diagnóstico tardio do ronco e apneia do sono em crianças pode ser o início de problemas mais graves e de uma vida adulta com a saúde comprometida. Se não devidamente tratados, as consequências podem ser o surgimento de males como mau aproveitamento escolar, hiperatividade, prejuízo do crescimento, estreitamento do céu da boca, pescoço projetado para frente, entre outros.

É importante que os pais saibam que, desde bebê, a respiração deve ser normal, ou seja, pelo nariz e com a boca fechada. A dentista e Phd em tratamentos de ronco e apneia do sono, Dra. Lilian C. Giannasi, de São José dos Campos – SP, alerta que a simples presença do ronco já demanda o início do tratamento o mais rápido possível tanto nas crianças quanto na fase adulta.

“O tratamento do ronco e apneia do sono na criança tem uma abordagem diferente do adulto e utiliza aparelhos específicos para a faixa etária em questão. É muito importante observar se as crianças apresentam ronco e os sintomas da apneia do sono. O tratamento precoce pode prevenir uma série de problemas e limitações na fase adulta”, disse Lilian Giannasi.

Prêmio

Premiada pela segunda vez em junho pela American Academy of Dental Sleep Medicine, em Seattle, nos Estados Unidos, na categoria ‘Excelência em Pesquisa Clínica’, Lilian Giannasique atua na área do Sono há mais de 15 anos, avaliou o efeito da terapia de eletroestimulação neuromuscular (EENM) sobre os músculos mastigatórios e sobre as variáveis do sono, como a apneia, em paciente com paralisia cerebral. Após dois meses de terapia com EENM, os músculos mastigatórios dos pacientes melhoraram sua função e passaram a ter uma mastigação mais efetiva.

O sono desses pacientes também foi analisado através do exame de polissonografia, que mostrou aumento no tempo total de sono, melhora na saturação mínima de oxigênio, além da redução e eliminação das apneias do sono, o que resultou na melhora da qualidade de vida dos pacientes. Os resultados para musculatura mastigatória foram avaliados através da eletromiografia.

A Dra. Lilian C. Giannasi ganhou seu primeiro prêmio pela American Academy of Dental Sleep Medicine em 2011, quando realizou uma pesquisa avaliando a variabilidade da frequência cardíaca em pacientes com apneia do sono. Antes do tratamento, os pacientes apneicos apresentavam uma alteração no equilíbrio da variabilidade cardíaca e, após seis meses de uso do aparelho intra-oral para o tratamento do ronco e apneia do sono, a função cardíaca havia voltado ao normal.

Riscos e estatísticas da apneia do sono

Muitos não sabem, mas roncar não é normal e nem todo ronco é apenas um ruído incômodo durante o sono e está presente em 61% da população adulta. Em muitos casos, ele está associado à apneia obstrutiva do sono, doença de caráter evolutiva que causa a obstrução das vias áreas e atinge 32% da população paulista, conforme indicou uma pesquisa feita Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

As pessoas com apneia do sono não costumam usufruir das fases do sono profundo na quantidade ideal, que são importantes para o descanso reparador. Se não for tratada, o cérebro e demais órgãos começam a apresentar dificuldades de funcionamento, gerando sintomas que irão se manifestar durante o dia e até posteriormente, como os problemas cardíacos e a diabetes.

Com o diagnóstico o paciente passa a fazer o tratamento, que consiste no uso de um aparelho intra-oral especifico durante o sono. Esse aparelho é confeccionado exclusivamente para cada pessoa e ajuda a sustentar a musculatura da garganta, aumentando o espaço de passagem de ar pelas vias aéreas impedindo a obstrução durante o sono. Esse aparelho é colocado pelo paciente antes de dormir.

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