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Histórias de amor do século XXI

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Camila

Histórias de amor do século XXI

Estão aí, duas histórias típicas de amor do século XXI que só a medicina e os avanços tecnológicos poderiam permitir. Ah, sim, àqueles que usaram dos recursos que ela deu para exercerem a generosidade em sua máxima potência: gerar e preservar vidas.
Após conseguir finalmente ser mãe de uma menina por meio da fertilização in vitro, uma australiana ficou noiva de ninguém menos do que o doador do esperma e pai biológico de sua filha.
No Brasil, bem perto de mim, está uma garota que ao doar um rim à prima, conheceu o cirurgião que fez o transplante. O casamento aconteceu há poucos dias sob o tema: se doar, case.
Pode parecer piegas, bobo, tolo, ou até uma certa insistência em enxergar os fatos sob a ótica do tal “mundo cor de rosa”. Mas também pode ser uma visão exata, de uma lei da física um tanto simples e conhecida: o que vai, volta. Não interessa se é amor, ódio, ou rim. Órgão por órgão, Marina doou um rim e ganhou um coração novinho em folha.
O australiano, que já sabia o que era ser pai, compartilhou de sua genética para realizar o sonho de uma desconhecida. Compartilha hoje a vida e a realização, com uma mulher feliz e uma menina linda no colo, cujo DNA é seu.
Batido o tema? Pois bem… também acho. Mas em tempos em que o mundo está tão incrédulo, tão mesquinho, tão raso, quero aqui colocar o que parece ser o mais do mesmo para ser o todo que a maioria procura: o amor, a generosidade, a bondade, a paz.
Acredito que é a partir do momento que você se relaciona com o mundo, que o mundo se relaciona com você. E, na maior parte das vezes, da mesma forma. Se não agora, em um prazo um pouquinho mais extenso, ali na frente, logo adiante.
Lembro da lenda do índio, que comentou uma vez que haviam dois cachorros dentro de si: um bom e um ruim. E aí lhe perguntaram: Qual é mais forte? E ele, sabiamente, respondeu: aquele que eu alimentar mais.
Que as pessoas saibam alimentar aquilo que lhes faz bem, por favor. Que estejam preparadas para receber da mesma forma que se doam. Que entendam que nas relações a moeda de troca em grande parte das vezes será a mesma. O que pode mudar é a condição de pagamento. Há aqueles que recebem à vista, outros a prazo, outros acumulam créditos e milhas. Não importa: no universo, as humanas, exatas e biológicas se misturam tornando-se um só caminho, quer você chame de escolha, destino, ou “apenas” e simplesmente vida.

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Camila Linberger é relações públicas, sócia-diretora da Get News Comunicação, agência de comunicação corporativa e assessoria de imprensa sediada em São Paulo. © 2014 – Contador de visitas

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