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Idade cronológica X biológica

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Foto: Reprodução

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“Você não parece a idade que têm”. O que pode ser um elogio (quando parece menos) ou xingamento (quando parece mais) acontece, e muito.  Dr Fábio Cardoso especialista em medicina preventiva e longevidade nos ensina que é muito comum as idades cronológica (aquela que leva em conta a tua data de nascimento) e biológica (a do organismo como um todo) não baterem.

A relação entre os aspectos cronológicos, biológicos, psicológicos e culturais é fundamental na categorização de um indivíduo como velho, ou não. A pessoa mais velha, na maioria das vezes, é definida como idosa quando chega aos 60 anos, independentemente de seu estado biológico, psicológico e social. Entretanto, o conceito de idade é multidimensional e não é uma boa medida do desenvolvimento humano. A idade e o processo de envelhecimento possuem outras dimensões e significados que extrapolam as dimensões da idade cronológica.

Em todo o mundo, o número de pessoas com 60 anos ou mais está crescendo mais rapidamente do que o de qualquer outra faixa etária, essa população de idosos cresceu 7,3 milhões entre 1980 e 2000, totalizando mais de 14,5 milhões em 2000. O Brasil, até 2025, será o sexto país em número de idosos (World Health Organization – WHO, 2005).

Números que assustam, se pensarmos numa população doente e dependente se formos pensar num processo de envelhecimento com doenças e disfuncional (chamamos de SENILIDADE), ou não, se pensarmos num processo de envelhecimento mais saudável, com menos doença e mais bem estar (chamamos de SENESCÊNCIA). 2 caminhos, que envolvem variações individuais, tanto que como já falamos para muita gente as idades (cronológica e biológica) não “batem”…

Queremos longevidade, mas parecendo ser mais jovem, sendo ativos independentes e funcionais. E o que é longevidade? Dr Fábio explica que ela pode ser definida como o desejo do ser humano de prolongar a vida, retardar ou controlar o envelhecimento. Queremos ser longevos, mas sem sofrer por causa disto.

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Mas porquê isto ocorre? É algo que herdamos em nossa carga genética? É algo que fazemos (hábitos de vida)? Pra explicar a equação inteira, temos de tudo um pouco: genética, estilo de vida, relacionamentos, estresse.

E ainda que muitos dos fatores que determinam a nossa esperança de vida venham determinados pelo nosso próprio material genético (história de doenças, história família) existem muitos outros fatores que sim, podemos controlar, e que devemos conhecer para melhorar a nossa idade biológica.

Sendo assim, aqui vai uma constatação: o mais barato teste genético – e muito bom e confiável – para avaliar riscos para desenvolver doenças futuras pode ser aquele almoço de domingo que junta a família toda. Se você conversar sobre as histórias dos teus parentes, pode descobrir o que deve evitar. Porquê o que descobrires não será uma sentença (só se repetires as escolhas de vida dos teus familiares). Será sim um aviso: do que podes mudar para ou evitar a doença, ou minimizá-la ao máximo, reduzindo as consequências dela na tua vida e teu corpo. Isto sim é medicina preventiva.

Uns envelhecem mais rápido e outros mais lentamente, dependendo da hereditariedade e do meio em que vivem. E quando falamos em doenças, podemos chegar à conclusão que a verdadeira idade de uma pessoa não é medida em números de anos transcorridos desde o nascimento (idade cronológica) e sim de uma idade interna. Desta forma tais doenças e também a saúde dependem mais da idade biológica do que da cronológica.

A idade biológica está relacionada com o corpo e sua vulnerabilidade mediante a sinais críticos e seus processos celulares.

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A sobrevida máxima que um indivíduo pode ter é de aproximadamente 120 anos (hipoteticamente), que é o tempo que o fenômeno natural do crescimento, maturidade e do envelhecimento levam para se desenvolverem, isso se o meio em que vive for adequado. Caso isso não aconteça à duração cronológica é reduzida.

Com o passar de cada ano a idade fisiológica necessariamente não aumenta um ano, ela pode acrescentar muito mais que isso, pois o tempo biológico é diferente do tempo físico. Para alguns estudiosos o envelhecimento não é meramente o efeito acumulativo de doenças crônicas individuais e sim uma síndrome de identidade bioquímica e fisiológica, portanto passível de ser quantificada.

Esta quantificação em forma de idade biológica não deve se concentrar apenas nas pessoas idosas, ela deve fazer parte de um procedimento habitual clínico e deve ser acompanhado desde os primeiros anos de vida, para que possamos ter tempo físico de agir preventivamente e assim melhorarmos a qualidade de vida enquanto envelhecemos. Você deve se conhecer para poder prevenir.

É importante o conhecimento do poder que cada um de nós tem em modular nossa expressão genética e otimizar nossas funções orgânicas, com isso retardar o máximo o envelhecimento que nada mais é, que a perda progressiva de reserva funcional associada a maior incidência de processos patológicos.

Pequenos cuidados, feitos por anos seguidos, têm um poder de piorar ou melhorar a tua idade biológica.

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Dr. Fábio coloca abaixo um programa de vida para atingirmos a longevidade com vitalidade positiva focaria:

  • excelente hidratação;
  • ótima alimentação, comendo com qualidade, dando prioridade a frutas, legumes, verduras e fibras no seu cardápio diário;
  • Qualidade e quantidade de sono, pois nesse momento o organismo renova várias células (regeneração do DNA mitocondrial);
  • A exposição à luz solar por pelo menos 20-30 minutos por dia também vai ajudar, entre outras funções, a estimular a produção de serotonina, e produção de vitamin D (nossa melhor vacina anti-câncer);
  • Cuidar do intestino deve ser incluído nesse programa para que não haja um desequilíbrio da microbiota intestinal e aumento da permeabilidade, comprometendo a absorção de nutrientes e entradas de toxinas na circulação sanguínea
  • Fugir do sedentarismo;
  • Não fumar;
  • Não consumir bebidas alcoólicas, ou se consumir, quantidades pequenas.

Acha que é pouco? Ainda prefere esperar por alguma “pílula mágica” ou alguma solução única? Desculpa te contrariar, mas o que é simples é o que realmente funciona. Quer ver? Ok. Segundo epidemiologistas da University of Cambridge, em um excelente estudo publicado no site  PLos Medicine, o que parece simples é sim milagroso. Não um somente, mas todos ao mesmo tempo. Juntos.

Já vou falar os hábitos direto ( já estou contando o santo – 4 santos no caso) para você conseguir o “milagre”:

1-     não beber, ou no máximo beber pouco bebidas alcoólicas;

2-     se exercitar diariamente;

3-     comer 5 porções de frutas e vegetais;

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4-     não fumar.

Os pesquisadores britânicos criaram um sistema para pontuar seus hábitos de vida.  Quanto mais saudável o hábito, mais pontos ele recebia.

Depois eles acompanharam 2.600 pessoas, com idade acima dos 55 anos avaliando as taxas de mortalidade por 11 anos. E bingo! Quanto mais presente estes hábitos, menor a mortalidade.

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