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Integração de TI em fusões e aquisições, por Maisa Coelho

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Foto: Reprodução

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Desde 2011 observamos uma quantidade cada vez maior de fusões e aquisições realizadas no Brasil, e em 2014 essa realidade não será diferente. Não é novidade que as organizações buscam as fusões e aquisições para buscar racionalização de sua produção, ou seja, produzir mais com menos, além de acesso a novos mercados consumidores e/ou reforço da posição competitiva em sua área de atuação. Neste contexto, a área integração de TI assume um papel cada vez mais estratégico, uma vez que tem que balancear a necessidade de atender rapidamente as áreas de negócio na integração de produtos e serviços, ao mesmo tempo em que busca uma integração dos sistemas de forma otimizada. Ambos objetivos são críticos para o sucesso deste processo. As sinergias que dependem de TI podem ser classificadas em três grandes grupos: integração de backoffice; integração de áreas core; e integração de infraestrutura e serviços de TI.

• A integração de TI das áreas de backoffice traz grande captura de sinergias e deve ocorrer rapidamente. Os sistemas envolvidos devem ser avaliados e comparados em suas dimensões funcionais (visão do usuário) e técnicas (visão de TI), para que sejam eleitas as soluções que suportarão o novo padrão de negócio pós-integração. Normalmente, as principais ferramentas envolvidas são o ERP e seus sistemas satélites, englobando as áreas: financeira (contas a pagar, contas a receber, tesouraria, contabilidade, impostos diretos e indiretos, etc.), recursos humanos (folha de pagamento, benefícios, ponto eletrônico, etc.), suprimentos (como compras de indiretos), entre outras.

• Em se tratando das áreas core, a dependência de TI dependerá da sinergia entre os ramos de atividades das empresas envolvidas. Para fusões horizontais (exemplo: quando um sistema de saúde compra outro sistema de saúde), podem ser capturados ganhos pela integração de processos que são suportados por sistemas. Nestes casos, analogamente ao que ocorre para o backoffice, os sistemas envolvidos devem ter suas características técnicas e funcionais analisadas para a escolha da melhor alternativa.

• Quando o modelo de negócio das duas empresas for muito distinto (exemplo: uma rede varejista focada no segmento “A” de clientes, e outra no segmento “D”), pode não haver a necessidade de integração sistêmica.

• Em fusões verticais ou na formação de conglomerados (exemplo: uma transportadora compra ou é adquirida por uma indústria de itens alimentícios), dada a grande distinção entre os modelos operacionais não há como unificar processos e sistemas de áreas core.

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• Por fim, temos a integração de infraestrutura de TI e da prestação de serviços de TI. A captura de sinergia nestes casos está dentro da própria área de TI e podem ser obtidos ganhos qualitativos, como a melhoria do serviço prestado (exemplo: redução do SLA do Help Desk), ou ainda ganhos quantitativos, como a renegociação de contratos de telefonia, datacenters, entre outros.

A decisão de quais sistemas serão adotados pela empresa integrada deve ser realizada rapidamente, reduzindo as incertezas inerentes aos processos de fusão. Desta forma, tanto a área de TI quanto as demais áreas da companhia podem trabalhar no desenho de seu modelo futuro tendo como base uma plataforma de TI já definida.

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