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Klift Kloft Still, depois de três horas na fila, a porta se abriu!

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Era uma vez, em um lugar não tão distante do centro da Pauliceia, um castelo causava rebuliço e agitação entre uma legião de fãs e curiosos. Ele era encantado e por isso, atraía gente de todas as idades. Todo mundo queria conhecer seus cômodos, seus segredos e mais do que isso, interagir com os seus moradores e elementos fantásticos.

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Assim me senti enquanto aguardava a minha vez de entrar. À exceção da fila, tudo parecia perfeito. Era como se eu realmente estivesse vivendo em um conto de fadas. E essa sensação deve-se ao fato de que a exposição em homenagem aos vinte anos de veiculação do Castelo Rá-Tim-Bum é tudo aquilo que seus fãs sempre quiseram ver. Ou você nunca quis entrar no quarto do Nino através da porta giratória?

Depois de três horas na fila, cheguei finalmente à entrada do castelo. Tal como acontecia no programa, o porteiro de lata azul dava instruções malucas aos visitantes sobre como entrar e agir lá dentro. Mas não foi preciso pular num pé só ou acertar a charada. Ela se abriu sem muita dificuldade e já no “hall” do castelo, foi possível conferir peças históricas do programa, como roteiro do primeiro episódio, o convite para a festa de lançamento em 1994 e o making of da vinheta.

Depois de passar pelo Relógio, o detentor da pontualidade do castelo, finalmente cheguei à biblioteca. O ambiente, como todos os outros retratados é fiel ao programa, e tem o seu maior guardião sentado na poltrona. Na exposição, é possível puxar um livro da estante sem que o Gato Pintado reclame. E o livro ainda fala!

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Na sequência, visitei o laboratório dos cientistas malucos Tíbio e Perônio, a oficina do Dr. Victor e o subterrâneo do castelo até chegar a sala de música. Você lembra da Pianola? Ela está lá pronta para ser ativada. A engenhoca foi feita pelo Dr. Victor e tal como no programa, faz os bailarinos dançarem de acordo com a melodia. Ali, também podem ser encontradas algumas relíquias, como o Circo do Nino, a Caixa de Música e o Desenho Mágico.

Dividindo espaço com a sala de música, está a sala da lareira com seu globo terrestre, a caixa preta e o tabuleiro de xadrez. À medida que se vai avançando no castelo, vamos nos lembrando dos figurinos e conhecendo o processo de criação de cada personagem. Até a sua versão final, são realizados vários testes de caracterização e na exposição, você descobre que o Nino, por exemplo, poderia não ter tido o seu característico cacho espetado ou que o Dr. Victor poderia ter ficado com a cara do Albert Einstein. Não senti falta de nenhum personagem. Está todo mundo lá, inclusive os “turistas” Etevaldo, Caipora, Bongô (entregador de pizza) e Penélope, a repórter cor de rosa.

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Depois de passar pela sala da lareira, cheguei à cozinha cheia de gavetas. Elas podem ser abertas e em algumas delas, é possível encontrar algumas curiosidades sobre o programa da TV Cultura. Ao lado dela, encontra-se o ambiente mais especial da exposição: o saguão! Era nele que boa parte da trama era encenada. Era nele também que ficava a árvore centenária da Celeste e a porta giratória do quarto do Nino.

Pra chegar até o quarto da Morgana é necessário subir a escadaria. Lá, é possível interagir com um caldeirão e tirar uma foto com a fiel gralha Adelaide. Os cômodos seguintes são: o ninho do trio musical “João de Barro e as Patativas” e o lustre das fadas Lana e Lara. Na saída do castelo, está o Doutor Abobrinha escondido entre sacos de lixo e arbustos.

Seu plano maligno de demolir o castelo e construir, em seu lugar, um prédio de cem andares não dará certo. Nunca deu. Mas a exposição tem uma data limite. A principio, vai até o dia 12 de outubro no MIS. E para que o conto de fadas não se transforme em pesadelo, é preciso chegar beeeeem cedo.

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O Museu da Imagem e do Som de São Paulo – MIS – fica localizado na Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo (SP). Terças a sextas das 11h às 21h, sábados das 9h às 23h e domingos e feriados das 9h às 20h. O ingresso custa R$ 10 e R$ 5 (meia). 

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Clarissa Sá é carioca. Chegou em São Paulo em 2012 para trampar e acabou por tomar gosto pelas preciosidades que passou a garimpar na Pauliceia. © 2014. Para conhecer suas outras garimpadas, acesse: http://garimpandonapauliceia.wordpress.com

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