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Maior seca em 80 anos e focos de incêndios criminosos aumentam ocorrências em 56%

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Foto: Reprodução

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Comitê Executivo de Prevenção e Combate aos Incêndios faz balanço e divulga ações emergenciais.

Em junho de 2011, o Governo do Estado criou a operação Corta Fogo com o objetivo de prevenir e combater incêndios florestais. Uma ação conjunta da Secretaria de Estado do Meio Ambiente – SMA, Casa Militar, Secretaria de Segurança Pública, Prefeituras e seus órgãos interligados, como a Polícia Ambiental, a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB, a Fundação Florestal e o Instituto Florestal.

A operação tinha como meta a redução de 50% do número de focos de queimadas e incêndios florestais no estado de São Paulo, tomando como base os focos de incêndio identificados pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em 2005, 5.853 focos. Em 2011, primeiro ano de vigência da Operação Corta Fogo, houve uma redução de 52% do número de focos, totalizando 3.573. Já em 2012 a redução foi ainda maior. Foram detectados 2159 focos, o que representa uma redução de 64% em relação ao ano de 2005.

Em 2013, foram 2.055 focos. Em 2014, um ano atípico com o registro da maior escassez de chuva em 45 anos, foram detectados 3.052 focos. Um crescimento de 131%, em relação ao mesmo período, de janeiro a setembro de 2013. Dos 3.052 focos registrados, foram atingidos 2.025 ha de Unidades de Conservação, contra 1088 em 2013.

A Polícia Militar Ambiental e a CETESB aplicaram 373 sanções por uso irregular de fogo: balões, velas, fogueiras etc. Foram realizadas 14.878 frentes de combate a incêndios.

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A operação corta fogo é realizada pelo Sistema Estadual de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais que determina a integração das ações de prevenção, monitoramento, controle e combate a incêndios florestais. Existem no Estado Planos de Auxílio Mútuo contra incêndios, verdadeiros mutirões formados por 2.108 pessoas capacitadas e treinadas, 356 municípios, instituições, empresas e equipamentos (caminhões pipa e kits de combate a incêndios cedidos aos municípios pelo governo do Estado).

A Operação Corta Fogo, em parceria com o INPE, conta com o Sistema de Monitoramento e Alertas via Satélite. São emitidos boletins diários para as unidades de conservação com informações de chuvas, umidade relativa do ar, focos de incêndio, descargas elétricas, dentre outros. Os dados climáticos são sobrepostos sobre o mapa do estado a fim de permitir o acompanhamento em tempo real da situação em cada município.

Também recebem esses boletins, instituições de pesquisa e os órgãos que compõe o sistema de prevenção. As informações também podem ser acessadas pelo site www.ambiente.sp.gov.br/cortafogo.

Próximas ações: aprimoramento do combate aéreo, criação de estratégias de combate nas unidades de conservação, tais como: rede de hidrantes, F-500 Tecnologia Encapsuladora, capaz de controlar incêndios mais rápido do que apenas água, Líquido Gerador de Espuma (LGE), substância normalmente utilizada por bombeiros nestes casos e, por último, e não menos importante, ampliar a distribuição de material informando a população sobre os riscos de pontas de cigarros, fogueiras, balões, fogos de artifício, velas e queima de lixo.

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