Museu de tecnologia médica da Siemens é inaugurado na Alemanha

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 O Siemens MedMuseum está localizado em sua fábrica histórica de 1893.

O local apresenta jornada multimídia pela trajetória da companhia e da tecnologia médica, desde meados do século XIX até os dias de hoje.

Os itens em exposição variam de aparelhos de eletroestimulação e unidades de raios-X até o primeiro sistema de imagens de ressonância magnética.

Com área total de 400 m², o museu de tecnologia médica da Siemens, foi inaugurado neste mês, em Erlangen, na Alemanha. Siemens MedMuseum oferece uma visão geral do desenvolvimento da tecnologia na área da saúde, setor no qual a multinacional desempenha papel fundamental há mais de 160 anos.

Inovações importantes e seus inventores são apresentados em formato multimídia, a fim de contar a história da tecnologia médica, desde seu início, em meados do século XIX, até os dias de hoje. O espaço histórico, que foi ocupado por uma oficina mecânica a partir de 1893, expõe peças selecionadas, como os primeiros sistemas Siemens de raios-X, tomografia computadorizada e ressonância magnética, ao mesmo tempo em que fornece informações explicativas sobre a origem e funcionalidade das tecnologias.

O Siemens MedMuseum também mostra o desenvolvimento das várias empresas que precederam a Siemens Healthcare. Para Joachim Herrmann, ministro do interior e da construção da Baviera, esse conceito de exposição específico ressalta a posição excepcional da Siemens no campo da tecnologia na área da saúde: “Podemos nos orgulhar da excelente reputação que os equipamentos de alta tecnologia ‘made in Erlangen’ desfrutam no mundo inteiro. Nosso novo Siemens MedMuseum permite que você reviva essa trajetória de sucesso feita em Erlangen, que já dura mais de cem anos”.

A história do progresso da medicina é uma narrativa que envolve ferramentas e equipamentos tecnológicos. Ao longo desta jornada, os aparelhos médicos foram usados para diagnosticar e tratar doenças, além de aliviar a dor e descobrir mais sobre a estrutura e o funcionamento do corpo humano. Inúmeros avanços da tecnologia médica estão estreitamente ligados à Siemens. “Para nós, é motivo de orgulho o fato de que nossas inovações vêm ajudando a moldar o progresso da tecnologia na área da saúde há muitas décadas”, afirma o Prof. Dr. Hermann Requardt, membro da Diretoria Executiva da Siemens AG e Executivo-Chefe da Siemens Healthcare.

O Siemens MedMuseum apresenta ainda o desenvolvimento das várias tecnologias, como diagnósticos por imagens e laboratoriais,  destacando figuras pioneiras neste processo. “São as pessoas que, com seu espírito inventivo e seu dinamismo ao longo de 160 anos, fizeram da nossa empresa o que ela é hoje”, diz Michael Sen, Executivo-Chefe de Finanças da Siemens Healthcare.

Tudo começou com Werner Siemens, que, em 1844, colocou em prática, pela primeira vez, uma de suas invenções para fins médicos, usando eletricidade para tratar a dor de dente de seu irmão Friedrich. Apenas três anos depois, Siemens se uniu a Johann Georg Halske para fundar a Siemens & Halske, empresa sediada em Berlim que produzia equipamentos eletromecânicos e telégrafos. Em Erlangen, Erwin Moritz Reiniger se juntou a Max Gebbert e Karl Schall para constituir a empresa de tecnologia médica Reiniger, Gebbert & Schall (RGS), que, não muito tempo depois, viria a fornecer tubos de raios-X ao Wilhelm Conrad Röntgen, o inventor dos raios-X. É na histórica oficina mecânica da fábrica da RGS, de 1893, que fica hoje o Siemens MedMuseum, a poucas centenas de metros da atual sede da divisão de tecnologia médica da Siemens.

Das “imagens de sombras” às imagens transversais
O museu da companhia dedica bastante espaço aos primórdios da tecnologia médica, apresentando a eletromedicina na forma de aparelhos de eletroestimulação. Dentre os destaques, encontram-se a bateria de placas mergulhadas em líquido, de Reiniger – a peça mais antiga em exposição, de 1886 – e, especialmente, as imagens por raios-X, que contam com uma área de exposição própria intitulada “imagens de sombras”. O uso de raios-X na virada do século XX lançou a base para as imagens médicas. Uma unidade do equipamento de 1902, projetada por Friedrich Dessauer, é testemunha desses primeiros anos. Não muito depois, foram descobertos também os outros efeitos da exposição aos raios-X, e a radioterapia se tornou uma parte consagrada da medicina, com efeitos comprovados. Embora essa época de pioneirismo na tecnologia médica seja fascinante, o Siemens MedMuseum também recorda os sacrifícios feitos pelos primeiros usuários da tecnologia de raios-X por não conhecerem os riscos de seu trabalho.

A área de “fatias e seções” trata de uma época relativamente recente das imagens médicas: em fatias ultrafinas, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética visualizam o interior do corpo. A Siemens tem sido uma força motriz do desenvolvimento das duas tecnologias desde o início. A primeira ressonância magnética alemã – a imagem de um pimentão, obtida em 1980 – confirma isso. Os primeiros sistemas Siemens dos dois tipos – o aparelho de ressonância magnética Magnetom (1983) e o tomógrafo computadorizado Siretom (1975) – estão expostos no Siemens MedMuseum. Ao lado, em uma área dedicada às imagens por ultrassom, é exibida uma revolução na tecnologia de ultrassom: o Vidoson, que foi lançado em 1965 e possibilitou, pela primeira vez na história, a exibição de imagens de ultrassom em tempo real e, portanto, a observação de movimentos no corpo. Hoje, o ultrassom é peça fundamental da moderna obstetrícia.

Muitas estações dispõem de tablets que oferecem informações e imagens adicionais aos visitantes do museu. Um mapa-múndi digital ilustra como a Siemens Healthcare se desenvolveu globalmente. A “janela para o arquivo” virtual permite que os convidados saibam mais sobre o trabalho realizado pelo Siemens Medical Archive, que fica logo ao lado, além de explorar como a forma e o design definem o visual dos aparelhos. Em todo o museu há sempre uma ligação com o lugar histórico: em diversas estações, os visitantes do Siemens MedMuseum podem dar uma olhada melhor na antiga oficina mecânica da década de 1890.

No futuro serão realizadas exposições especiais para apresentar novidades sobre as várias áreas temáticas abordadas no museu. O moderno anexo do edifício oferece mais 100 m² de área destinada a estas exposições.

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