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Música de todas as épocas…

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claudia

Música de todas as épocas…

A música se constitui basicamente de uma sucessão de sons e silêncio organizada ao longo do tempo. Até bem pouco tempo atrás a música era parte integrante do currículo de nossas escolas.

Atualmente não se conhece nenhuma civilização ou agrupamento que não possua músicas próprias. Embora nem sempre seja feita com esse objetivo, a música é uma das formas de arte. Mas também pode ter diversas outras utilidades, tais como militar, educacional ou terapêutica (musicoterapia). Além disso, tem presença central em diversas atividades coletivas, como os rituais religiosos, festas e funerais. Um relato bíblico atribui a Jubal (em hebraico Yuval) ser o “pai de todos os que tocam harpa e flauta” – Gênesis 4:21. Concluir ou afirmar que Jubal é o pai da música seria, no mínimo, um exagero. No entanto, podemos considerar que ele teria sido o construtor dos primeiros instrumentos – o primeiro “luthier”.

A música teria surgido da própria VOZ, aliás, a forma mais rudimentar e ao mesmo tempo perfeita para emissão de um som. Não importando os detalhes, o fato é que a música, seus sons e ritmos parecem ter a origem nos Céus, segundo o livro de Isaías, quando esse fabuloso instrumento, a voz, era usado acompanhado ao som de harpas para as primeiras composições musicais em tons angelicais.

A atividade musical terrena é inerente ao ser humano que desde tempos remotos afugentava seus medos e suas angustias praticando ou ouvindo música. A história relata que o rei Saul quando se via perturbado recorria a Davi, um jovem que sabia tocar harpa, e enquanto este tocava, Saul se sentia aliviado de sua perturbação.

Em outras oportunidades a voz e os sons produzidos pelo ser humano serviram para vencer guerras e destruir grandes construções como os muros da cidade de Jericó, fatos estes comprovados pela ciência moderna.

A tecnologia dos instrumentos musicais esteve, por muito tempo, “trancada a sete chaves”, sendo seus segredos revelados somente de pai para filho. No entanto, alguns instrumentos eram considerados irreprodutíveis, como os violinos Stradivarius, confeccionados na Itália por Antonio Stradivari, pois dizem que nem mesmo nenhum de seus sete filhos conseguiu reproduzi-los.

O instrumento musical foi criado para produzir algum tipo de som que pudesse ser controlado e de alguma maneira fazer sentido para o homem. A sua finalidade seria emitir um som ou uma sequência sonora que fosse agradável ao homem e pudesse manifestar o seu estado de espírito, seja de alegria ou de tristeza. Em geral considera-se um som como musical quando podemos controlar uma ou mais de suas características: timbre, altura (grave, médio e agudo), duração (do som e/ou do silêncio) e intensidade.

A palavra grega mousikós – “musical”, “relativo às musas” – referia-se ao vínculo do espírito humano com qualquer forma de inspiração artística. Em seus aspectos mais primitivos, a música é comum a quase todas as culturas e expressa características do povo ao que chamamos de folclore. Com a globalização muitas tradições desse caráter estão ameaçadas de total desaparecimento. Historicamente, música popular era qualquer forma não folclórica muito difundida – desde as canções dos poetas até peças musicais de grande refinamento, originalmente compostas para uma pequena elite. Estes personagens, instrumentos e músicos, deram origem aos muitos estilos musicais.

Em todo momento essa variedade musical é tocada no rádio, na televisão, no cinema, na rua e sempre tem o propósito de proporcionar algum estímulo ao seu ouvinte.

O que você não sabe é que a música é um poderoso estimulante que pode produzir resultados benéficos para o corpo assim como malefícios. Existe um fenômeno denominado Superestimulação Sensorial que quando expõe nossos sentidos ao máximo, desencadeiam uma descarga de drogas no cérebro, oferecendo altos níveis de prazer.

Um exemplo clássico onde esse fenômeno ocorre é em uma danceteria onde luzes, cores, globos cintilantes, feixes de laser, som alto, ritmo alucinante, movimentos erotizados e contato corporal na dança, desencadeiam as drogas como a Adrenalina, Noradrenalina e Dopamina. Quem frequenta um lugar como este se sente excitado. O problema é que o nosso cérebro não sabe diferenciar o prazer e sua origem; se soubesse os viciados em drogas (cocaína, maconha, ecstasy) não teriam dificuldades em administrar o vício e saberiam até a hora de parar.

O estímulo com as drogas chamadas endógenas (essas fabricadas pelo nosso organismo) são tão prejudiciais quanto às outras, porque podem nos viciar e alterar nossos hábitos, conceitos e modificar o comportamento. Isto sem falarmos das letras que muitas vezes possuem um “refrão” que condiciona sua mente a ações descaracterizadas de ética.

Se a música que você ouve tem uma letra que levanta seu espírito e proporciona paz, então essa música traz prazer, alegria e bem-estar, caso contrário preste atenção: você pode estar se autodestruindo sem saber.

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Claudia Giron Munck é Publici

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