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Música e suas letras chicletes

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claudia

Música e suas letras chicletes

A música é, sem dúvidas, um dos maiores interesses dos brasileiros no campo das artes. Conhecido por sua ginga, nosso país não resiste a uma batida, seja ela boa ou ruim, os pézinhos começam logo a acompanhar. O que muita gente esquece é que a música vai além da batida, do acorde, do instrumento. Ela é uma mensagem. Que atire a primeira pedra quem nunca ficou com uma música ou um trechinho martelando na cabeça o dia todo. Seja um clássico ou um jingle publicitário, a música nos marca e a mensagem fica.

Ainda que você ODEIE coisas do tipo “Ai, se eu te pego”, com certeza essa frase chiclete já pipocou na sua mente. O que significa que, por pior que uma letra seja, ela fixa. Veja a famosa dica para estudar inglês através das músicas, porque é uma excelente forma de se memorizar. Outro exemplo? As músicas criadas por professores de cursinho para ajudar os alunos a decorarem fórmulas e matérias.

Agora, você sabe e entende o que anda cantando? Porque mais que uma mensagem que fica gritando na sua cabeça, a música também é algo que você fica declarando várias vezes, num dia só ou durante toda a vida. Saber de onde, como e porque uma música foi criada e, principalmente, o que ela quer dizer é saudável para a cabeça e, no mínimo, uma atitude bem responsável.

Por exemplo, “Tears in heaven”, de Eric Clapton, foi feita em homenagem a um filho que morreu. Assim como, provavelmente, “Gostava tanto de você”, gravada por Tim Maia, que você canta para o seu amor achando que está fazendo uma declaração.

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“Smoke on the water”, do Deep Purple, um clássico do rock, com um instrumental excelente, mas que fala de um incêndio, uma letra capaz de miar aquela efervescência que sobe quando tocam os primeiros solos.

“Pais e Filhos”, da Legião Urbana, o próprio Renato Russo disse num show que não entendia porque as pessoas pedem tanto essa música, se ela fala sobre alguém que se suicidou. Ele dizia ficar muito triste sempre que a cantava. Outro exemplo, “Cavalgada”, de Roberto Carlos, narra uma noite de sexo praticamente explícito.

O fato é que muita gente, sai cantando por aí sem saber o que está ouvindo e, pior, dizendo.

Ah, mas você acha que cantar uma musiquinha não influencia em nada, não é mesmo? Então porque quanto mais se ouve “música de fossa”, mas deprimidos ficamos? E já teve um dia que uma música te acalmou? Ok, mas com certeza já lembrou de alguma situação ou de alguém por causa de uma canção..

É, a música mexe com a nossa alma. E não é a toa que ela é elemento chave também em muitas religiões. E até no gênero religioso tem várias que não escapam.

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Dizia um velho ditado “Quem canta, seus males espanta”. Porém, dependendo daquilo que está entrando em sua mente e você fica, repetidamente, declarando, pode ser que ao invés de espantar, você esteja atraindo coisas ruins. Afinal, ficar cantando que se é corno ou coisas do gênero “corto os pulsos com faca de rocambole”, por exemplo, não faz bem a ninguém, né?

Então, vamos colocar em prática o exercício de analisar aquilo que entra, marca nossa mente e depois é repetido pela nossa boca?

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Claudia Giron Munck é Publicitária, Relações Públicas, especializada em Marketing e Mídias Digitais. Atua na área de Comunicação do Sesc SP e é Coordenadora Editorial da Revista Gente Nova.

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