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Não é só carro de taxista que tem bandeirada

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Não é só carro de taxista que tem bandeirada

Faz 20 anos que o Ayrton Senna morreu. E faz 20 anos que os brasileiros continuam dizendo que a Fórmula 1 não tem mais emoção. Na verdade, não é emoção que falta e sim brasileiro decente na categoria. Por acaso os alemães, com Schumacher e Vettel, reclamam de falta de emoção na Fórmula 1? Se bem que para um alemão, espantar uma mosca de cima do chucrute já é emoção suficiente por uma semana inteira.

Acontece que durante décadas tivemos grandes pilotos na categoria: Émerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna. Tá certo que teve também o Raul Boesel, uma espécie de XV de Jaú da Fórmula 1. Ele não deu muito certo nas pistas e hoje ganha a vida fazendo participações em eventos, como sósia do Diogo Mainardi.

E nos últimos 20 anos, quem tivemos? O primeiro foi o Rubinho. Aliás, essa foi a única vez em que o Rubinho foi primeiro em alguma coisa. O Rubinho talvez tenha sido o piloto mais reclamão da história da F1. Ele reclama mais que anti-petista no Facebook. Com a diferença que ele acabou de descobrir o Orkut.

Podemos dizer que ele é um cara de direita – não politicamente, mas da pista da direita mesmo. Brincadeira, é maldade dizer que o Rubinho é lento: ontem mesmo ele bateu o recorde do Enduro no Atari. Ele está quase completando o álbum de figurinhas da Copa, só faltam o Sócrates e o Platini. E todos sabemos da rivalidade entre Rubinho e Schumacher. Ele não admite, mas torce para que um dia, o alemão sofra um acidente grave esquiando.

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Depois do Rubinho veio o Felipe Massa, para tentar acabar com a hegemonia dos alemães: ele ajudou o espanhol a vencer várias vezes. Há alguns anos, Massa sofreu um grave acidente, ao ser atingido por uma peça que saiu do carro do Rubinho. Foi a primeira vez que aconteceu um acidente desse tipo, afinal nunca alguém tinha ficado atrás do Rubinho.

Teve também o Bruno Senna, que despertou em muita gente a esperança de voltar a ver um Senna campeão na F1. Mas não é por causa do sobrenome que uma pessoa vai ter um talento igual ao de outra. Por exemplo: meu nome é José Luiz Martins. Eu tenho o mesmo sobrenome do Rick Martin. E nem por isso saio por aí pegando rapazes.

Para terminar: no Brasil, a maior rivalidade da F1 é entre Senna e Piquet (do Rubinho com o Schumacher é só a segunda). Eu, sinceramente, acho que no esporte eles se igualam. Mas com a mulherada, o Senna sai perdendo. Tudo bem que ele comeu a Xuxa e a Galisteu, mas o Piquet tá comendo a Shakira.

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José Luiz Martins. Humorista, publicitário e roteirista. Sócio da empresa Pé da Letra, de criação e produção de conteúdo. © 2014.

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