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Novo vírus coloca Ilhas do Caribe em alerta

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O que começou com apenas 10 casos confirmados do vírus Chikungunya (CHIKV) no lado francês de St. Martin, cresceu rapidamente no mês passado, com cerca de 300 casos confirmados, abrangendo o todo o Caribe, desde da Martinica até as Ilhas Virgens Britânicas.

Com mais de 200 “casos prováveis ​​ou confirmados,” St. Martin continua sendo epicentro do surto, mesmo ocorrido apenas quatro dúzia do caso em Martinica e outras duas dúzias em On Saint Barts, de acordo com o Centro Europeu de Prevenção e Controle. As autoridades de saúde em Dominica, Guadalupe e Guiana Francesa também relataram casos do vírus CHIKV, que são dores nas articulações, febre e dores de cabeça. No caso da Guiana Francesa é ainda mais preocupante, pois significa que o vírus atingiu o continente sul-americano.

Mais de 100 casos foram identificados e confirmados nos Estados Unidos entre 1995 e 2009, mas nenhum dos infectados contraíram a doença no Hemisfério Ocidental. Todos os casos, com exceção de três, ocorreram entre 2006 e 2009 com quem viajou para a Índia, e Ilhas do Oceano Índico, onde houve grande surto da doença.

Os surtos provocado pelo vírus CHIKV já foram documentados várias vezes por atingir toda a África, Europa, Ásia e Pacífico, mas no Caribe é a primeira vez que a doença é relatada entre os não-viajantes do Hemisfério Ocidental, observou o Centro de Controle e Prevenção de Doenças. Em advertência emitida no mês passado, foi informado que os moradores de St. Martin afetados pela doença não tinham viajado ao exterior recentemente, ou seja, o vírus Chikungunya está sendo espalhado pelo mosquito em toda a ilha e contaminando a população.

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“Os micróbios não conhecem fronteiras, e ao aparecimento de vírus CHIKV no Hemisfério Ocidental representa outra ameaça à segurança da saúde”, disse o diretor do CDC Tom Frieden, em um comunicado. “Especialistas do CDC estão se preparando há anos para a chegada do vírus, implantando sistemas de vigilância para nos ajudar a encontrar a doença”. “Para proteger os americanos, temos que detectar com capacidade o surgimento de um novo vírus.”

O CDC disse que trabalha desde 2006 com a Organização Pan-Americana de Saúde se preparando para a chegada do vírus CHIKV nas Américas, e que para aumentar a conscientização, tem levado oficinas para 22 países do Caribe. Enquanto não existe vacina e nem tratamento específico para combater a infecção, CHIKV é fatal e raramente aqueles contaminados vão suportar por muito tempo.

Chikungunya é semelhante ao vírus da dengue, que historicamente tem sido um problema muito maior no Caribe. A Organização Mundial da Saúde documentou cerca de 79.000 casos de dengue no ano passado, com 141 mortes (maioria na República Dominicana).

Os mesmos mosquitos que transmitem o vírus da dengue também carregam o CHIKV. Estes mosquitos são encontrados em todo o Caribe, nos trópicos e em algumas partes do sul dos Estados Unidos.

Os sintomas do chikungunya são febre, dores articulares e musculares, dor de cabeça e erupção cutânea – que duram cerca de uma semana e começam entre quatro e sete dias após a picada de um mosquito infectado. Em casos raros, alguns pacientes sentem dor nas articulações após um longo prazo. O CDC aconselha que procurem assistência médica imediata quem voltar do Caribe com tais sintomas.

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O Caribe é uma das regiões do mundo mais dependentes do turismo, e uma diminuição drástica no número de visitantes poderia ter efeitos devastadores sobre a economia da ilha. Enquanto as autoridades na Europa, Estados Unidos e América do Sul emitem alertas sobre o vírus, nenhum anúncio foi feito para os cidadãos evitarem a a região.

© 2014, IBTimes.

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