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O acordo nuclear do Irã sairá desta vez?

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O acordo com o Irã para reverter seu programa nuclear em troca de sanções mais leves é como o passe “Hail Mary” do futebol americano – divertido, de alto risco, mas com pouca chance de sucesso.

Restando apenas três anos, a administração do presidente Barack Obama está em uma situação preocupante e precisa se reerguer com boas vantagens. Suas supostas vitórias na política externa – como a retirada das tropas americanas do Iraque e do Afeganistão – se mostraram vazias. O Iraque está tomado pela estagnação política e por um nível de violência cada vez maior. O governo do Afeganistão se recusa a assinar um acordo que permitirá que as forças dos EUA permaneçam em uma capacidade consultiva para além de 2014, abrindo o caminho para que um Talibã ressurgente faça um retorno devastador.

Além disso, a Rússia tem amarrado nós na Síria: o apoio de Putin, habilmente auxiliado pelo regime no Irã, é a principal razão para que o presidente Bashar al Assad continue no poder. As relações dos Estados Unidos com Israel são, indiscutivelmente, seu ponto mais baixo desde a fundação do Estado judeu em 1948.

É por isso que a administração do presidente Obama está investindo bastante capital político em sua busca por um grande acordo com o Irã. Um acordo global representaria uma mudança de cenário para os Estados Unidos e para a região. Ele salvaria os EUA de ter que tomar uma ação militar para reverter o seu programa nuclear.

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É uma aposta muito melhor para alavancar a vantagem do país e firmar um bom negócio neste momento, ao invés de liderar um enorme esforço para evitar uma desintegração gradual do estrangulamento sobre a economia do Irã. Uma das principais razões que os EUA consideraram uma ação militar contra o ditador iraquiano Saddam Hussein, em 2003.

Então aonde isso levará o país? Os EUA têm razão em colocar a intenção de desarmamento do Irã à prova. Paradoxalmente, proporcionar ao regime uma oportunidade de falhar é o caminho certo para miná-lo. Deixe o mundo ver que, apesar de seu ofensivo charme sedutor, os interesses fundamentais do Irã não mudaram, e uma postura unificada decidida pela comunidade internacional é a nossa melhor proteção.

Como o ex-vice Conselheiro de Segurança Nacional do governo Obama escreveu recentemente: “se a diplomacia falhar, os Estados Unidos terão muito mais crédito para reforçar as sanções ou fazer uso da força – ou ambos”.

© 2014, IBTimes

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