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ONU apresenta resposta conjunta de 100 milhões de dólares contra o ebola na África Ocidental

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A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, reuniu-se com os presidentes do Guiné, Libéria, Serra Leoa e Costa do Marfim em Conakry, a capital guinense, nesta sexta-feira (01), para apresentar um plano de resposta conjunta visando controlar a epidemia de ebola na África Ocidental, que deverá ter um custo de 100 milhões de dólares.

“O surto atual está se movendo mais rápido do que os nossos esforços para controlá-lo”, disse Chan. “Se a situação continuar a deteriorar-se, as consequências podem ser catastróficas em termos de vidas perdidas, mas também perturbações socio-econômicas graves e um alto risco de propagação para outros países”, acrescentou.

Chan disse que o mapeamento preciso e detalhado do surto é uma necessidade urgente, bem como um aumento dramático na sensibilização do público para os fatos sobre esta doença. O Plano de Resposta deve identificar a necessidade de centenas de profissionais de saúde que possam ser acionados e enviados rapidamente às áreas afetadas para instalações de tratamento sobrecarregadas.

O plano também descreve a necessidade de aumentar os sistemas de preparação em países vizinhos e reforçar as capacidades globais, assim como enfatiza a importância da vigilância, especialmente nas áreas de fronteira, de avaliações de risco e de testes de diagnóstico laboratorial dos casos suspeitos. Além disso, destaca a necessidade de melhorar as formas de proteger os funcionários de saúde, um recurso escasso em alguns países por conta da infecção.

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“O surto do ebola pode ser contido. Correntes de transmissão podem ser quebradas. Juntos, devemos fazê-lo”, disse Chan em seu discurso aos líderes do Oeste Africano.

Situação atual do Vírus Ebola

A diretora-geral afirmou que este é o maior surto da história da doença em quatro décadas e vem acompanhado de desafios sem precedentes e extraordinários. A OMS disse que até o momento, o surto tem causado o maior número de casos e mortes do vírus ebola da história, com 1.323 casos e 729 mortes registradas até o momento na África Ocidental.

Além disso, o surto também está afetando um grande número de médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde, um dos recursos mais importantes para conter a propagação da doença. Até o momento, mais de 60 profissionais de saúde perderam suas vidas ajudando outras pessoas.

Fonte: Onu

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