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Orientais investem na ocidentalização das pálpebras

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Foto: Reprodução

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106 Anos da Imigração Japonesa e a Ocidentalização das Pálpebras ainda é o procedimento cirúrgico mais procurado pelos orientais.

A Imigração Japonesa no Brasil completou 106 anos no mês passado e o certo é que a comunidade nipônica se adaptou muito bem em terras brasileiras. A cultura e as tradições japonesas se enraizaram de vez no país. Para se ter uma ideia, quem aprecia a culinária japonesa não dispensa um bom sushi e o temaki, comidas de sucesso no Brasil.

Há uma troca de conhecimentos entre ambas as culturas. O arroz e o feijão, típicos dos brasileiros, viraram ingredientes da culinária japonesa. Quem não conhece, não ouviu falar do famoso bolinho de arroz e do doce de feijão?

A cirurgia plástica também faz muito sucesso entre os orientais, que não possuem a famosa “dobrinhas” nas pálpebras superiores e por isso recorrem à cirurgia para ter olhos mais vivos e obter um toque mais harmonioso ao rosto.

Segundo a Dra. Edith Horibecirurgiã plástica, PhD pela Faculdade de Medicina da USP, expoente em Estética Médica e Gestão da Idade, a cirurgia plástica de Ocidentalização vem confirmar a preferência dos orientais pelas “dobrinhas”. “Normalmente, a altura da dobra nos ocidentais é de 10 a 11 milímetros, já nos orientais esta medida é de aproximadamente 5 a 8 milímetros”, afirma.

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Para os orientais é tão importante ter a dobra palpebral superior que lançaram no mercado Internacional colas que fazem este sulco, mas duram apenas até a lavagem do rosto, por isso a cirurgia plástica passa a ser fundamental para esses jovens.

A renomada Dra. Edith Horibe é especialista e premiada internacionalmente nesta técnica. A médica esclarece que 50% dos orientais têm ausência do sulco palpebral superior (ausência de dobra na pálpebra superior), que geralmente fica 5 a 8mm da borda dos cílios, excesso de bolsas de gordura na região central e medial da pálpebra superior e epicanto medial (prega de pele na parte medial do olho). Estes orientais desejam ter o sulco palpebral superior (dobrinha) igual aos 50% que já nascem assim e não como dos ocidentais. Querem manter as características orientais.

Como é feita a cirurgia plástica de Ocidentalização das Pálpebras?

A médica conta que a cirurgia consiste em retirar parte da gordura existente nas pálpebras superiores para eliminar o aspecto inchado, típico dos rostos orientais e depois, é feita uma “dobrinha” em cima dos olhos. “Os ocidentais têm naturalmente uma pequena dobra na pálpebra superior, enquanto que 50% dos orientais não. A cirurgia faz a fixação da derme ao músculo elevador da pálpebra e tarso, de modo a fazer a dobra e simular a pálpebra ocidental, porém mantendo a característica oriental”, diz Dra. Edith Horibe.

O olho oriental também costuma apresentar maior gordura nesta região em relação aos ocidentais, ficando assim com o conjunto ocular mais proeminente. “Na maioria dos casos, pode ser interessante retirar um pouco da gordura. Mas, o mais importante é fazer a dobrinha bem calculada”, diz a especialista.

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Conforme a Dra. Edith Horibe, é necessário também levar em consideração as características próprias da pele oriental, mais propensa à formação de cicatrizes em forma de quelóides. “A cirurgia é bastante simples, fazemos a dobra na medida que é comum nos orientais para que o formato do rosto não seja alterado e as pálpebras ganhem um aspecto mais estético”, relata a médica.

É uma cirurgia rápida, de pouco mais de uma hora e não precisa de internação. Logo de imediato já se vê o resultado. Três dias depois começa a retirada dos pontos, que termina em cinco dias. Em uma semana ou um pouco mais, o paciente já pode levar uma vida normal.

Esta cirurgia não visa apenas o lado estético, também tem a utilidade de correção. As pessoas que nascem sem as dobras nos olhos têm chances de desenvolverem problemas visuais como o entropium (cílios virados para dentro dos olhos) com o decorrer do tempo, sendo muitas vezes necessária a intervenção cirúrgica.

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