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Presidente da Autoridade Palestina comenta sobre o holocausto

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Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina respondeu a uma pergunta sobre o holocausto judeu e o considerou “o crime mais hediondo que ocorreu contra a humanidade na era moderna”.

Mahmoud_Abbas,_Davos

Embora a declaração pareça ser um símbolo importante para o aprofundamento das relações entre israelenses e palestinos, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, considerou a atitude como uma tentativa de relações públicas para se recuperar da recente decisão de Abbas para retomar com o Hamas, uma organização que Israel e grande parte do Ocidente consideram um grupo terrorista.

Mahmoud pediu que o governo israelense trabalhe em conjunto com o seu governo para garantir a paz baseada em uma solução de dois Estados, possivelmente referindo-se às negociações fracassadas entre as partes.

Benjamin Netanyahu, por outro lado, disse que Israel não vai falar com um governo que se associa com o Hamas.

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“O presidente Abbas não pode ter as duas coisas, ele não pode dizer que o Holocausto foi terrível, mas ao mesmo tempo abraçar aqueles – referindo-se ao Hamas – que negam o Holocausto e tentam outra destruição do povo judeu”, diz Benjamin.

“Eu acho que ele está tentando aplacar a opinião pública ocidental, que entende que ele entregou um terrível golpe para o processo de paz, abraçando estes terroristas do Hamas”, acrescenta Benjamin.

Mahmoud Abbas fez suas observações em resposta a uma pergunta de Marc Schneier, rabino de Nova York de alto nível que é fundador e presidente da Fundação para o Entendimento Étnico.

A organização de Schneier visa promover e construir relações entre grupos étnicos e religiosos, ou seja, entre muçulmanos e judeus.

O governo israelense já havia chamado Abbas de “o líder mais antisemita do mundo”, principalmente em um livro de 1983 que Mahmoud Abbas questionou o número de vítimas do Holocausto.

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Benjamin Netanyahu fez o alerta para que Abbas corte os laços com o Hamas e retome as negociações de paz.

Parlamentares palestinos, no entanto, dizem que o acordo de unidade permitirá que o governo palestino represente melhor seu povo, realize eleições democráticas e tenha responsabilidade no governo.

Mustafa Barghouti, um parlamentar palestino, disse à CNN que “a possibilidade de paz será maior”, com um governo palestino unificado. “Eu, pessoalmente, acredito que a única paz que vai durar será entre duas democracias e o que estamos tentando fazer hoje aqui é construir uma”, comenta Mustafa.

A declaração de Mahmoud Abbas foi publicada pela Wafa, a agência de notícias da Autoridade Nacional Palestina (OLP), que recentemente mudou seu nome para Estado da Palestina – internacionalmente reconhecido como o órgão oficial dos territórios palestinos.

“O mundo deve fazer o possível para combater o racismo e a injustiça, a fim de trazer justiça e igualdade para as pessoas oprimidas onde quer que estejam”, finaliza Mahmoud.

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© 2014, IBTimes.

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