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Psicóloga alerta: conflitos nas férias, entre adultos ou crianças, devem ser evitados

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Foto: Wikimedia

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Você já teve a sensação de querer tirar “férias após às férias”? Isso pode acontecer por alguns motivos: o excesso de atividades num período destinado ao descanso; muitos dias realizando atividades cotidianas, que realmente cansam, como as domésticas, ou mesmo quando se enfrenta conflitos numa viagem. “Muitas vezes, ocorrem desentendimentos e conflitos entre companheiros de viagem, que geralmente são pessoas que não estão acostumadas a conviver no mesmo ambiente e resolvem passar férias juntas”, lembra a psicóloga Maria Aparecida das Neves.

Isso acontece porque é comum que grupos se reúnam para passar as férias em uma casa de praia ou de campo, mas nem sempre conhecem os hábitos e a rotina uns dos outros. Mesmo sendo membros da mesma família de origem – pais, irmãos ou primos –, as pessoas constituem suas próprias famílias e, na hora de reunir todos sob um mesmo teto, começam os conflitos.

“A primeira dica é escolher bem com quem você vai viajar. Opte por pessoas que tenham personalidades compatíveis com a sua, com quem você tenha afinidade e com quem se relacione bem no dia a dia”, diz a especialista. Isso se aplica até mesmo às crianças, que só conseguirão divertir-se de verdade se estiverem rodeadas de outras com quem se darão bem.

Para quem viajará com os pequenos, a psicóloga tem uma dica de ouro: fazer o que ela chama de “troca de pais”. “Quando a criança deve obedecer outro membro da família, um tio ou uma tia, por exemplo, em geral, ela faz menos manha do que quando está com os pais”, avalia.

Conflitos – A psicóloga alerta que, muitas vezes, o desentendimento começa já na hora de escolher o destino. “O melhor é fazer uma escolha democrática, uma votação, já que assim é a maioria que decide e diminuem-se as chances de alguém reclamar do local escolhido”, sugere.

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Estabelecer regras prévias também é fundamental. Decidir antecipadamente quem ficará em qual quarto da casa evita, por exemplo, o constrangimento de diversos casais terem de escolher o melhor ou o pior cômodo. “Nesse caso, é preciso levar em conta as necessidades das pessoas do grupo. Por exemplo, os avós, que são mais idosos, podem ficar no quarto térreo, para não precisarem subir escadas”, exemplifica.

Dividir as tarefas é mais do que necessário, tanto para não sobrecarregar ninguém como para que cada um faça aquilo que tem mais facilidade. “Se alguém se incomoda com a louça suja, pode-se estabelecer que lavá-la será a única tarefa daquela pessoa. Ou definir que cada um lavará sua própria louça”, sugere. O mesmo deve ocorrer para tarefas de limpeza, arrumação e preparação das refeições.

Sobre alimentação, aliás, a dica é preparar um cardápio que tenha um pouco do que cada um mais goste, levando em conta as restrições alimentares, para agradar a cada pessoa, ao menos uma vez, durante o período de férias.

Outro ponto importante é o comprometimento de cada um com a tarefa recebida. “Não dá para deixar para o dia seguinte algo que tem que ser feito imediatamente”, adverte. Se for o caso, vale até mesmo escrever as regras e deixá-las afixadas em um local visível para todos.

Contornando o inevitável – Quando for inevitável a companhia de pessoas com quem não se tem afinidade, seja por questões familiares ou por pressão social, Maria Aparecida aconselha que a pessoa tente se adequar, pensando que aquela situação é passageira, não perene. “Pense que você está lá para se divertir, não para gerar conflito. E que não terá de ficar na companhia daquela pessoa de quem não gosta para sempre”.

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Outra boa estratégia é eleger um mediador para os conflitos: alguém respeitado por todos no grupo, que seja ponderado, saiba administrar crises e tenha facilidade de conversar. Mas, se mesmo assim o conflito surgir, ainda há solução. “Evite o confronto. Quando perceber que o clima está ficando hostil, afaste-se. Saia do ambiente, dê uma volta, faça alguma atividade em outro cômodo. Não provoque nem aceite provocações”, indica.

Quando as crianças brigarem, tente deixar que elas solucionem os conflitos sozinhas, nos casos mais leves. “Há histórias de perda de amizades e laços familiares por brigas entre crianças nas quais os adultos se meteram e acabaram conflitando entre si”, lembra Aparecida. Ela diz que a tendência é de os pais sempre acharem que seus filhos são vítimas ou prejudicados pelos demais e, assim, chamarem a atenção dos filhos alheios, o que nem sempre agrada os adultos. “Se as crianças brigarem, tente mudar o foco da atenção delas para outra coisa, criando uma nova brincadeira, por exemplo. Caso haja violência física, cada pai tem de chamar a atenção do próprio filho e todos precisam conversar juntos. O mais importante é que os adultos ajam como tal – e não tenham atitudes ainda mais infantis, porque dali a pouco as crianças estarão brincando juntas novamente”.

Por Maria Aparecida das Neves, psicóloga clínica. 

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