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Restrição alimentar e generalização do tratamento são os grandes vilões no combate à obesidade

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Foto: Reprodução

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Cortar o consumo de gorduras e açúcares sempre foi regra básica para quem quer perder peso. Mas já imaginou um tratamento onde aquele brigadeiro delicioso não seja o grande vilão para eliminar calorias?

Há 40 anos no mercado, o endocrinologista e nutrólogo Joffre Nogueira Filho, de São Paulo, vem obtendo sucesso no combate à doença individualizando o tratamento dos pacientes e, sobretudo, não impondo uma dieta extremamente restritiva.

“O paciente a ser tratado é como um pacote que vem cheio de vícios, alterações de humor, estilo de vida, escorregadas na dieta, etc. E temos de tratar esse pacote como ele é. Não adianta acreditar que desta vez ele irá resistir à tentação se em todas as outras vezes não conseguiu. Não adianta fazer de conta que ele vai conseguir passar o resto da vida comendo grelhados e salada. Os que conseguem não vão ao meu consultório para perder peso, já são magros”, explica Dr. Joffre.

O segredo para o sucesso do tratamento, segundo o especialista, é saber respeitar e encarar as dificuldades do próprio paciente. E tirar tudo o que ele ingere por hábito, por fatores psicológicos ou hipotalâmicos, isto é, aqueles alimentos que não conseguimos deixar de comer, é fazer com que a dieta não consiga ser mantida e é o primeiro passo para o fracasso. “Por isso, um tratamento eficaz visa encontrar o equilíbrio na vida de cada paciente. Ele pode continuar comendo aquele brigadeiro, mas para isso buscamos outras compensações, como uma dieta com aporte correto de fibras que consiga diminuir a velocidade de absorção dos carboidratos”.

Ainda segundo Joffre Nogueira Filho, antes de iniciar qualquer tratamento, é importante investigar as alterações que faz com que o paciente engorde, como medicações tomadas para outras doenças, variações hormonais, causas intestinais, entre outros. Há também algumas causas cerebrais como a síndrome do comer noturno, a disfunção cerebral mínima, que tem história de enxaquecas, urinar na cama na infância ou o “deja vú”, aquela sensação de já ter vivido uma situação.

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“Tenho a convicção de que os pacientes que vem ao consultório fazem tudo o que é possível para atingirem o peso desejado. Todos sabem o que engorda e ‘pensam que sabem’ o que deveriam fazer para serem mais magros. A obesidade, no entanto, é uma doença, o tratamento deve ser com um profissional especializado e não pode mais ser encarada apenas como uma falha de caráter”, ressalta Joffre.

Para finalizar, o especialista ainda enfatiza: “Se o paciente não consegue seguir a dieta, apesar de ter sido elaborada segundo suas sugestões e ser bem equilibrada, conclui-se que não essa não é uma boa dieta para ele e precisa ser alterada imediatamente. A dificuldade em segui-la deve ser dividida com o médico e com a nutricionista. Eles são profissionais treinados para ajudar o paciente. Não é um problema só dele”.

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