Saiba em quais casos a cirurgia para hérnia de disco é recomendada

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Foto: Reprodução

Maus hábitos posturais diariamente podem contribuir para o surgimento de dores nas costas e, posteriormente, agravar-se para problemas mais sérios. Entre um dos mais comuns está a hérnia de disco.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a hérnia de disco representa 90% dos problemas relacionados à coluna. Dados da pesquisa apontam ainda que 5,4 milhões de brasileiros sofrem com as dores originadas pela hérnia discal.

O médico neurocirurgião Paulo Porto de Melo (CRM 94.048), formado pela UNIFESP e Colaborador do Departamento de Neurocirurgia da Universidade de Saint Louis (Missouri- EUA), introdutor e pioneiro da neurocirurgia robótica no Brasil, explica que a hérnia de disco é caracterizada pelo desgaste dos discos intervertebrais.

Ou seja, a hérnia é originada quando o disco intervertebral, localizada entre duas vértebras da coluna vertebral tem uma ruptura no anel fibroso, uma parte que envolve o núcleo pulposo. “O disco intervertebral fica localizado entre duas vértebras situadas na coluna vertebral. Ele é a estrutura cartilaginosa que protege a coluna e que fica entre uma das vértebras. Contudo, quando esse núcleo pulposo sai acarreta em uma compressão das raízes nervosas gerando as dores”, descreve Melo.

As intensidades das dores variam, podendo ser leves, moderadas ou intensas. “Como os discos saem do lugar ou se rompem por lesão ou esforço físico, pode levar a dores que, normalmente, se iniciam na região do pescoço e, posteriormente, se irradiam para o ombro e braços, podendo dificultar na movimentação dos membros. Além disso, pode gerar câimbras, dormência e até mesmo redução da força muscular dos membros superiores”, informa Paulo.

Cirurgia nem sempre é a primeira opção!

O neurocirurgião informa que antes da decisão de cirurgia para a hérnia de disco, é feito um tratamento primário conservador, podendo ser por meio da fisioterapia, RPG, anti-inflamatórios convencionais, analgésicos ou acupuntura. “Se os sintomas não se aliviam no intervalo de três a quatro semanas, a intervenção cirúrgica deve ser feita”, diz.

De acordo com o especialista, a cirurgia também é indicada quando o paciente possui uma disfunção neurológica como perda de força que aumenta progressivamente ou síndrome de causa equina. “Pacientes operados apresentam alívio mais breve da dor. Atualmente contamos com diversas técnicas minimamente invasivas, nas quais não são necessários muitos dias afastados das atividades diárias. Contudo, o tratamento será realizado segundo o grau de comprometimento da coluna”, finaliza Melo.

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