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Salvando a rede gratuitamente com objetos perdidos

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Foto: Wikimedia

Foto: Wikimedia

Os pais de meninas que cresceram na última década sem dúvida alguma conhecem a franquia de Disney Fadas e sua grande estrela, Tinker Bell. Mais do que apenas revelar como ela surgiu, a história mostra o cotidiano das fadas e sua preocupação particular em coletar coisas perdidas – objetos que sumiram do mundo humano. Tinker Bell é basicamente um MacGyver de saia, um gênio útil que salva o dia com seus poderes naturais de criação técnica. Ela é claramente uma engenheira. Ela é um de nós.

Ao rever, relutantemente, o filme pela trigésima nona vez no final de semana passado, me ocorreu que a luta diária de Tinker Bell se aproxima muito da luta de todos os modernos profissionais de TI. Muitas vezes, ela é obrigada a fazer o que sempre foi feito – seguindo padrões aproveitáveis que mantêm o curso das estações, mas sem oferecer nenhuma inovação. Pior do que isso, não há investimento em melhorias de produtividade que proporcionem mais tempo livre para que as fadas façam aquilo que quiserem nos fins de semana. Mas, como todos nós no setor de TI, as inovações às vezes surgem do conhecimento e das ferramentas coletadas ao longo do caminho, embora muitas vezes sem aplicabilidade especial no momento em que são descobertas. Tinker Bell encontra peças de relógio perdidas, enquanto nós ainda encontramos roteadores com licença ainda válida à toa.

Os objetos perdidos da rede
Quantas vezes, em sua condição de engenheiro de rede, você saiu do sufoco usando algo que tinha esquecido que existia e que estava para ser aposentado, mas que ainda tinha valor com um IP quando conectado à rede? Por exemplo, um dia desses, encontrei um colega paralisado, de cabeça baixa, olhando para uma pilha empoeirada de roteadores Cisco 800 aposentados. Esquecidos por anos, os roteadores foram sua salvação quando ele percebeu que eram compatíveis com o IPSLA da Cisco.

O administrador da rede percebeu que os aparelhos da linha 800 eram, em essência, dispositivos gratuitos de prestação de serviço WAN para monitoramento da disponibilidade de aplicativos compostos de SaaS da Salesforce, garantia de VoIP e muito mais. Esses roteadores foram para ele aquilo que os objetos perdidos são para as fadas. Em uma única tarde, ele usou as ferramentas do Network Configuration Manager da SolarWinds para gerar uma imagem única que jogou ao vento, enviando-a para os escritórios das filiais com o pedido aos administradores locais para conectá-la aos switches dos ASAs da Cisco. O mais genial é que essa solução teve custo praticamente zero. Tinker Bell ficaria orgulhosa.

O IPSLA é realmente só a ponta do iceberg da rede em termos de objetos perdidos. Quantas das suas caixas atuais oferecem atualmente suporte ao monitoramento do fluxo de tráfego sem precisar de qualquer atualização de imagem? Se seus roteadores e switches não forem completamente arcaicos, a resposta é: muitas. Pense nas possibilidades. Você pode abrir a torneira e começar a enviar o NetFlow, o sFlow e o J-Flow para um colecionador. Pode criar interceptações SNMP para capturar alterações de configuração feitas localmente fora da política. Você pode pegar as tabelas de ARP e visualizar a topologia, o roteamento, os relatórios de IP da porta do dispositivo, facilitando a pesquisa e a descoberta da infraestrutura. Se você já preservou todas as suas configurações com backups noturnos, então por que não também executar todas as noites verificações de políticas para expor os problemas de segurança? Todos esses recursos e muitos outros estão disponíveis nas redes atuais, utilizando uma tecnologia que já está “azeitada” para o equipamento que você tem agora, sem mencionar que também já está paga.

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O resgate do pó das fadas
Tinker Bell e suas colegas volta e meia utilizam o pó das fadas mas, sendo nós engenheiros de rede, nossa mágica para garantir que tudo funcione é mais prática, embora não menos poderosa: aplicativos de monitoramento de terceiros, que não dependem de um fornecedor específico. Gratuitas ou não, essas soluções combinam resultados de todas as fontes de monitoramento incorporadas e dispersas e os transformam em painéis coerentes. Em geral, os fornecedores sugerem que a única maneira de iluminar uma visualização NOC é usando a lógica “destruir e trocar”, mas você sabe que não é bem assim. Afinal, você é engenheiro, mestre dos objetos perdidos.

Enquanto tiver a curiosidade de explorar não apenas a tecnologia de amanhã, mas também escavar um pouco os hardwares à sua volta, você sempre conseguirá obter o máximo de seus recursos de rede. Você pode até salvar o dia. Lembre-se de que somos Tinker Bells, é a nossa vocação. Como rotina, resolvemos problemas rapidamente sem fazer muito barulho e dentro do orçamento. Ah, se pudéssemos voar…

Patrick Hubbard é Geek Chefe da SolarWinds, empresa de softwares de gerenciamento de TI com sede em Austin, Texas.

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