Acordo entre Taiwan e China Continental encontra resistências

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Enquanto as lideranças das duas repúblicas chinesas, em Pequim e Taipé, se esforçam para melhorar as relações, o sentimento entre a China continental e Taiwan continua a ser de hostilidade.

A mais recente controvérsia no centro de Taiwan e da China é o Acordo de Comércio e Serviço, o qual permitiria que vários setores econômicos em ambos os lados do Estreito de Taiwan se relacionem, favorecendo um intercâmbio de investimento e oportunidade. Mas muitos dos jovens de Taiwan temem o impacto econômico desse negócio na ilha.

Em um comunicado oficial, um grupo de alunos escreveu que a sua insatisfação com o acordo de Taipé com a China vai além de “estar sempre contra qualquer coisa relacionada a China”. Em vez disso, eles questionam o que o investimento chinês significaria para o emprego e o empreendedorismo local.

“No futuro, as pequenas e médias empresas de Taiwan terão de enfrentar os desafios da concorrência com as empresas chinesas que têm capital abundante e utilizam modelos de integração vertical”, declaram os jovens taiwaneses. Além disso, eles acreditam que “o paraíso do empreendedorismo que estão habituados a ter motivo de orgulho será tomado gradualmente por empresas estrangeiras”.

Os protestos organizados por estudantes em Taipé destacam a desconfiança e a resistência que o público em geral de Taiwan tem em relação ao investimento chinês.

Por outro lado, comentários pela internet direcionados a uma celebridade de Hong Kong destacaram um sentimento similar entre os chineses do continente. Os internautas até fizeram uma campanha para as celebridades que apóiam os protestos estudantis em Taipé para “dar o fora da China”.

No centro da polêmica está o ator Chapman To, que recebeu mensagens de ódio depois de expressar apoio aos estudantes de Taiwan. De acordo com o China Digital Times, uma página de discussão da rede social Weibo intitulada “Fora Chapman To” rapidamente atingiu quase 55 mil usuários. Muitos sugeriram boicotar os filmes do ator, além de não permitir sua distribuição no continente. Para perturbar milhares de internautas chineses, o CEO da Beijing Maite mídia, Chen Lizhi, prometeu não empregar Chapman To em produções de filmes futuros.

Enquanto Pequim e Taipé tomam medidas no sentido de melhorar os laços em nível estadual, a precipitação do público de ambos os lados, especialmente on-line, mostra dois povos se distanciando. Embora seja improvável que o acordo de comércio possa ser afetado pelos protestos, um degelo nas relações reais terão que vir não só da China e de Taiwan, mas também do público.

© 2014, IBTimes

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