fbpx
Tuesday, August 11, 2020
-Smart Writers & Smart Content & Smart Readers-


O significado do FOCO

O significado do FOCO FOCO é um termo que “importado”da óptica, uma ramo da física. Segundo uma definição simples, da…

By Redação , in Coluna , at 13/05/2015

Paulo

O significado do FOCO

FOCO é um termo que “importado”da óptica, uma ramo da física. Segundo uma definição simples, da Wikipédia: Foco em geral é usado como o centro de e é nessa asserção que é tomada como o ponto onde se concentram os raios luminosos que passam por uma superfície transparente (ou, uma lente). Alternativamente é o ponto de convergência ou donde saem emanações.
Por analogia, para nós, seres humanos, foco é o centro de nossa atenção. Podemos, inclusive, para aprofundar a analogia, afirmar que espiritualmente, foco é para onde converge a nossa luz. O foco é, portanto, ao menos num TEMPO dado, único. Ainda que se mova, ou modifique-se ao longo do tempo; o “centro” da nossa atenção só pode estar em um ponto. Tudo que não está naquele ponto, está na “periferia” de nossa atenção. Em que ponto periférico é outra questão, mas, seja onde for, não é o centro, ao menos no momento dado.
Ao longo dos últimos anos, o termo foco foi usado à exaustão, até comprometer o seu significado. Ouvimos coisas como “colocar o foco em tudo”. Ou a declarada necessidade de manter a atenção em múltiplos “centros” ou focos. O que precisamos nos lembrar é que o foco será, sempre, único. O que pode acontecer e efetivamente acontece, é que esse foco MUDE com uma freqüência tão rápida que se crie a impressão de que “muitas coisas estão em foco”. E aí reside uma aspecto que merece atenção: se o “centro de sua atenção” muda com essa rapidez, quanta atenção está efetivamente está sendo colocada nele?
Primeiro, não é possível “manter” a atenção em várias coisas. O que pode ser feito é “mudar a atenção por várias coisas”. Manter é o contrário de mudar. É sustentar a atenção num ponto. Se esta deverá ser distribuída entre vários assuntos ou aspectos, ela estará constantemente “mudando” e , portanto, jamais “mantida”. É uma escolha, mas devemos estar conscientes de seu significado ao fazê-la.
Na prática é preciso desenvolver a consciência de que podemos, seqüencialmente, colocar nossa atenção perfeitamente em várias coisas. Mas seqüencialmente é, em tudo, diferente de fragmentar a atenção em mil pedaços. Se você já experimentou a angustiante sensação de “ser atendido ao mesmo tempo” que outras pessoas num balcão de informações, conhece bem a sensação: se houver um único atendente, e várias pessoas “sendo atendidas” por ele, o resultado é que as respostas ficam entrecortadas, interrompidas. Parte da resposta é dada a um, parte a outro, nenhum dos quais foi atendido, e ambos continuam ali, parados, esperando a conclusão do atendimento para que possam seguir. Se houver várias pessoas, certamente o atendente tentará organizar uma fila, de modo que possa resolver um caso de cada vez. Conhecemos isso, é simples, sabemos como funciona. Com a nossa consciência é rigorosamente igual. Organize e forme a fila. Essa é a tarefa “antes das tarefas”, por assim dizer. E sem ela, todas as tarefas ficarão aos pedaços, e nós apenas teremos a sensação de que estamos resolvendo várias coisas, quando de fato, não estamos resolvendo nenhuma. Organizar a seqüência não significa levar mais tempo. Atenção plena não aumenta o tempo necessário; ao contrario, diminui o tempo para CADA tarefa. Uma delas poderá ser muito simples, basta um sim ou um não. Mas enquanto uma resposta não for dada, o assunto permanece ali. Coloque a atenção plenamente por um instante, responda sim ou não e pronto: um assunto está resolvido. Outros serão bem mais complexos, e demandarão tempo e aprofundamento. Se não é capaz de dedicar-se a ela adequadamente naquele momento, em primeiro lugar assuma isso para si mesmo: “não posso lidar com isso neste momento”. Anuncie aos demais envolvidos, se houver, e siga em frente para a próxima tarefa. E não esqueça de voltar a ela quando combinou (com outros ou consigo mesmo) que voltaria. O significado de não esqueça é: anote, agende, marque. Porque, provavelmente, você vai esquecer, se não fizer isso.
Assumir, antes de tudo para si mesmo; que os processos mentais humanos funcionam assim, deste modo, comprovadamente, para todos, é fundamental. Não é uma questão de preferência, gosto, estilo ou qualquer questão de personalidade. É o simples reconhecimento da natureza do funcionamento da mente humana. Agir de modo alinhado com a natureza dos nossos processos faz com que possamos usar plenamente o potencial deles. “Brigar” contra isso, faz apenas com que esses processos funcionem com menos eficácia. É exatamente a mesma coisa que querer “convencer” o seu sangue a transportar certas substâncias ingeridas, mas não outras: não pode ser feito. Exatamente do mesmo modo, não importa o quanto você deseje “focar” dois assuntos ao mesmo tempo, isso não será feito pelo seu sistema neurológico e os seus processos mentais.
Faça as pazes com a sua biologia e organize a fila do melhor modo que puder. Concentre a atenção plena em cada AGORA. E então, só então, mova-se, você e sua atenção plena, para o próximo momento, que será, também e plenamente, agora.

__________________________________________________________________________________________________________
Paulo Roberto Ramos Ferreira é Coach e Terapeuta Transpessoal; Membro da ONG Terapeutas Sem Fronteiras e Conselheiro do Nikola Tesla Institute e autor do livro O Mensageiro – O Despertar para um Novo Mundo. © 2015.

Comments


Deixe uma resposta


O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *