fbpx
Tuesday, August 11, 2020
-Smart Writers & Smart Content & Smart Readers-


2014 das Perdas ou do Desapego?

2014 das Perdas ou do Desapego? 2014 foi, sem sombra de dúvida, um ano bastante complicado para a grande maioria…

By admin , in Coluna , at 17/12/2014

Paulo

2014 das Perdas ou do Desapego?

2014 foi, sem sombra de dúvida, um ano bastante complicado para a grande maioria das pessoas. Qualquer olhada nas mídias sociais ou nas retrospectivas deixa isso muito claro. As pesquisas, indicadores e números cientificamente lastreados apenas confirmam o mesmo cenário de novas complexidades econômicas, sociais e políticas. Para muitos, isso reflete um ano de perdas. Seja a perda de convicções, sejam perdas materiais ou financeiras. O interessante é que aquilo que muitas vezes é visto como perda pode, muitas vezes, ser traduzido como desapego, ou “deixar ir”. Para além do aspecto da vontade (“deixar ir” seria uma escolha; a perda seria “deixar ir” sem ter escolha), tenho notado muitos comentários e textos dando conta desse movimento: uma vez que uma perda acontece, sendo inevitável, restaria talvez o movimento de re-significar. Mais do que simples conformismo; é interiormente observar quais os eventuais “ganhos” ou “levezas” que determinadas perdas trazem. Por exemplo, para uma amiga, a perda de um contrato resultou num tempo livre imprevisto, que foi aproveitado para concluir outro projeto que passou um tempo engavetado. Os resultados desse outro projeto não serão, no mais das vezes, conhecidos imediatamente. Talvez leve meses até que se materialize. E quando isso ocorrer, será que ela vai se lembrar da perda do contrato que a permitiu retomar o projeto? Perceba que existe aí uma “modificação do passado”; em função dos resultados futuros: meses depois, se nada correu bem com o novo projeto, a perda do contrato talvez seja vivida, de fato, como uma perda relevante. Já caso o novo projeto seja bem sucedido, mais provavelmente a perda do contrato nem será lembrada; e caso seja, haverá uma frase como “ainda bem, porque assim pude me dedicar ao que realmente queria”.

O que nos deixa com uma pergunta interessante: podemos auxiliar preventivamente nesse processo? Se enxergamos a possibilidade de uma “perda”, poderíamos, ao menos, prever o que faríamos com o “espaço” ou o “tempo” liberado pela ausência?

Talvez valha a pena realizar este exercício. No mínimo, porque saber exatamente o que fazer com um recurso colocado à sua disposição faz com que você possa aproveitá-lo plenamente. Mas, antes e mais importante: ressignificar, redirecionar e canalizar as energias e recursos para novos rumos rapidamente tem ao menos uma vantagem indiscutível: evita que se faça a pior coisa que se pode fazer nessa situação; que é a lamentação paralisante. O apego ao que já foi perdido, ao que já não é mais; ao que deixou de existir; cria um imenso desperdício de tempo e energia e afasta as novas possibilidades. Primeiro, porque enquanto você se agarra com unhas e dentes à lamentação, está na verdade preso ao passado. Não abriu, de fato, o espaço vazio na sua vida. Não deixou que o ocorrido torne-se, de fato, passado. Também, talvez não menos importante: enquanto se lamenta e vive preso à situação passada, inconscientemente você diz aos outros, aos amigos, ao mundo: ainda não estou pronto. Ainda não vivi o luto daquela perda com a intensidade suficiente. Ainda estou “lá”.

Enquanto você permanece “LÁ” muita coisa acontece no AQUI E AGORA. Muitas oportunidades podem passar despercebidas enquanto você olha obsessivamente para trás. Deixe ir. Vire a página. Esteja inteiramente neste momento. Como já escreveu o velho e sábio bardo Shakespeare: Estar pronto é TUDO.

__________________________________________________________________________________________________________
Paulo Roberto Ramos Ferreira é Diretor de Comunicação da ONG internacional New Earth Nation; Conselheiro e Representante do Nikola Tesla Institute em SP e autor do livro O Mensageiro – O Despertar para um Novo Mundo. © 2014.

Comments


Deixe uma resposta


O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *