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Wednesday, July 8, 2020
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A América odeia suas crianças superdotadas

Não é nenhum segredo que, quando se trata de educação, a América recebe uma nota baixa. Nos mais recentes testes…

By Redação , in Educação e Comportamento Mundo News & Trends , at 31/07/2014 Tags:, ,

Não é nenhum segredo que, quando se trata de educação, a América recebe uma nota baixa. Nos mais recentes testes globais – pontuados em uma escala de 1.000 pontos – os EUA marcaram 481 em matemática, 497 em ciências e 498 em interpretação de texto. Em comparação, as médias internacionais foram 494, 501 e 496 respectivamente, e os EUA ficaram bem atrás dos líderes mundiais, de uma lista que inclui a China, o Japão e os Países Baixos, mas também países como Letônia, Eslovênia e Vietnã.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Por que a maior economia do mundo é tão ruim no sistema de Educação de seus filhos? Uma crescente escola de pensamento é que o sistema de ensino dos EUA, em sua busca louvável para garantir que os piores alunos atinjam padrões mínimos, está traindo seus melhores alunos.

“As crianças superdotadas são um precioso recurso de capital humano”, disse David Lubinski, professor de Psicologia e desenvolvimento humano da Universidade de Vanderbilt. Eles são os “futuros criadores da cultura moderna e líderes em negócios, saúde, lei, ciências, tecnologia, engenharia e matemática”, Lubinski acrescenta. Seu projeto, conhecido como Estudo da Matemática Precoce da Juventude (SMPY, em inglês), embora um pouco equivocado, uma vez que testa habilidades verbais também, começou em 1971 no laboratório de Julian Stanley na Universidade Johns Hopkins. De lá o projeto se mudou para o Estado de Iowa, em 1986, e depois novamente para Vanderbilt, em 1998, onde se estabeleceu desde então.

Seus jovens anteriormente precoces estão agora com 38 anos de idade, adultos maduros os quais, segundo as últimas descobertas de Lubinski, tiveram sucesso em uma ampla gama de carreiras, tais como Direito, Medicina, Artes, Humanidades, Engenharia, Administração e Pedagogia. Dos 320 participantes, 203 fizeram pelo menos um Mestrado. 142 deles (44 por cento) obtiveram um diploma de Doutorado, uma proporção muito maior do que a média da população.

É uma ótima notícia, mas essas crianças parecem ter se destacado, apesar de sua educação. Durante anos, os professores têm agido sob a suposição de que as crianças superdotadas – um pequeno grupo mais inteligente que 99,99 por cento dos seus pares – precisam e merecem menos atenção que as crianças em aulas de reforço. Quando a equipe de pesquisa voltou a olhar para as avaliações originais de Stanley a respeito da dinâmica em sala de aula, eles descobriram que os professores ignoravam as crianças sobredotadas, de certa forma, em vez de adaptar a grade curricular a um menor denominador comum.

Lubinski argumenta que as crianças superdotadas são prejudicadas pela corrida ao intermediário. Tem que haver flexibilidade”, disse à Newsweek. “Essa é a mensagem que eu daria aos professores.” Mas como pode um professor realisticamente instruir uma sala de aula em que alguns alunos estão anos-luz à frente?

Uma solução é agrupar s crianças por sua taxa de aprendizagem, em vez de idade cronológica. Por exemplo, uma superdotada de 9 anos de idade, pode compartilhar uma aula de geometria com os calouros do Ensino Médio. A chave é personalizar a educação individual, mesmo na pré-escola: se alguém é um gênio em cálculo diferencial, mas não consegue discernir entre os pronomes e preposições, talvez mudar a grade curricular do Ensino Médio por completo não seja a melhor opção. Não aumente o teto inteiro, em outras palavras – apenas remova algumas telhas.

Megan Tomlinson, uma professora de inglês e de Jornalismo do Ensino Médio no Brooklyn, Nova Iorque, disse que já viu muitos alunos talentosos desperdiçarem seus potenciais porque suas escolas não promoveram o devido crescimento. “É frustrante, como professora, ver os estudantes que poderiam e deveriam ser um desafio a si mesmos, que têm grandes chances de serem recompensados com bolsas de estudo em ótimas faculdades, simplesmente se contentarem com fazer “bem o suficiente” para ganhar boas notas porque estão entediados, desmotivados e não têm muita expectativa de crescimento” , disse ela.

Tomlinson tenta adaptar ambas as extremidades ao oferecer variações de cada atividade, sob medida para a capacidade do aluno. “Outras vezes eu converso em particular com os alunos superdotados e explico que, por causa de sua capacidade, eu espero que eles completem a atividade mais avançada”, disse ela. “Se eles estão relutantes, eu posso pedir o apoio dos pais.”

As frustrações de Tomlinson, bem como aquelas experimentadas por muitos dos professores de escolas públicas do país, são agravadas por forças maiores que atuam sobre o ambiente em que ela trabalha. Mas Tomlinson foi capaz de trabalhar dentro dos limites, equilibrando seu tempo para garantir a elevação em ambas as extremidades. “Eu sou muito grata por trabalhar em uma escola que constantemente me incentiva a exigir dos meus alunos superdotados e talentosos”, disse ela. “Eles não têm necessariamente a motivação, as habilidades ou o acesso aos meios necessários para o crescimento por conta própria. Eles precisam de mim, também.”

Afinal, uma criança de 12 anos de idade, ainda é uma criança de 12 anos de idade.

Mas para cada Tomlinson, haverá um professor (ou cinco) que não podem gerir o delicado equilíbrio, ou seja, o ensino fora da norma convencional. Para os EUA alcançarem os altos escalões do nível educacional em um ambiente global cada vez mais competitivo, precisam de mudanças que venham através de professores como Tomlinson, e de uma reforma séria na educação focada no cultivo da realização intelectual. Antes que de aplicar as ideias inovadoras como as de Lubinski, é necessário que haja um consenso entre todas as partes interessadas que vencer é importante, porém não é o suficiente para simplesmente entrar na corrida.

© 2014 Newsweek.

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