A dura realidade na Tailândia

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A bagunça política atual da Tailândia tomou um rumo pior quando o Tribunal Constitucional anulou as eleições gerais do mês passado. Sem fim à turbulência, é possível que o país tenha um crescimento do PIB inferior a 2,7 por cento, o que o Banco da Tailândia projetou para a nação do Sudeste Asiático este ano.

A anulação das eleições de Fevereiro, contestada pela oposição do Partido Democrata (PD), não foi surpreendente, mas deixa o país numa situação difícil com um vácuo no poder e um aumento dos riscos da estabilidade. Uma figura política sênior comentou sobre a eleição anulada: “Estamos de volta à estaca zero”, segundo uma nota de pesquisa da empresa Nomura Securities.

Uma série de mudanças teriam de ser feitas se outra rodada de eleições vier a acontecer, e o Partido Democrático deixou claro que, se o Partido tailandês Pheu de Yingluck Shinawatra seguir o mesmo processo eleitoral como em fevereiro, mais uma vez irá boicotar as eleições. Com este último desenvolvimento, qualquer esperança de uma recuperação econômica é improvável.

O Banco da Tailândia (BoT) reconhece esses riscos de crescimento de deterioração. Ele rebaixou sua previsão de 2014 para 2,7 por cento do PIB na semana passada, “o que está mais perto de nossa projeção de 2,5 por cento”, escreveram analistas da Capital Economics, em uma nota. “No entanto, ambas as previsões estão começando a olhar para os riscos crescentes de um impasse político prolongado”.

Pior ainda, o impasse político pode ter um impacto em longo prazo sobre a Tailândia. Sem um governo funcional, muitos projetos de infraestrutura não serão implementados, incluindo um de gestão da água. Parece quase certo que a Tailândia vai ter um ano ruim, ou, talvez, muitos.
Se um governo eleito não estiver em vigor até o meio do ano, há também o risco de que a apresentação do orçamento fiscal para o ano de 2015 seja prejudicada por atrasos.

© 2014, IBTimes
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