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A febre do sapato que troca de salto: onde tudo começou

Nos anos 60, inicio dos 70, a preferência feminina era pelos saltos mais baixos. Já na transição dos anos 80…

By Redação , in News & Trends , at 22/04/2015

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Nos anos 60, inicio dos 70, a preferência feminina era pelos saltos mais baixos. Já na transição dos anos 80 para os 90 o salto bem alto era unanimidade. E nesse período as formas dos saltos também mudaram: foi de bloco para stiletto (agulha), passando pelo cônico.

De lá pra cá, os sapatos vem passando por grandes transformações e na tentativa de acompanhar a evolução da mulher moderna, que precisa de praticidade no dia-dia e que passa por toda essa transição de anos em um único dia. E convenhamos, carregar sapatos extra na bolsa não é nada prático e usual: faz muito volume, nem sempre existe um lugar discreto para a troca e pode danificar as peças.

Foi pensando em facilitar a vida dessas mulheres que algumas marcas de sapato pensaram num conceito para versatilizar o bom e velho salto. Em 2010 a marca brasileira Dakota deu o ponta pé inicial nesse segmento com o sapato Troca-Troca, que possibilita um novo visual e usar um sapato diferente, trocando apenas a capa do salto.

Mas em 2011, as americanas Candice Cabe & Nadine Lubkowitz criaram o primeiro sapato que troca de salto no mundo, o Day 2 night heels, que tem até cinco tamanhos de salto para um único sapato. Candice que percebeu que todos os seus sapatos eram essencialmente o mesmo projeto com diferentes alturas de salto e eles estavam tomando um monte de espaço. “Pensei que seria ótimo ter um par de sapatos que lhe permitiu trocar as alturas de salto e ocupar quase nada de espaço, e assim surgiu mino Day 2 Nigh!”

A designer israelese Daniela Bekerman, criou em 2011 também o “Ze o Ze”, que significa “este ou este” em hebraico. O sapato reúne em um só produto vários modelos. Ele vem com peças modulares que se encaixam  na parte de trás do calçado,  mudando totalmente a cara e design do produto.

Em 2012 foi a vez da, também designer, australiana Sophie Cox lançar o sapato que troca de salto.

Vítima de tráfico humano, a advogada por formação e designer de moda por hobby, a indiana Aashika Damodar criou em 2012 “Breaking Heels”, que ela pensou, depois de sofrer um acidente enquanto usava sapatos de salto alto. De acordo com Aashika, o modelo tem altura ajustável, que transforma imediatamente um sapato flat em um salto. Parte de todos os rendimentos de cada par vendido vai para a luta contra o tráfico de pessoas e exploração sexual comercial.

Em seguida, a designer franco-canadense Tanya Heath lançou em 2013 sapatos, sandálias e botas que trocam de salto. Um único sapato pode variar desde uma sapatilha até um stiletto. Ela ia com sapatos confortáveis e trocava o sapato no escritório – um salto. Tanya era consultora de gestão em uma empresa de Paris em 1998 e ia com sapatos confortáveis e trocava por um salto no escritório. Isso não era uma prática convencional na França nessa época.

Em 2014, um grupo de estudantes de Economia da Universidade Democritus de Thrace (na Grécia), com o auxílio de seu professor, Periklis Gogas, desenharam um sapato revolucionário. Uma sapatilha que vira salto e vice-versa. “Olhando para o mercado e o cotidiano de várias mulheres, observando como elas estão envolvidas em várias atividades ao longo do dia, como: ir ao trabalho ou tomar um café. Chegamos à conclusão de que eles estão em constante necessidade de um sapato que pode ser “alterado”, conta Loukas Karatides, um dos estudantes que participou do projeto.

Em 2015 a marca brasileira Lizzy Kahl fez um pré-lançamento do Style. De acordo com a diretora da marca, Patrícia Strebinger, esse pré-lançamento foi para saber a aceitação da novidade. “Foi feita uma pesquisa de mercado com várias mulheres e 80% delas revelaram que tinham a preocupação de que o salto pudesse escapar e elas caírem. Portanto, decidimos levar o produto a um órgão competente, como o INMETRO, para comprovar a qualidade e segurança do produto”, explica Patricia.

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