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A inclusão de estudantes negros no mercado de trabalho

De acordo com o Censo de Educação Superior, (dez/2018) do MEC (Ministério da Educação), 32,5% dos alunos matriculados em instituições…

By Redação , in Geral News & Trends , at 10/12/2019

De acordo com o Censo de Educação Superior, (dez/2018) do MEC (Ministério da Educação), 32,5% dos alunos matriculados em instituições de ensino superior no Brasil são pretos ou pardos, entre cursos presenciais e à distância.

Colocar os melhores alunos dentro de empresas conceituadas, dando a oportunidade de passar das teóricas aulas à vivência com a realidade profissional, este é o objetivo da Faculdade Zumbi dos Palmares (www.zumbidospalmares.edu.br), que conecta alunos das áreas de Administração, Direito, Publicidade e Propaganda, entre outros cursos de Graduação e Pós- Graduação.

De acordo com o Dr. José Vicente, Reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares e presidente da Sociedade Afrobrasileira de Desenvolvimento Sócio Cultural, AFROBRAS, é necessário trabalhar em conjunto com o setor corporativo. “Só assim, os jovens negros serão parte do mercado de trabalho”, afirma ele.

O Processo Seletivo da Zumbi possui uma estratégia maior, que tem como meta eliminar as barreiras que os negros ainda enfrentam na sociedade brasileira. “Com muito esforço, nós conseguimos colocar cerca de um milhão de jovens negros nas universidades. Se não tivermos esta iniciativa, nós não vamos conseguir incluí-los no mercado de trabalho. O que vai ocorrer, nesse caso? Eles vão voltar para a situação de exclusão, o que seria um crime de lesa-pátria”, argumenta.

Para impedir que isso aconteça, foi criada a Iniciativa Empresarial pela Igualdade, que é constituída pelas 50 maiores empresas brasileiras e seus respectivos presidentes. “Nossa missão é somarmos discurso e ação com o propósito de fazer as intervenções necessárias para derrubar as barreiras que ainda existem, mesmo que elas sejam inconscientes. Além disso, essas corporações também incentivaram a diversidade, iniciativa que contará com debates internos e com participação de dirigentes e funcionários, sobre a necessidade da construção de uma sociedade mais igualitária” comenta o reitor da Zumbi dos Palmares.

A Semana da Consciência Negra, comemorada em novembro teve como objetivo, através de manifestações acadêmicas, artísticas, esportivas e culturais, transmitir à sociedade a importância do combate ao racismo e à intolerância, valorizando a diversidade.

“Nós tínhamos um sonho e uma inquietação. Não nos conformamos de estar num País em que os negros, que representam 56% do povo local, não pudessem ter 3% dos jovens negros em universidades no nosso tempo. Então nossa geração sabia que poderíamos construir um caminho melhor por aqui. Não entendíamos como nos EUA possuíam diversas universidades públicas e aqui mal tínhamos negros no ensino superior. Então fizemos alguns movimentos importantes e estamos felizes em conseguir trazer parceiros que melhoraram e muito essa estatística no Brasil”, afirmou José Vicente.

Faculdade une alunos negros a empresas

As escolhas, para preenchimento de vagas, frequentemente recaem sobre um mesmo perfil de pessoas, principalmente se os lugares forem de liderança, tomada de decisão e poder.

Há 20 anos o que se pedia nas ruas eram 10% de vagas via ações afirmativas. Fundada em 2004, a Faculdade Zumbi dos Palmares, contabilizava em 2012, cerca de 1600 alunos matriculados e 1400 formados.

Após 15 anos são 20% de negros, o que corresponde a 1 milhão de jovens negros, nas universidades graças àsações afirmativas. O principal objetivo é o de atenuar a desigualdade entre negros e brancos no ensino superior.

Na prática, ações afirmativas são medidas tomadas que visam atribuir direitos iguais a grupos da sociedade que são oprimidos ou sofrem com as sequelas do passado de opressão. Ainda que o Brasil possua todos os direitos legais de igualdade para todos os cidadãos brasileiros, tais direitos não são cumpridos efetivamente em todas as camadas sociais. E devido ao não cumprimento dos direitos iguais a todos igualmente, as ações afirmativassão reconhecidas como necessárias. Portanto, as ações afirmativas, como os sistemas de cotas sociais e raciais nos vestibulares e concursos públicos, buscam equiparar a desigualdade social que, consequentemente, gera a desigualdade econômica.

** Ações afirmativas foram criadas com o objetivo de eliminar disparidades historicamente acumuladas, garantir a igualdade de oportunidades e tratamento. Em suma, visam combater os efeitos acumulados em virtude das discriminações ocorridas no passado. Compensar perdas provocadas pela discriminação e marginalização decorrentes de motivos raciais, étnicos, religiosos, de gênero e outros atos ou medidas especiais e temporárias  .

Quem é José Vicente

Na década de 90, quando José Vicente ganhava a vida como advogado criminalista, também encabeçou um grupo de pessoas que conseguiram bolsas de estudos para negros em universidades particulares. Em 1997, fundou a Afrobras, ONG que existe até hoje e administra a Faculdade Zumbi dos Palmares. Em 2004, após a colaboração de diversas pessoas e empresas, começavam as aulas na Zumbi dos Palmares. Atualmente são oferecidos oito cursos (Administração, Direito, Publicidade, Pedagogia, Tecnologia de Transportes Terrestres,  Recursos humanos, Segurança Privada, e Logística).

O advogado, sociólogo, fundador e reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares, Dr. José Vicente é Mestre em administração; Doutor em educação pela Universidade Metodista de Piracicaba; Fundador e presidente do Instituto Afrobrasileiro de Ensino Superior; Fundador presidente da Afrobras – Sociedade Afrobrasileira de Desenvolvimento Sociocultural; Membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República – CDES; Membro do Conselho de Autorregulação Bancária – Federação Brasileira de Bancos – Febraban; Membro do Conselho Superior de Responsabilidade Social da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP; Membro do Conselho Consultivo do Centro de Integração Empresa Escola – CIEE; Membro titular do Movimento Nossa São Paulo; Conselheiro diretor da Fundação Care/SP; Membro titular do movimento Todos pela Educação; Membro do Conselho do Memorial da América Latina; Fundador da Ong Afrobras;

O filho caçula de bóias-frias, José Vicente nasceu e cresceu no Morro do Querosene, bairro pobre de Marília, no interior de São Paulo. A partir dos 7 anos, trabalhou como engraxate, vendedor ambulante, pintor de paredes, entre outras ocupações. Aos 21 anos, tendo cursado somente até o 2.° ano do Ensino Médio, foi soldado da Polícia Militar e mudou-se para a capital paulista. A vida de José Vicente começou a se modificar quando entrou em bandas marciais da cidade, dentre elas a da Associação de Ensino de Marília. Através da banda, conseguiu um emprego na área administrativa da Faculdade de Odontologia.

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