A resposta do universo: o desfecho dos Três Pedidos ao Papai Noel

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(a entrega dos presentes à Gleycianne)

Era um punhado de cartinhas retiradas num orfanato com pedidos de presentes ao Papai Noel. Eu nada escolhi. Apenas peguei uma das últimas que sobrara no monte.

Os três pedidos eram de uma garota de 16 anos de idade, a Gleycianne. Acreditei que eram reflexos de crenças sociais: chocolates, cadernos estampados com um personagem da moda e um alisamento de cabelo. Ocorre que minha soberba me fez escrever de volta uma carta explicando os perigos de nossos desejos… talvez aquela coisa de analisar o “efeito manada” da sociedade do consumo. Ficou filosófico quando falei sobre a “capacidade crítica” que devemos ter para preencher os vazios do coração, alma e cérebro. Achei que valeria infinitamente mais que os presentes em si –  “Três pedidos ao Papai Noel”, o mais extenso texto que já escrevi nesta coluna.

Na minha cabeça era uma adolescente “vítima do mundo” em todos os aspectos: econômico, social e cultural. Daí vem o universo e, mais uma vez, derrama na minha cara como sou ingênuo. Como a propensa luz que vem de minha vaidade ou pretensão é absolutamente inócua. Mostra o tamanho da minha mediocridade quando descubro que a Gleycianne não sabe ler e jamais entenderia essa resposta do Papai Noel. Sendo bastante especial, apesar dos 16, tem idade mental de uma menina de 5 anos.

Era minha opinião, reflexão e ponto de vista falando em nome do Papai Noel. Entretanto, inovando com esta filantropia de fim de ano buscando também desenvolver o pensamento e caráter desta garota, dei com o “bico na pedra”. Da próxima deveria ir no padrão “Feliz Natal e Próspero Ano Novo”?

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