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Abduzido

em Monocotidiano/News & Trends por

Ele estava saindo do trabalho quando viu aquela luz forte, que o cegou.

Quando percebeu, já estava dentro daquela nava com um ser desconhecido.

Pânico.

Nunca tinha sido abduzido.

Nem conhecia ninguém que tivesse sido abduzido de verdade antes.

Aos poucos, se acalmou, sentou, viu a paisagem passando, não entendeu bem o que acontecia e ficou observando aquele ser de outro planeta. O que será que uma raça evoluída queria logo com ele?

O ser então começou o contato.

Explicou que vinha de muito longe e passou a explicar sobre o que sabia da vida.

Começou dizendo que a solução que eles tinham encontrado era simples. Muita conversa não resolvia. O ideal era dar o poder na mão de uma única pessoa, que parecia ser a mais preparada para isso. Um grande guerreiro. Quem cometia crimes era tratado como um ser de segunda categoria, morto ou mutilado. A regra era que se alguém te estuprou, merece ser estuprado. Alguém te matou, merece ser morto. Todos os habitantes concordavam com isso, segundo ele. Até porque quem não concordava não habitava por muito tempo. Então era um clima de paz e de muita concordância.

Havia um Deus. Ou algo do tipo. Acima de tudo isso, estava Ele. Que definia muitas coisas, inclusive os hábitos do grande guerreiro que governava, e era a partir do que eles acreditavam que esse Deus queria que as regras eram criadas.

Perguntado se as pessoas que não acreditavam nesse Deus tinham algum problema, ele se surpreendeu com a ideia de que alguém não acreditasse no Deus, mas continuou sua explicação.

As pessoas tinham como objetivo ter coisas. Naves, casas, trajes, capacetes, tudo isso era conseguido com esforço. E quanto mais e maiores as coisas, melhor. Quem conseguisse coisas grandiosas, eram mais respeitados. E quem não conseguisse, era colocado em segundo plano. Segundo ele, o funcionamento perfeito de tudo fazia com que todo mundo que se esforçasse o suficiente conseguisse grandes coisas. E quem não conseguisse, era porque era preguiçoso ou vagabundo.

Algumas pessoas que não conseguiam por ser vagabundos, tentavam pegar as coisas dos outros à força. E assim, como ele explicou no começo, se ele roubou, ele era roubado. Às vezes, roubado da vida.

E tudo funcionava perfeitamente desde então.

Na realidade em que ele vivia, as coisas eram todas lógicas e perfeitas, de um jeito que não parecia funcionar bem para o rapaz aqui da Terra.

O rapaz ficou assustado.
Quando deu por si, estava na frente da casa e o ser estranho, que tinha solução para tudo e morava no planeta perfeito, abriu a porta da nave e falou, em tom misterioso: “45 e 90, amigo. Hoje é bandeira 2, né?”

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