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Acabar com racismo e ódio é vital para prevenir novos genocídios

“O Holocausto não começou com Auschwitz. Começou com preconceito, discriminação, desprezo e slogans antissemitas e leis que precederam a ‘Noite…

By Redação , in Mundo News & Trends , at 22/01/2015

Foto: WIkimedia
Foto: WIkimedia

“O Holocausto não começou com Auschwitz. Começou com preconceito, discriminação, desprezo e slogans antissemitas e leis que precederam a ‘Noite dos Cristais’ e com protestos que forneceram tanto a identidade e a causa, mesmo que perversas, para as pessoas que evidentemente necessitavam de ambas”, disse o vice-secretário-geral da ONU, Jan Eliasson, no último sábado (17) durante uma cerimônia em memória das vítimas do Holocausto.

Durante o ato, realizado em uma sinagoga em Nova York, Eliasson lembrou que a prevenção do genocídio requer esforços para entender as forças que levam a estes atos. No entanto, observou que mesmo depois do Holocausto, o mundo não foi capaz de evitar novos genocídios, como o de Ruanda e Srebrenica (Bósnia-Herzegóvina), e instou a comunidade internacional a passar da retórica à ação para responder aos terríveis atos desumanos no Iraque, Síria, República Centro-Africana e Nigéria.

Ele também ressaltou que a prevenção de novos genocídios se encontra no centro do trabalho da Organização, que conta com um conselheiro especial sobre prevenção de genocídio e uma iniciativa lançada pelo secretário-geral em 2013 para garantir um sistema amplo de proteção, usando sinais precoces de violações de direitos humanos para detectar crimes que podem se transformar em atrocidades.

Para Eliasson, a iniciativa “Direitos Humanos na Frente” já mostrou resultados, citando, como exemplo, o caso do Sudão do Sul, onde as evidências coletadas por esta ação levou a Missão da ONU no país a abrir seus portões para 75 mil pessoas deslocadas que buscavam um lugar seguro em dezembro de 2013.

“As sementes de discriminação, racismo e ódio são plantadas e muitas vezes se permite que cresçam. As pessoas muitas vezes viram a cara em vez de arrancar essas sementes”, disse, enfatizando a necessidade de ações precoces para prevenir que estas situações de violência escalem até chegar a um ponto onde não haja mais volta. “Prevenir o genocídio não pode começar quando estamos testemunhando atrocidades que se encaixam na definição de genocídio”.

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