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Monday, August 10, 2020
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Antes de ensinar a pescar, convém aprender sobre Maslow

Antes de ensinar a pescar, convém aprender sobre Maslow. Sempre que alguém trata do tema da ajuda social, ou da…

By admin , in Coluna , at 23/07/2014 Tags:, ,

Paulo

Antes de ensinar a pescar, convém aprender sobre Maslow.

Sempre que alguém trata do tema da ajuda social, ou da beneficência, inevitavelmente surge a famosa citação sobre “não dar o peixe, mas ensinar a pescar”. É claro, nada mais simples que reconhecer que ensinar a pescar é um valor muito mais promissor e completo do que simplesmente o aspecto assistencial de dar o peixe.
Coletivamente; socialmente; é absolutamente óbvia a superioridade da capacitação versus “o assistencialismo.” Muito simples.

Agora, que tal aproximar-se da realidade e personalizar esta cena? Ao invés de pensar nas distantes crianças famintas da África, ou do Nordeste, você ousaria pensar; mais propriamente, no seu filho? Ou no seu irmão; ou irmã; ou no seu pai ou sua mãe, já bastante idosos?

Consegue imaginar o seu filho; ou sua mãe; famintos, subnutridos; pele e osso. Ousa imaginar essa dor? Ouse, faça-se esse pequeno favor.

Se teve a coragem necessária para fechar os olhos por um instante, e um instante apenas, de forma assim ficcional; deve ter notado que é dolorosamente complexo imaginar que, antes de suprir aquilo que falta ao seu filho ou à sua mãe, você exigiria que eles “aprendessem a pescar”.

Talvez seu filho ou sua mãe tenham sido pouco eficientes. Pouco produtivos. A bem da verdade, pela lógica “meritocrática” tão propalada por muitos, seu filho; ou sua mãe, devem ter-se “colocado” nesta situação. Afinal, não aproveitaram as diversas oportunidades que certamente haverão de ter tido, ao longo da vida.

Consegue imaginar-se negando a comida ao seu filho ou à sua mãe, baseado nesta “justiça meritocrática”?
Se você é um ser humano com um mínimo da empatia natural que a grande maioria tem em relação aos seus próprios descendentes e genitores, a única resposta honesta que pode ter para a tal situação seria “dane-se o que houve, se o sangue do meu sangue precisa de ajuda, primeiro vou ajudar”.

Não seria mesmo assim?
Agora, talvez seja um bom tempo para começar a rever a hipocrisia que lhe permitiu, até hoje; dizer que “aos filhos dos outros” ou às mães dos outros, “não se dê o peixe, ensine-se a pescar “. Um genial psicólogo chamado Maslow criou um conceito chamado “a pirâmide das necessidades”, que está reproduzida aí abaixo. Seria bastante interessante que você a observasse com atenção:

Maslow

Essencialmente, o que Maslow afirma, com a pirâmide, é o seguinte:
“Nenhum ser humano pode passar ao degrau superior da pirâmide sem ter, minimamente, correspondido à satisfação da maioria dos itens do degrau inferior.”

Ou seja, difícil ensinar a pescar um ser humano que morre de fome. Se não der o alimento, até para que ele tenha forças e energias para aprender; ele morre antes de aprender. Olhe para a pirâmide. Tente não pedir de alguém que viva abaixo da linha mais básica que preocupe-se com a estatura moral do aprendizado e da eficiência.
Enquanto a nossa sociedade permite que haja gente vivendo da mão para a boca, sem saber se come e vive amanha, não reclamemos porque “eles não colaboram”. Muito mais razão teriam eles, se dissessem que “nós” não colaboramos.

Mas eles não dirão nada. Eles não escreverão artigos. Eles não serão lidos, não serão publicados. Eles não tem tempo para isso. Eles precisam garantir que eles, suas crias e seus velhos não morram de frio ou de fome.
Agora, hoje mesmo; neste momento.

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Paulo Ferreira é Diretor de Comunicação da ONG internacional New Earth Nation; Conselheiro e Representante do Nikola Tesla Institute em SP e autor do livro O Mensageiro – O Despertar para um Novo Mundo. © 2014.

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