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Saturday, July 11, 2020
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As universidades não preparam os alunos para serem empreendedores

Vários empreendedores e fundadores de startups de sucesso abandonaram seus cursos em universidades para abrir o próprio negócio. Essa realidade…

By Redação , in Brasil São Paulo The São Paulo Times , at 18/12/2014

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Vários empreendedores e fundadores de startups de sucesso abandonaram seus cursos em universidades para abrir o próprio negócio. Essa realidade tão comum no Brasil se dá porque os alunos não se sentem integrados à instituição e não desenvolvem as habilidades necessárias para empreender e transformar as inúmeras ideias que têm em negócios.

A educação brasileira, embora esteja crescendo bastante e aprimorando sua estrutura de cursos e ganhando prêmios, ainda conta com professores sem experiência empreendedora, pouco balanceamento entre teoria e prática, aulas que não inspiram, estrutura rígida e formal, e pouca interdisciplinaridade. Esse formato tradicional de ensino é contrário à cultura empreendedora e afasta alunos das salas de aula. Quem aponta essas deficiências na formação acadêmica é o professor e pesquisador Marcos Hashimoto, em sua palestra na Open Innovation Week, maior evento de inovação aberta do mundo.

Para Marcos, a educação hoje é voltada para a formação do estudante, estritamente, para o mercado de trabalho. Dessa forma, o aluno sai da faculdade e vai para uma empresa já estabilizada e, lá, ele aprende a dinâmica de funcionamento com colegas de trabalho e demais funcionários com mais experiência, complementando sua formação. Já no mercado empreendedor, não existe ninguém para ajudá-lo nessa transição aula-mercado. “Quem se arrisca no mundo dos negócios, invariavelmente não conhece o tamanho do abismo entre teoria e prática, e só aprende fazendo. Não há nenhuma preparação e isso pode prejudicar o resultado”, afirma Hashimoto.

Mesmo as empresas júnior e as incubadoras de universidades, que ajudam os alunos a entenderem o universo do empreendedorismo, ainda são insuficientes para prepará-los de maneira eficiente para poderem criar planos de negócios, inovar, e usar sua criatividade para tirar ideias do papel. “O aluno sai da aula e monta sua empresa, mas não se vê preparado quando, de repente, tem clientes e é o próprio chefe. Parece fácil, mas, na prática, não é. E não tem ninguém para assessorá-lo nessa difícil transição”, conta o professor.

O que Hashimoto sugere é que sejam criados centros de empreendedorismo nas universidades para cobrir esse gap e ajudar o aluno a entender melhor as etapas do processo de estruturação de uma empresa. Segundo ele, um negócio é bem sucedido se houver uma pessoa com características empreendedoras, boas ideias na cabeça, capacidade de estruturá-las e de montar um plano de negócio.

Para isso, os centros devem fornecer conceitos e ferramentas para o empreendedor executar e planejar suas ideias. Também devem ajudá-lo desenvolver as soft skills, que são habilidades como criatividade, networking, relacionamento, liderança, iniciativa, percepção, improvisação, entre outras.

Empreendedorismo não se ensina, mas pode ser aprendido. “O professor também tem que atuar como facilitador, dando condições e criando situações para que o aluno desenvolva essas soft skills. Não tem como ensiná-las, mas o professor pode criar condições para o aluno aprendê-las e desenvolvê-las baseando-se na prática e nas experiências trabalhadas em aula”, sugere Marcos Hashimoto.

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