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Aumento na tarifa da energia elétrica impacta no custo de vida do paulistano

Para FecomercioSP, batalha da inflação passou de sua fase mais crítica, mas governo precisa ficar atento aos preços de alimentos….

By Redação , in São Paulo Tecnologia e Ciência The São Paulo Times , at 21/08/2014

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Para FecomercioSP, batalha da inflação passou de sua fase mais crítica, mas governo precisa ficar atento aos preços de alimentos.

O custo de vida na região metropolitana de São Paulo (RMSP) subiu 0,12% em julho, puxado pela alta de 11,79% na tarifa de energia elétrica. A desaceleração do índice geral, em relação aos 0,38% apurados em junho, sinaliza, segundo os economistas da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), que a batalha contra a inflação já passou de sua fase mais crítica.

Para a Entidade, embora o desaquecimento econômico já surta efeitos sobre o índice de preços, o principal foco de atenção de autoridade monetária deve ser o abastecimento, já que o preço dos alimentos subiu, em média, 10,07% nos últimos 12 meses e 0,31% em julho, em relação a junho – portanto, bem acima do índice geral.

Os grupos de produtos que mais pressionaram o custo de vida foram habitação (2,05%) e artigos para o lar (0,75%). Em contrapartida, houve recuo do preço dos custos de comunicação (-3,68%), embora esse item tenha peso cada vez menor no custo de vida, e transportes (-0,96%).

Se levado em conta o poder de compra, a classe A continua registrando as maiores altas de preços, com 0,22% em julho. A inflação, no mesmo período, foi de 0,19% para a classe B; 0,12% para a classe C; 0,08% para a classe D; e 0,17% para a classe E.

Preços X serviços

Separados os itens de serviços do total de itens pesquisados, verificou-se a terceira elevação consecutiva, com 0,23% em julho. No mês, o grupo habitação, em razão do aumento de energia, subiu 2,49% em média. Na sequência, veio o grupo de artigos de residência, com alta de 1,78%. Alimentação fora de casa subiu 0,36%, no mês, e 9,62%, nos últimos 12 meses.

O grupo de produtos permaneceu estável. Houve, no entanto, variação entre os grupos que compõem o indicador, com maiores altas de artigos de residência (0,67%) e habitação (0,60%). No mês, por exemplo, as roupas de banho subiram 7,82% e os artigos de limpeza, 1,52%. Em julho, a maior queda de preços foi verificada em vestuário (-0,67%). Roupas femininas e calçados femininos caíram 1,33% e 1,73%, respectivamente.

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