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Redação - page 633

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Baixa produtividade dificulta a competitividade

em Brasil/The São Paulo Times por

O grande desafio da economia brasileira está no aumento da produtividade do trabalhador, com ganho de competitividade das empresas nacionais. A relação entre o Produto Interno Bruto (PIB) e o pessoal ocupado é fundamental para tornar as empresas mais competitivas, com maior participação de mercado, maior lucro, melhores preços, melhores condições de trabalho e maior remuneração aos colaboradores.

A questão não é dizer que o brasileiro trabalha pouco, pois chegamos a trabalhar mais horas por dia que americanos e alemães. Nosso problema é a eficácia questionável e a baixa eficiência. Eficácia é a medida de alcance dos resultados desejados e eficiência refere-se à relação entre os resultados obtidos e os recursos empregados.

Como aumentar a eficiência do trabalho? A resposta está na melhora da administração do tempo das pessoas. Isso é uma questão de tecnologia e dos processos de trabalho.

Já o nosso problema de eficácia é cultural e está ligado aos valores sobre os quais se alicerça a sociedade brasileira. Não se pode dizer que somos ineficazes, mas pode-se questionar aquilo que valorizamos comparativamente às sociedades concorrentes. Por exemplo, no Brasil valoriza mais a titulação, o salário e o emprego do que a competência, a produção e o trabalho.

A riqueza de um país deve-se à sua capacidade de gerar produtos e serviços, com a melhor utilização possível dos recursos disponíveis. Assim, o fator chave para possibilitar o desenvolvimento econômico é o aumento da produtividade. A economia brasileira ainda precisa percorrer um vasto caminho em termos de produtividade, embora com significativos progressos quando comparado à década de 1990 com a abertura econômica.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), para o Brasil crescer 4% ao ano, de 2014 a 2022, será necessário o aumento médio de 3% ao ano na produtividade do trabalho. A baixa produtividade está relacionada à precariedade na gestão das empresas em geral e ao baixo investimento em inovação e tecnologia.

A escassez da mão de obra, limitações da infraestrutura, baixo investimento e um ambiente institucional subdesenvolvido dificultam a produção e a competitividade das empresas. Soma-se a isso, o custo e a complexidade dos negócios no Brasil, em função de legislação complexa, morosidade judiciária e processos regulatórios ineficientes.

Afinal, o que fazer? O desafio é que as empresas reconheçam esse contexto e se adaptem. A tarefa compreende reavaliar o portfólio, diversificação dos negócios, mercados e segmentos. Quatro pilares são fundamentais para a criação de valor: gestão de talentos; linhas de automação mais eficientes, enxutas e com alta tecnologia; gestão do valor do produto e eficiência da cadeia de valor.

Uma de nossas tarefas para o futuro é colocar o aumento da produtividade na linha de frente. Para que isso aconteça, a valorização do profissional é fundamental.

Gabriel de Andrade Ivo, Economista da Fecomércio MG.

Apenas 20% dos jovens se interessam em trabalhar nas pequenas empresas

em Negócios por

Apesar delas oferecerem 88,3% dos empregos formais gerados no país, a maioria ainda prefere esperar por uma colocação em grandes companhias.

No momento de ingressar no mercado de trabalho, qual a melhor opção?

Ir em busca de grandes empresas ou galgar seu lugar em corporações de pequeno porte? Segundo uma pesquisa realizada pelo Nube, mais de 50% prefere uma colocação em renomadas e gigantes organizações.

O estudo foi desenvolvido em  janeiro, com 17.819 jovens entre 15 e 26 anos. Diante da pergunta “Onde você preferiria trabalhar ou estagiar?”, os votantes tinham quatro opções de resposta: “Grande empresa”, “Multinacional”, “Órgãos públicos” e “Pequena ou média empresa”. A primeira e segunda alternativas somaram 58,9%, ou seja, 10.502 votos.

“Muitos estudantes sonham com altos cargos e salários, por isso almejam atuar em famosas organizações. Não à toa, a escolha por ‘Grande empresa’ foi a mais desejada, com 34,4%, seguida por ‘Multinacionais’, com 24,5%”, explica Rafaela Gonçalves, analista de treinamento do Nube. No entanto, segundo a especialista, focar apenas nesse tipo de corporação pode limitar a oportunidade de estágio e prejudicar a inserção no mundo corporativo.

“Estar nessas companhias é realmente bom para o currículo, mas a obsessão por tais vagas pode ocasionar a perda de grandes chances. Afinal, em quantos outros empreendimentos muito bons não seria possível atuar?”, questiona Rafaela, ressaltando o fato de ser fundamental não perder oportunidades no início da carreira.

Em terceiro lugar, ficou “Órgãos públicos”, com 21,06%. Escolha ideal para quem deseja muito aprendizado durante um estágio, pois em repartições públicas o colaborador pode aprender diversas atividades.

“É muito bom termos pessoas interessadas em atuar no ramo. Esse tipo de trabalho exige muito empenho, as vagas são boas e existe carência de mão de obra qualificada”, afirma a analista. Fora isso, quem consegue passar nos concursos e se torna efetivo, ainda tem a vantagem da alta remuneração e estabilidade!

A última opção obteve 20,01%. Mesmo com um bom índice de votantes, 3.564, muitos estudantes desconhecem os benefícios dessas vagas. Só em 2013, de acordo com dados do Sebrae, com base em informações do Ministério do Trabalho, as micro e pequenas empresas foram responsáveis por 88,3% dos novos empregos formais gerados no país.

Além de serem as mais propícias para quem procura possibilidade de crescimento, ainda oferecem acesso fácil aos gestores e grandes chances de efetivação e promoção. “Mostrando um bom desempenho, a retenção dos colaboradores é mais viável. Sem falar na competitividade ser bem menor”, enfatiza a especialista. “Começar pela média e pequena empresa prepara para novos desafios. Pense nisso!”, conclui.

Tem muito “fazedor de propaganda” se achando criativo

em Coluna por

Por Agnelo Pacheco

A mesmice na propaganda é resultado de que, de repente, todo mundo se acha criativo em publicidade. E nos últimos anos, nosso mundo publicitário ficou dividido em dois: os “fazedores de propaganda” e os criativos.
Lamentavelmente, os “fazedores de propaganda” já ocupam a maior parte do negócio da propaganda.
O “fazedor de propaganda” acha que aquela primeira ideia que aparece, que muita gente já fez, está excelente. Faz para tirar da frente.
Grande parte da publicidade de revenda de automóveis, com alguma exceção, deve ter sido criada por “fazedores”. Estabeleceram uma regra de que deve ter uma piadinha no comercial de TV de revendedoras automobilísticas e fazem aquela piada sem graça, sem sentido que deve provocar riso apenas em quem escreveu e em quem aprovou.

O cliente paga aqueles 30 segundos caros da TV e, minutos depois, você pode até se lembrar daquela bobagem do comercial, mas não consegue se lembrar da marca de carro anunciada.
Mas não é só nos clientes revendedores de automóveis que os “fazedores” deitam e rolam. Tem fazedor de propaganda em diversas marcas de cerveja e bancos… Já chegaram até a algumas empresas de telefonia. Por que isto vem acontecendo?
Porque o valor de uma ideia ficou de lado.

A chegada da informática e toda a evolução da tecnologia são mais do que bem-vindas. Mas elas trouxeram junto aquilo que eu costumo chamar de “preguicite criativa”: o cara tem que buscar uma ideia, vai ao Image do seu Mac e busca aquilo que chamam de referência. Uma grande maioria não se debruça mais, saindo de uma tela em branco e exercitando a imaginação. Mas eu repito há anos que a imaginação é amiga e amante da criação! E esta história de que falta tempo é a maior besteira que existe.

Quem cria – e ainda existe muita gente fazendo isto –, sabe que aquele calor gostoso da ideia nova, diferente que nasce não leva o tempo imenso que muita gente pensa. Pelo contrário, acho que quanto maior o tempo e mais relaxado o criativo fica, mais difícil fica nascer uma ideia original.

Eu era um criativo começando na Norton, uma agência que tinha 10 filiais, 95 clientes, sem computação gráfica, sem tecnologia, com apenas três profissionais comandados pelo Duílio La Motta e que davam conta de tudo. E era assim nas outras grandes agências. O que aconteceu para que estes departamentos de produção tenham hoje, com todo o avanço tecnológico, dez, quinze e até vinte profissionais? A tecnologia não veio para facilitar? Veio. Mas eu penso que trouxe, junto, a acomodação.

Hoje, são necessários três profissionais para fazer o trabalho de um no passado. Será que no passado aqueles malucos que enfiavam a cara no trabalho eram fanáticos? Penso que não: penso que eles amavam mais o que faziam do que a maioria que faz hoje.
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Agnelo Pacheco é publicitário, começou a carreira no início da década de 1970, montou a própria agência em 1985 e conquistou, entre outros, os prêmios Clio Awards de New York , Leão de Ouro do Festival de Cannes e foi eleito o Publicitário do Ano pelo Prêmio Colunistas. Ao longo de sua carreira,  construiu inúmeros conceitos para seus clientes que fizeram e fazem história na propaganda brasileira, dentre eles: “Banespa. O Banco de um novo tempo”; “Tomou Doril. A dor sumiu”; “É Mash que eu gosto”; “Banco para quem gosta de banco” e “Caixa para quem gosta de Caixa”, entre outros. Também desenvolve diversos trabalhos voltados ao terceiro setor, como: “Vacinação infantil – Zé

Lavagem de dinheiro não era crime no México…até agora

em Educação e Comportamento/Mundo/News & Trends/Política por

Há três anos, todos os estados mexicanos concordaram em reforçar as medidas para impedir a lavagem de dinheiro como parte da guerra contra as drogas e  uma estratégia para atacar os cartéis de outras frentes, impedindo as vias de seus financiamentos. No entanto, nem mesmo a metade do país tinha realmente tomado tais medidas para torná-las uma realidade: dos 31 estados mexicanos, apenas 14 listaram a lavagem de dinheiro como um crime.

Além disso, apenas cinco estados criaram uma Unidad de Inteligencia Patrimonial y Económica (Unidade de Inteligência Patrimonial e Econômica), e desses, apenas dois estavam operando ativamente. Os esforços teóricos conjuntos do país para prender uma das principais atividades criminosas foi, para todos os efeitos, uma explosão.

O atual presidente do México, Enrique Peña Nieto, decidiu tomar medidas para a questão. Quando tomou posse, em dezembro de 2012, já havia um projeto de lei conhecido como lei antilavagem, que teve como objetivo “contribuir para o desenvolvimento de uma economia saudável, transparente e de investimento acessível”, de acordo com os seus promotores.

A lei foi aprovada em julho de 2013, especificando que cada estado mexicano poderia aplicá-la em seu próprio ritmo – o que resultou em um cenário jurídico heterogêneo que ainda favoreceu a prática ilícita.

A questão não foi fácil de resolver. Segundo números do Ministério das Finanças do México, a lavagem de dinheiro resultou em um rombo de 10 bilhões de dólares por ano. A Stratfor, uma empresa de consultoria geopolítica, com sede nos EUA, no entanto, informa que o montante anual seja de 39 bilhões de dólares.

A lei, que é um compromisso do governo do México, com o grupo Financial Action Task Force, torna ilegal fazer qualquer transação de mais de 40 mil dólares em dinheiro. As empresas são obrigadas a informar alguma atividade financeira “incomum”. O problema é que o dinheiro ainda é largamente utilizado como forma de pagamento em muitos campos legítimos no México.

“A pesca, por exemplo, ainda é baseada em dinheiro em espécie”, diz Angélica Ortíz, consultora de Direito Penal em um escritório localizado na Cidade do México. “E isso não significa necessariamente que o dinheiro vem de meios ilícitos”.

Os setores que o governo considera alvo para a lavagem de dinheiro são: joias, imóveis, carros e vendas de arte.

De acordo com a Unidade de Inteligência Financeira do Ministério das Finanças, em 2013, havia 1,5 milhões de relatórios de transações em dinheiro, dos quais 16 mil eram operações “incomuns”. Apenas seis desses relatórios foram investigados a respeito da lavagem de dinheiro.

Então, o que pode ser feito para evitar transações ilícitas? Orbelín Pérez, diretor-executivo do Buró de Seguridad y legalidad Financiera, disse que, em primeiro lugar, os estados precisam identificar a lavagem de dinheiro ilegal.

Pérez voltou-se para o estado do momento, Michoacán, para dar um exemplo. “Se Michoacán tivesse uma unidade, o estado teria, no mínimo, informações sobre as propriedades que os Templarios (um cartel) têm”, diz ele, argumentando que essas propriedades tenham sido adquiridas como uma forma de lavagem de dinheiro.

Com tais informações, seria mais fácil de rastrear e apreender os bens, uma vez que o objetivo é arrastar o poder longe deles.

Pérez diz que um problema adicional seria se a maioria dos bens estivessem em nomes de terceiros. “Se uma Unidade (de Inteligência Patrimonial e Econômica) fosse instalada, o Exército não teria que intervir”, ressalta.

O governo federal tem a sua própria Unidade, inaugurada em 2011, com um investimento de 18 milhões.

Os estados com uma Unidade em funcionamento, como Guerrero e Zacatecas, têm relatado um aumento entre 20 e 30 por cento na apreensão de atividades ilícitas. Os estados de Sonora, Colima e Sinaloa têm as Unidades ainda em construção.

Os restantes 26 estados ainda precisam começar a sua própria luta contra a lavagem de dinheiro, mas não devem adiá-la por muito mais tempo. A partir do dia 19 de fevereiro, a lavagem de dinheiro é um crime federal, conforme aprovação unanime pelo Senado mexicano.

©IBTimes, 2014.

As ações do Twitter na bolsa de valores são arriscadas?

em Negócios/News & Trends por

Depois de todo a excessiva divulgação em torno da oferta pública inicial (IOP –Initial Public Offering, em inglês) feita pelo Twitter no ano passado, o serviço de mídia social relatou um final decepcionante em 2013. Com o número de usuários diminuindo – tanto nos EUA como em outros países –  investidores foram surpreendidos e venderam as ações que caíram 24 por cento no primeiro dia depois que seus ganhos foram liberados. No entanto, mesmo após a recente correção de preços, as ações do Twitter mantiveram a sua alta valorização.

A empresa divulgou uma enorme perda de 511 milhões de dólares, mas excluindo os custos de ações outrora associadas ao IOP, o ​​Twitter teve um lucro modesto de 10 milhões de dólares. Isso é pequeno comparado ao seu valor no mercado de ações, que está em torno de 27 bilhões de dólares.

O Twitter tem um longo caminho a percorrer e muito a oferecer para viver de acordo com expectativas tão altas. Ninguém sabe realmente quanto dinheiro ele vai ganhar ou quando. Enquanto o Twitter mostra sinais de aumento da receita com publicidade, o crescimento no número de usuários diminuiu especialmente na bolsa de valores dos EUA, que passa por momento críticos. No momento, possuir ações do Twitter parece um pouco com o triunfo da esperança sobre a experiência.

© Newsweek, 2014.

5 dicas para ser mais criativo

em The São Paulo Times por

O pensamento criativo é um diferencial importante em praticamente todos os ramos de atuação. A criatividade é uma função altamente sofisticada do cérebro humano, que de tempos em tempos nos surpreende com uma visão diferente, inédita e altamente efetiva sobre determinado problema.

Segundo o neurologista Leandro Teles (CRM 124.984), a solução criativa aflora quando conseguimos driblar os caminhos do raciocínio lógico sequencial. Quando escapamos do óbvio e alcançamos uma visão alternativa, diferente da média da população.

A criatividade resolve elegantemente inúmeros problemas do dia-a-dia.

É altamente valorizada social e profissionalmente. O valor o profissional criativo é incalculável, pois a qualquer momento pode surgir uma saída inovadora que poderá render ou economizar dinheiro, tempo e trabalho.

“Pensar diferente, de forma não ortodoxa, lançar um foco novo sobre um dilema antigo, isso é criatividade. Fazer os outros enxergarem aquilo que sempre esteve diante deles, criar atalhos mentais, surpreender o cérebro alheio gerando a famosa pergunta: como eu não pensei nisso antes? Para isso, devemos desenvolver uma série de modalidades cognitivas, coloca-las em prática e, enfim, colher os frutos”, explica o neurologista.

O Dr. Leandro Teles enumera e explica 5 passos fundamentais para quem quer se tornar mais criativo:

1- Direito ao erro

Quem quer ser criativo tem, obrigatoriamente, que se permitir o erro. O que diferencia a ideia genial da absolutamente equivocada é, muitas vezes, um detalhe. O raciocínio lógico e de senso comum é menos fadado ao erro. O criativo arrisca mais, inventa, testa, ousa… com isso paga seu preço: erra bem mais. Fugir do óbvio leva a territórios mais perigosos mas também muito mais férteis.

2- Mudar a visão do problema

Se quer ver o que ninguém viu, precisa olhar as coisas como ninguém ainda olhou. Mude a visão do problema! Dê um passo pra trás e olhe tudo de longe, aperte os olhos, desfoque. Se coloque na visão de outras pessoas, brinque de resolver o problema em outros contextos, por exemplo: o que eu faria diante disso se eu fosse milionário? e se eu

não tivesse um centavo? e se ninguém estivesse vendo? Você vai ver como o cérebro irá traçar caminhos novos e pode surgir um conceito inédito a ser trabalhado.

3- Conhecer os caminhos já trilhados

Não é fácil fugir do lugar comum se não conhecemos o lugar comum.

Tentar ser criativo sem determinar o que já foi dito, pensado e sentido sobre o problema é perder tempo. Conhecer as trilhas já abertas ajuda a evita-las, busque criar atalhos, fundir conceitos, condensar. Estude o assunto, sob vários aspectos, pesquise, não menospreze tudo que já foi feito sobre ele antes. Conhecimento e visão são modalidades

fundamentais para as pessoas altamente criativas. É, na verdade, o que diferencia os verdadeiros criadores daqueles que passam a vida reinventando a roda.

4- Dar liberdade ao cérebro

O raciocínio criativo precisa do cérebro apto a alçar voos livres e complexos. O cérebro humano é fruto de genética, vivência e contexto. A genética é imutável, cada um nasce com um potencial criativo. Mas a vivência e o contexto estão em nossas mãos!

Alimente-se de experiências novas, diferentes, inusitadas. Conheça pessoas, culturas e artes em todas as suas formas. Seja uma esponja de soluções criativas. Liberte seu cérebro na hora de resolver o problema, pense na solução, mas também a deixe brotar em contextos anedóticos. O cérebro inconsciente não para de buscar soluções em momento algum. Saia do escritório afrouxe a gravata, medite, corra na praia, aguarde a resposta olhando uma lagoa em um dia ensolarado, etc. A resposta não tradicional surge, muitas vezes, em momentos não tradicionais. O repouso e o sono também são fontes criativas. Quem nunca dormiu pensando em um problema e acordou com a solução na

cabeça? Friederich Kekulé, químico alemão, em 1865, sonhou com uma cobra tentando engolir o próprio rabo e, no dia seguinte, descreveu a estrutura do anel benzênico.

5- Entenda e use a intuição

Sexto sentido, intuição, o que tem de ciência nisso? Tudo. O que chamamos de intuição é um tipo peculiar de raciocínio dissociado de linguagem. Surge um conceito meio pronto sem o rastro da lógica. Não dá pra argumentar, explicar, traçar a linha que justifica a conclusão. Ela aflora geralmente de divagações do hemisfério Direito (uma vez que a linguagem fica geralmente no hemisfério Esquerdo). Não a menospreze, nem dê a ela ares de magia e misticismo sem credibilidade. A intuição é função cerebral guiada por experiências nem sempre conscientes, por memórias impressas nas profundezas do nosso cérebro. Pessoas criativas exercitam, valorizam e expressam suas intuições. Dê vazão, com bom senso, a suas sensações pouco ancoradas na lógica e na razão.

Dr. Leandro Teles é neurologista formado e especializado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e membro efetivo da Academia Brasileira de Neurologia (ABN).

Economize energia com o fim do horário de verão

em Brasil/Educação e Comportamento por

O horário de verão chega ao fim à 0h deste domingo, 16 de fevereiro.

Embora algumas pessoas impliquem com a mudança por causa da dificuldade de adaptação de fuso, o horário de verão é essencial na redução de gastos de energia no país. Decretado por lei, o horário de verão tem como proposta que as pessoas aproveitem a luz solar, uma vez que ele se põe mais tarde e, assim, utilizariam menos a energia elétrica. Mas poderia ser melhor.

“Mais do que reduzir a conta de luz no final do mês, esta é uma boa oportunidade para refletir sobre o consumo de energia. Trata-se de uma questão que preocupa o mundo todo, visto que o consumo aumenta a cada ano devido à industrialização e às populações cada vez mais urbanizadas”, avalia Gilberto Grosso, CEO da Avant, fabricante de lâmpadas e luminárias.

Uma boa forma de começar a agir é trocar uma lâmpada incandescente por uma fluorescente compacta. Essa simples troca representará redução de até cinco vezes no consumo de energia. Se o consumidor se propuser a dar um passo um pouco maior, adquirindo uma lâmpada de LED, a economia será de 90% frente à incandescente e de 30% em relação à lâmpada eletrônica.

Embora o LED ainda seja mais caro do que a fluorescente, estima-se que a durabilidade de uma lâmpada LED seja de aproximadamente 14 anos. Neste período uma lâmpada fluorescente seria substituída quatro ou cinco vezes. No caso da incandescente seriam necessárias 42 unidades para fazer as trocas necessárias. “Com menos trocas, diminui também a necessidade de manutenção, com ganhos para o bolso do consumidor”.

Úlceras: o risco de uma aspirina por dia

em Saúde & Bem-estar por

Úlceras que reaparecem com frequência ou que não cicatrizam mesmo após tratamentos adequados podem ter indicação de tratamento cirúrgico.

No mundo todo, milhões de pacientes cardíacos tomam diariamente doses baixas de aspirina, seguindo ordens médicas, para afastar um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral, enquanto outros que não foram ainda diagnosticados com doenças cardiovasculares tomam o medicamento visando à prevenção dessas doenças. Pesquisas recentes também sugerem que uma baixa dosagem do medicamento ingerida regularmente pode reduzir o risco de morrer de uma gama de cânceres comuns.

“Mesmo que o paciente tome uma aspirina por dia, por recomendação médica, para reduzir o risco de doença cardíaca, é muito importante lembrar que, mesmo em pequenas doses diárias, a aspirina – e mesmo a “aspirina infantil” – pode aumentar o risco de úlceras e sangramento do estômago. Todos os AINEs (anti-inflamatórios não-esteroides), incluindo a aspirina, tem o potencial para danificar o tecido do trato gastrointestinal. Danos podem ocorrer também no tecido da boca e do ânus”, afirma o gastroenterologista Silvio Gabor (CRM-SP 47.042).

Ainda segundo o médico, doses de aspirina compradas sem receita médica, no balão da farmácia, ou preparações de aspirina com revestimento entérico não eliminam o risco do desenvolvimento de uma úlcera relacionada ao uso do medicamento. O risco de sangramento é de duas a quatro vezes maior do que se o paciente não estivesse tomando aspirina. Este risco aumenta em ordem de grandeza quando a dosagem do medicamento aumenta. Alguns estudos sugerem que um terço das úlceras induzidas pela aspirina está relacionada com o uso da aspirina comprada sem prescrição médica. O risco de um sangramento excessivo associado com o uso o medicamento é estimado em 5 casos em cada 1.000 pacientes por ano.

Silvio Gabor, destaca que é importante lembrar que o risco de úlcera induzida por aspirina vai aumentar ainda mais se o paciente apresentar características de alto risco, tais como:

· Ter mais de 60 anos;

· Ter um histórico de úlcera gástrica ou duodenal;

· Ter infecção por Helicobacter pylori ativa (a bactéria associada à úlcera);

· Tomar aspirina ao mesmo tempo que toma também outro AINE (ibuprofeno, naproxeno), um anticoagulante (como a varfarina) agentes antiplaquetários (clopidogrel, ticlopidina ), ou se o paciente é um usuário crônico de esteroides.

“A aspirina não é um suplemento nutricional. É uma medicação com riscos reais e efeitos colaterais, por isso não deve ser ingerida sem uma avaliação de risco cardiovascular explícita de um médico. Se o paciente e o médico chegarem à conclusão que o benefício do uso de aspirina para prevenir doenças cardíacas é superior ao risco de hemorragia gastrointestinal, é preciso assegurar que o paciente só irá ingerir a dose mínima de aspirina necessária para a redução do risco cardiovascular”, alerta Gabor.

Se o paciente apresenta fatores de risco que contra-indiquem o uso da aspirina para a prevenção de problemas cardíacos, é preciso discutir com o médico a conveniência de tomar um protetor estomacal, como um inibidor da bomba de prótons. Pode também ser importante testar e tratar este paciente para a infecção por H. pylori, visando minimizar o risco de formação de uma úlcera.

SINTOMAS DA ÚLCERA PODEM SER DIFÍCEIS DE DIAGNOSTICAR

Segundo Silvio Gabor, o sintoma mais comum de uma úlcera é uma dor na “boca do estômago”, que é definida por alguns como uma queimação localizada entre o peito e o umbigo. Geralmente, essa dor é mais grave quando o estômago está vazio, como entre as refeições. No entanto, a dor pode ocorrer a qualquer momento e é particularmente preocupante quando o paciente acorda de um sono profundo se sentindo mal.

Às vezes, o desconforto abdominal pode ser aliviado pela ingestão de alimentos, de líquidos ou quando ele toma um antiácido. “A dor no estômago pode ser acompanhada de náuseas ou vômitos, ou por vômito com sangue vivo em grande quantidade (não deve ser confundida com hemoptise, que é a presença de sangue no catarro). Outros sintomas incluem fezes escuras parecidas com borra de café, conhecidas como “melena” (indicando sangue nas fezes) ou perda de apetite.

Ocasionalmente, um grande sangramento da úlcera é acompanhado pela passagem de sangue vermelho pelo reto. Mesmo antes de aparecer externamente, o sangramento do aparelho digestório pode causar sensação de tontura e desmaio. Se ocorrerem sintomas de sangramento, isso é uma emergência médica e o paciente deve ir para um pronto-socorro imediatamente”, orienta o gastroenterologista.

Também é importante notar que, entre aqueles que tomam medicamentos anti-inflamatórios não esteroides, os AINEs, (aspirina, ibuprofeno ou naproxeno) não é incomum que as úlceras sejam silenciosas. O sangramento pode ocorrer sem sintomas de aviso prévio.

Se o paciente estiver experimentando sintomas frequentes ou sintomas que não são aliviados com antiácidos, ele deve procurar ajuda médica o quanto antes, pois pode apresentar um problema gastrointestinal mais grave. “A confirmação do diagnóstico é feita pela endoscopia.

Durante o exame poderá ser feito um teste para saber se há ou não a presença do Helicobacter pylori no estômago e uma biopsia para afastar a possibilidade de ser uma úlcera por câncer. Nos casos de hemorragia, a endoscopia pode identificar o local do sangramento e controlá-lo. Outras complicações da úlcera podem ser identificadas por Rx ou tomografia, como perfuração ou estenose (estreitamento da passagem do alimento) “, explica o gastroenterologista.

O tratamento visa a diminuição da produção do ácido e a melhora dos fatores de proteção da mucosa. Atualmente existem medicamentos que conseguem isso de maneira bastante eficiente e que são associados a digestivos ou antiácidos de acordo com a necessidade. O tratamento dura entre 4 e 8 semanas, mas pode ser mantido por um tempo mais prolongado, principalmente em pacientes que necessitam tomar ácido acetilsalicílico cronicamente. Em paralelo, os vícios e erros alimentares devem ser corrigidos, como se faz, no caso das gastrites.

“O tratamento cirúrgico, a gastrectomia, é indicado quando há complicações como sangramento que não para após a endocopia, perfurações e estenoses. Úlceras que reaparecem com frequência ou que não cicatrizam mesmo após tratamentos adequados podem também ter indicação de tratamento cirúrgico”, informa Silvio Gabor.

Varejo: sua equipe faz a diferença?

em Brasil/Negócios/The São Paulo Times por

Sim, as pessoas ainda fazem a diferença. Vivemos uma era de tecnologia avançada, de grande velocidade nas informações, de crescimento nas compras virtuais, de busca incessante por inovações, e muito mais. No entanto quando se trata de varejo, a qualidade da equipe é de extrema importância, pois o contato direto com o shopper reflete toda a imagem que ficará armazenada em sua memória, tanto da loja como também muitas vezes da marca pela qual este shopper foi à procura no varejo.

Nos dias de hoje, me arrisco a dizer que vivemos uma crise de qualificação de mão de obra, pois como a oferta de emprego tem aumentado e o nível educacional não tem crescido na mesma proporção, existe uma grande quantidade de profissionais que atuam no varejo que chegam sem preparação adequada para atender ao público.

Sendo assim, passa a ser também papel do varejo capacitar sua mão de obra para gerar diferenciação diante a sua concorrência. Quando falo em capacitação de uma equipe de vendas ou merchandising no varejo, me refiro basicamente a três tópicos:

TREINAMENTO: desenvolver e aplicar programas onde se possa explorar tanto questões técnicas como comportamentais da atuação de vendas. Além disso, deve-se também detalhar características dos produtos e categorias vendidas na loja em questão, em conjunto com a indústria.

AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO: implementar um processo formal de acompanhamento do desempenho da equipe por meio de avaliações periódicas podendo ser realizadas pelo superior hierárquico, pares e até mesmo por um grupo aleatório de clientes.

PLANO DE DESENVOLVIMENTO: desenvolver conjuntamente com o processo de avaliação de desempenho, que também deve estar atrelado ao programa de treinamentos, buscando sempre preencher os espaços de oportunidade do indivíduo por meio do processo de capacitação como um todo.

Estes três tópicos devem sempre andar em paralelo, pois se trabalhados em conjunto garantem sustentação do trabalho de capacitação, gerando motivação e mostrando resultados de médio e longo prazo no planejamento da carreira da equipe. E desta forma os resultados serão evidentes para o varejo.

Além deste trabalho perene de longo prazo, também é importante realizar atividades de curto prazo, como campanhas de incentivo – muitas vezes atrelado a determinadas marcas – de curta duração.

Isso faz com que a equipe fique focada no produto em questão, buscando conhecer detalhadamente sobre o mesmo, e com o passar do tempo com o acúmulo de campanhas, a equipe irá absorvendo conhecimento de várias marcas e produtos, o que sem dúvida alguma a capacita cada vez mais.

Técnicas de atendimento, de vendas, de negociação, de como entender seu cliente, entre outras, também são importantíssimas e devem ser fortalecidas junto a equipe do varejo. Devemos ter em mente também o público da loja varejista ao qual estamos nos direcionando para planejar a abordagem. Isso é fundamental para falarmos de forma assertiva com o shopper correto.

Outro exemplo pode ser o treinamento formal em sala de aula, que é muito complicado de se aplicar para uma equipe de varejo, pois como tirar o grupo da loja? Claro que apesar de difícil é possível fazê-lo, no entanto já existem outras forma de aplicação de capacitação, tais como:

 · Via internet

· Acompanhamento na loja (coach)

· Por meio de mentor, e outros

Portanto, é uma questão de organização e planejamento para executar um plano de capacitação de sua equipe bem estruturado. Pense nisso e comece já. Gerar fidelização com seus clientes começa no bom atendimento de sua equipe.

Marcelo Murin é administrador de empresas com especialização em marketing e sócio-diretor da SOLLO Direto ao Ponto.

João Coca – O zagueiro artilheiro

em Coluna por

Gui

João Coca – O zagueiro artilheiro

João Coca, como foi dito na coluna passada, era um zagueiro viril, desses que limpa a área com um carrinho só. Mas o seu porte físico não era a única que arma que tinha. Dono de um chute forte que fazia mais estrago que os mísseis Scuds.

Sua fama corria pelos campos do interior. Em todas preleções, os treinadores adversários suplicavam aos jogadores do meio de campo para não cometerem faltas na intermediária. Diziam que com o João em campo, era melhor cometer um pênalti, do que fazer uma falta.

Certa vez, o Nacional enfrentou um time que estava muito feliz com o 0x0. Jogava numa retranca de dar inveja ao Celso Roth. Os zagueiros jogavam na linha da pequena área, os volantes não passavam da marca da meia lua da grande área. O time jogava tão fechado, que o centroavante entrou em depressão por causa de solidão.

Desesperado com a dificuldade de entrar na defesa do time adversário, o treinador do Nacional colocou em campo Saci, um ponta rápido, driblador e atrevido e deu a ordem:

– Parte pra cima e arruma uma falta na intermediária pro Coca bater.

Ao ver a substituição, o colega do time adversário gritou para o seu time:

– Marca no olho, não faz falta, não faz falta.

Mas não teve jeito, aos 46 da etapa complementar, último lance do jogo, Saci parte pra cima com a bola dominada e é derrubado. A torcida da casa comemora como se fosse gol e com entusiasmo, solta o grito: Eu sei que ele pipoca! Solta a bomba João Coca! Eu sei que ele pipoca! Solta a bomba João Coca!

João sorria de orelha a orelha e com o caminhar de um urubu malandro, ia em direção a bola.

O ritual era o mesmo: pisava na grama, mirava o gol com o olho bom, beijava a bola e a colocava com o bico virado para a meta, afastava dez passos largos e esperava o apitador de latinha autorizar a batida.

Prííííííí.

João corre e solta a perna.

A bola passa raspando a gaveta esquerda do goleiro adversário, que nem se mexe. De tão rente que passou a bola, chegou a balançar a rede pelo lado de fora. Mas o homem de preto, já cansado de apitar jogos do João, nem espera pra ver onde a bola vai, corre para o meio de campo e, precipitadamente, dá o gol.

Ao ouvir o apito de confirmação do gol, todo mundo corre.

Os jogadores do Nacional, em direção ao Coca, que corre em direção à torcida, pra onde aponta para uma de suas 3 namoradas fazendo o sinal de coração.

Os adversários, correm em direção ao polêmico árbitro, conhecido pela sua teimosia e soberba. Ameaçam agressão, levantam o dedo, xingam com as mãos para trás, se viram para a torcida, incrédulos do que está acontecendo.

Até que, com os ânimos mais calmos, ele chama o goleiro no meio do bolo de jogadores e pergunta:

– Se fosse no gol, você chegava?

– Não. Respondeu o goleiro, com toda a sinceridade.

– Então é gol.

 Prííí, prííí, prííííííí!!!

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Guilherme Lemos. Mineiro, marido, dono da Berê, cruzeirense, publicitário e fã de futebol. Mais ou menos nessa ordem. Estudante do 2º período da UFSH – Universidade Federal dos Surfistas do Havaí.

O Irã após o acordo provisório em Genebra

em Mundo/News & Trends por

Adicione isso à lista de preocupações sobre o estado decadente das sanções internacionais contra o Irã: a autoridade do Conselho de Segurança das Nações Unidas e em particular, a sua capacidade de impor sanções contra indivíduos em todo o mundo estão sendo desafiadas – pela Europa.

Os críticos da forma como a Casa Branca conduz a diplomacia com o Irã usaram as audiências no Capitólio esta semana para detalhar “o plano de ação” acertado em novembro de 2013. O plano é um acordo provisório assinado em Genebra, entre o Irã e seis potências mundiais, para limitar as ambições nucleares iranianas – as quais minam pressões econômicas contra a República Islâmica.

“A economia do Irã estava virando em direção a zona vermelha”, disse Mark Wallace, o diretor executivo da United Against Nuclear Iran, ao Comitê de Relações Exteriores da Câmara.

Isso faz com que as sanções econômicas e comerciais respeitem a vontade do Conselho de Segurança. Agora, porém, mesmo essas estão sendo enfraquecidas.

No início deste inverno, o Tribunal Geral da União Europeia anulou as decisões da UE para congelar os ativos de um banqueiro iraniano e de sete bancos e seguradoras ligadas ao programa nuclear do país. Tais sanções impostas, de acordo com o tribunal, foram baseadas em indícios insuficientes de irregularidades.

Nesta decisão – bem como nas anteriores sobre casos relacionados com as sanções da União Europeia com base em resoluções da ONU – o tribunal determinou que, usando o Capítulo Sete para impor sanções aos indivíduos, o Conselho de Segurança agiu arbitrariamente como juiz e júri.

As decisões têm mudado as tendências do Direito Internacional, basicamente por exigir mais responsabilidade do Conselho de Segurança, que até agora era considerada a autoridade máxima sobre essas questões.

“Na nossa visão das relações internacionais, ninguém deve desafiar o Capítulo Sete”, disse um diplomata da ONU, que falou sob a condição do anonimato. “Para os tribunais da UE, o Conselho de Segurança não é mais Deus”, acrescenta.

Vários diplomatas estão preocupados com as consequências de satisfazer a exigência dos tribunais europeus por mais transparência. Os países que fornecem listas de indivíduos e empresas que são alvo de sanções, segundo esses diplomatas, seriam forçados a revelar as suas fontes de inteligência. E que os organismos internacionais, acrescentam, não são necessariamente de confiança quando se trata de tais informações.

Como uma medida parcial, em 2010, a ONU nomeou um ombudsman que pode recomendar a exclusão de pessoas ou empresas visadas pelo Conselho de Segurança para as sanções. Porém, alguns críticos “ainda se queixam de que não há recurso formal legal para tal atividade, uma vez que as informações de inteligência não poderem ser exibidas publicamente”, disse Ruth Wedgwood, professora de Direito Internacional na Universidade Johns Hopkins.

As novas “sanções inteligentes”, como eram chamadas, começaram quando os telejornais retrataram o sofrimento das pessoas comuns no Iraque de Saddam Hussein, que estavam sob um regime de sanções pesadas no momento.

Se os tribunais europeus agora invertessem essa tendência, “iremos voltar às sanções que são indiscriminadas e de longo alcance”, diz Ruth.

Por outro lado, Ruth acrescenta que há “sanções desgastadas” ao redor do mundo. O Irã, por exemplo, pode alavancar as decisões da União Europeia, bem como a flexibilização parcial das sanções contidas no acordo de Genebra, para criar buracos no regime das sanções globais.

No Capitólio, esta semana, vários críticos da administração do governo Obama acrescentaram que o acordo provisório de Genebra poderia promover danos às sanções que foram aplicadas com base nas resoluções do Conselho de Segurança, mas que, sob pressão americana, sufocaram a economia iraniana ao longo dos últimos anos.

Decisivamente, assim como o acordo com a Rússia está pendente, o mercado de petróleo do Irã está, no entanto, revivendo. Esta semana, como informou a Reuters, o Japão tornou-se o primeiro país a fazer um pagamento de importações de petróleo sob uma disposição do acordo de Genebra, que permite o Irã para acessar 4,2 bilhões de dólares em receitas de petróleo que foram previamente congeladas no exterior.

Em outubro de 2013, pouco antes do acordo de Genebra ser firmado, as exportações de petróleo do Irã atingiram mínimos históricos de 761 mil barris por dia. Desde então, eles subiram 60 por cento, alcançando 1,2 milhões de barris por dia este mês.

A Casa Branca acredita que, por enquanto, conseguiu parar o ímpeto de um projeto de lei do Senado que ameaça as sanções futuras contra o Irã e se chegar a um acordo final, acabará com a sua busca por armas nucleares. A administração pode, portanto, perceber que tal ameaça é a única maneira de convencer o mundo – e o público norte-americano – que, enquanto o Irã não está desarmado, os Estados Unidos estão determinados a manter a pressão.

 © 2014, Newsweek.
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