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Redação - page 644

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Newsweek e o retorno da edição impressa

em Geral/Mundo/News & Trends por

A Newsweek adiou o lançamento de sua nova edição impressa para o início de março, com a data de capa para o dia 7 desse mês, de acordo com Jim Impoco, editor da Newsweek desde setembro. A marca, que foi totalmente digitalizada no final de 2012, declarou no mês passado que planejava lançar a versão impressa em janeiro ou fevereiro.

“Foi um prazo muito agressivo”, disse o editor. “O editorial está pronto, mas estamos à espera de produção.”

A empresa procura garantir a publicidade para que haja o retorno da revista impressa e também para contratar um editor global. A busca por um editor foi reduzida a uma única pessoa, disse Impoco, ao recusar-se a dizer o nome do candidato. Atualmente, Scott Miller, o vice-presidente sênior de vendas globais e marketing da Newsweek, proprietário da IBT Mídia, está comandando as vendas de anúncios para a marca.

O atraso não é um revés, diz Miller. “Nós demos um passo para trás para nos certificarmos de que teríamos tempo suficiente”, comenta ele.

“As agências estão receptivas nas reuniões. A resposta tem sido muito positiva”, acrescentou Miller sem discutir em detalhes a venda de anúncios. Tanto o vice-presidente quanto o editor estavam em Los Angeles na semana passada para se reunirem com os principais fabricantes de automóveis e discutirem sobre a publicidade da revista Newsweek.

Jim Impoco, ex- editor corporativo e editor executivo da Thomson Reuters Digital, surpreendeu o mundo da mídia em dezembro, quando disse ao The New York Times que a Newsweek estava planejando um retorno da versão impressa. O título sofreu um declínio de dois dígitos nos anúncios de página em quatro de seus últimos cinco anos de impressão e não conseguiu recuperar a rentabilidade, apesar da tentativa de resgate de alto perfil sob o comando da editora Tina Brown.

Mas o ressurgimento da Newsweek pretende seguir uma estratégia diferente, mudando de um modelo em que os anunciantes subsidiam baixas taxas de assinatura para um no qual os leitores pagam a maior parte. A nova edição impressa vai ser lançada para cerca de 100 mil assinantes em seu primeiro ano, como declarou Jim Impoco no mês passado. A revista também será vendida nas bancas, em lojas como a Barnes & Noble e em aeroportos.

Na semana passada, a Newsweek apresentou uma nova apresentação de seu website, a segunda em menos de um ano. A primeira refletia a estratégia anterior da Newsweek de publicar um produto digital uma vez por semana. Já a mais recente reflete a nova visão editorial de publicar histórias em torno do relógio, diz o diretor de produto da IBT Mídia e da Newsweek, Alex Leo, em uma carta aos leitores.

O jornal The São Paulo Times, desde a sua fundação conta com conteúdo da Newsweek®.

Garçom, tem um charuto no meu cupcake

em Educação e Comportamento/Mundo/Negócios/News & Trends por

Sigmund Freud teorizou que reprimir ou censurar ideias significa que elas podem encontrar o caminho de volta na expressão de outras formas: em sonhos, brincadeiras ou em erros na fala – agora conhecidos como deslizamentos freudianos.

Essa teoria tem se revelado de uma forma inesperada, através da erva non grata do mundo ocidental moderno: o tabaco.  Proibido nas formas de cigarro e charuto em locais considerados o seu habitat natural sacrossanto – como bares em Nova Orleans e cafés parisienses – o tabaco está surgindo como um ingrediente nas mais aceitáveis formas de comida, bebida e até mesmo perfume.

Se você não pode fumar, essa tendência sugere que você pode muito bem comer, beber ou pelo menos sentir sua fragrância.

Amy Marks- McGee, fundadora da Trendincite, uma empresa sediada em Nova York, que presta consultoria sobre tendências de aromas e fragrâncias, constatou que o tabaco ganhava força quando começou a detectá-lo em locais não relacionados com o seu consumo.

Em primeiro lugar Amy descobriu o seu uso em perfumes. O tabaco tem sido uma nota de base em perfumes clássicos há mais de um século. Foi aí que Amy começou a considerá-lo devido ao grande faturamento em fragrâncias como o Xerjoff´s Comandante, um perfume feito para amantes de charuto, e no Tabaco 1812 por West Third Brand.  Você sente falta do cheiro de fumaça de cigarro em sua roupa, no cabelo e nos móveis? A Rosy Rings te proporcionará uma lembrança mais palatável e chique com o seu spray Honey Tobacco-scented Room & Linen Home Fragrance.

O tabaco pode ser tendência agora, mas os chefs já vêm considerando suas possibilidades há um tempo. Há cerca de quatro anos, o fazendeiro David Winsberg da Califórnia, especialista em pimenta, começou a ser abordado por chefs locais interessados ​​em comprar folhas de tabaco. Alguns tinham a intenção de misturar as folhas aos legumes e também cozinhá-las com carne de porco. Outros queriam preparar coquetéis especiais com a erva. Thomas Keller, do restaurante French Laundry, em Yountville, na Califórnia, quis usar o tabaco em uma sobremesa.  Não seria a primeira com este toque especial: Thomas já fez uma famosa sobremesa de folhas de tabaco e um café com creme de ovos para um episódio do A Cook´s Tour, em 2002.

“O tabaco tem um sabor amargo e de terra”, diz Winsberg. “O tempero é quase como uma pimenta e é algo que você pode sentir na parte de trás da garganta”, completa. Sem o perigo de câncer, é claro. Barb Stuckey, vice-presidente executivo da empresa de desenvolvimento de alimentos Mattson, e autor do livro Taste What You’re Missing, que fala sobre a ciência do gosto, diz: “a quantidade de estimulantes no tabaco usados para dar sabor a uma sobremesa não seria o suficiente para provocar efeitos colaterais”. Por precaução, a padaria chamada Prohibition Bakery limita o número de cupcakes que levam uísque e essência de charuto – e são os que a padaria não entrega em casa.

O que pode ser mais convincente sobre o uso do tabaco como um ingrediente é a subversão da tendência.  Não existe uma emoção ao comermos algo destinado a adultos em forma de sorvete e cupcakes que remetem a infância? Seria o que Freud descreveu como “o retorno do reprimido”? Ou os que os não-freudianos poderiam chamar de uma rebelião vertical contra o “estado-babá”? Stuckey concorda. “É um tabu”, diz ela. Como “comer uma águia careca”.

© 2014, Newsweek.

Stand Up Crônicas: EU OSTENTO, TU OSTENTAS, ELES OSTENTAM

em Coluna por

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EU OSTENTO, TU OSTENTAS, ELES OSTENTAM

A palavra da moda hoje em dia é ostentação. Até há pouco tempo, ostentar era uma estupidez exclusiva dos mais ricos. Mas agora, com a ascenção da classe C, a galerinha resolveu comprar roupa de marca, boné de marca, óculos de marca e mostrar que podem ser pessoas tão admiráveis quanto a Val Marchiori.

Para simbolizar essa subida na escada-rolante do consumo, esses mesmos jovens criaram o rolezinho. Rolezinho nada mais é que ir ao shopping de turma. Mas não uma turma de meia-duzia e sim em seiscentas, setecentas pessoas. Assim, com tantas compras, eles conseguem negociar e parcelar em mais vezes.

Dizem que quem é contra os rolezinhos tem um “pré-conceito” contra as camadas mais pobres da população. De jeito nenhum. Na verdade, eu só tenho preconceito contra um tipo de pessoa: aquelas que pronunciam “pré-conceito”.

Outro dia, vi um rolezeiro na televisão perguntando:

– Qual o “pobrema” de pobre frequentar o shopping?

O “pobrema”, meu filho, não é frequentar o shopping. É não frequentar a escola. Aliás, se fosse possível vender cérebros como se vendem fígados e rins no mercado negro, o anúncio desse rapaz provavelmente seria: Vendo cérebro semi-novo. Pouquíssimo uso.

Ah, você acha que estou pegando pesado com a parcela menos favorecida da população? Então, que atire a primeira pedra quem nunca riu, curtiu ou compartilhou no Facebook aqueles postezinhos com a cara do Miguel Falabella e uma piadoca esculachando pobre.

Mas como ostentação de verdade é coisa de rico, vamos a eles. Os ricos também adoram aparecer. Aliás, a maioria ds ricos é mais aparecida que teta de manifestante ucraniana.

Uma categoria de rico muito interessante é a das peruas. Eu não tenho nada contra elas. Muito pelo contrário: tenho certeza que elas governariam o mundo se não vivessem tão ocupadas com coisas mais importantes, como escolher sapatos ou a cor do esmalte.

As mulheres de classes mais abastadas também costumam exagerar nas vogais das palavras. Aliás, cada “o” que uma mulher coloca na palavra “adoro” deveria ser punido com dez anos lavando louça de manhã, à tarde e à noite.

Outra coisa que rico também faz para ostentar é degustar vinhos. Semana passada, vi um sommelier na televisão dar uma bela golada numa taça, bochechar e dizer:

– Este vinho tem um retrogosto de grama molhada.

Numa boa, amigo. Se eu quisesse sentir gosto de grama molhada, eu iria pastar com as vacas. Aliás, com quem você aprendeu qual o gosto da grama molhada: com a sua mãe?

No fim das contas, ricos e pobres não têm muitas diferenças. Afinal, ninguém percebe mas rico também faz rolezinho, mas chama de flash mob. Rico também tem móveis velhos em casa, mas chama de vintage. Rico também lambe a tampa de iogurte, mas só dos importados. Rico também mostra a casa para qualquer visita que chega, mas chama de open house. Rico também usa garrafa pet na decoração de casa, mas chama de reciclagem. Rico também assiste Faustão, mas na TV de 58 polegadas.

Portanto: seja você rico ou pobre, ostentação é o mal de nosso século. Por isso, mesmo não sendo religioso, eu rezo toda noite: “não nos deixei cair em ostentação, amém”.

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 José Luiz Martins. Humorista, publicitário e roteirista. Sócio da empresa Pé da Letra, de criação e produção de conteúdo. © 2013.

Dietas da moda podem representar ameaças à saúde

em Saúde & Bem-estar por

Regimes milagrosos não são reais. Segundo especialistas, existem mais de 72 mil dietas da moda que, em sua maioria, são hipocalóricas e consistem em carências nutricionais e hábitos não saudáveis, quando tomados em longo prazo. “Todas têm, no seu contexto, o direcionamento para a dieta mágica, o que, infelizmente, não existe”, diz Dr. Durval Ribas Filho, Médico Nutrólogo e Presidente da Associação Brasileira de Nutrologia.

Normalmente, as pessoas são levadas à falsa ilusão de que vida saudável é sinônimo de perda de peso, mas nem sempre esses dois fatores andam juntos. “Para aqueles que pretendem emagrecer, o mais indicado ainda é a ajuda de profissionais para construir um cardápio que seja adaptável aos seus gostos, fazendo com que seja mais fácil seguir a dietoterapia”, esclarece o especialista. “Temos casos e casos. Algumas pessoas que realmente sofrem com a obesidade, por exemplo, devem receber um tratamento adequado e totalmente direcionado às necessidades de sua saúde”.

O risco daqueles que aderem às dietas populares é o possível aparecimento de condições que, antes, não eram de conhecimento do indivíduo. ”De acordo com as doenças basais ou tendências genéticas do paciente, ele pode desenvolver disfunções que prejudicarão sua própria saúde”, diz o doutor.

O Dr. Durval também comenta que, muitas vezes, quando se diz que uma pessoa conhecida na mídia faz um determinado regime, o intuito é a própria promoção da dieta. “Muitas vezes o artista nunca a fez, mas o nome é usado para a sua propaganda”. Isto vale como lembrete para o aprofundamento em novas práticas alimentares, antes de sua adoção.

É sempre importante saber o que comer e quando comer. Este é um questionamento vantajoso que é levantado junto à constante procura pelo corpo ideal. Não se pode esquecer, no entanto, de questionar quais, realmente, são os hábitos ideais a se mudar. “Uma dieta saudável deve ser balanceada e levar em consideração às necessidades individuais de cada paciente”, completa.

Campanha denuncia ações para fragilizar combate ao trabalho escravo no Brasil  

em Brasil/Política por

Durante a Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, que acontece de 27 de janeiro a 3 de fevereiro, a Repórter Brasil, a Comissão Pastoral da Terra e a Walk Free, junto com diferentes organizações de todo o país promovem campanha para denunciar as tentativas de parlamentares ligados à Bancada Ruralista de alterar a legislação para descaracterizar o que é trabalho escravo.

No Congresso Nacional, tais congressistas condicionaram a aprovação no Senado Federal da Proposta de Emenda Constitucional 57A/99, a PEC do Trabalho Escravo, à mudança na definição do conceito do que é escravidão. Este crime esta previsto hoje no Artigo 149 da Código Penal, que prevê que tal exploração pode ser caracterizada pelo trabalho forçado, pela submissão sistemática a condições degradantes e jornadas exaustivas, e pela escravidão por dívida. Os ruralistas querem alterar a lei e limitar a definição de escravidão aos casos em que há ameaças e violência física direta, ignorando casos de degradação humana e completa ausência de dignidade, infelizmente ainda recorrentes no país.

A definição atual é apontada como referência pela Organização das Nações Unidas e pela Organização Internacional do Trabalho. O conceito é defendido por ministros de tribunais superiores, juízes, procuradores, auditores, acadêmicos, representantes de empresas e representantes de movimentos sociais que atuam no combate à escravidão.

Contexto

A PEC do Trabalho Escravo, que tramita no Senado como PEC 57A/99e na Câmara dos Deputados como PEC 438, prevê o confisco das áreas em que for flagrado trabalho escravo e sua destinação para reforma agrária ou uso social no caso de propriedades urbanas. Após anos de tramitação no Congresso Nacional, a proposta está para ser aprovada.

Sem condições de resistir e adiar mais uma vez a aprovação, a Bancada Ruralista passou a tentar alterar a definição de escravidão prevista na legislação e seus representantes têm tomado diferentes iniciativas. Na Câmara dos Deputados, o deputado Moreira Mendes (PSD-RO) apresentou o Projeto de Lei 3842/2012, que restringe o entendimento sobre o que é o trabalho escravo. No Senado, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), trabalha para que, no processo de regulamentação da PEC do Trabalho Escravo o conceito atual seja alterado. Uma Comissão Mista composta por 11 deputados e 11 senadores ficou de debater possíveis mudanças.

Desde que o Governo Federal reconheceu a existência de trabalho escravo contemporâneo em 1995, mais de 45 mil pessoas foram resgatadas da escravidão. Mudanças trariam insegurança jurídica para quem se preocupou em fazer adequações para atender à legislação e colocariam em risco as fiscalizações. Não custa lembrar que o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, celebrado em 28 de janeiro, é uma homenagem aos quatro funcionários do Ministério do Trabalho e Emprego assassinados há dez anos durante uma ação de fiscalização na região de Unaí (MG).

Uma boa ação social

em Brasil/Cultura e Entretenimento/Educação e Comportamento por

Que papel os jovens representarão no Brasil de amanhã? Eles estarão preparados para enfrentar os desafios da crescente globalização, assegurar a sustentabilidade do desenvolvimento e construir uma vida com mais qualidade e menos desigualdade? Esses questionamentos surgem quando se pensa na empregabilidade jovem e nas condições oferecidas para a formação de novos profissionais. De início, alguns números dão ideia do tamanho do problema. Por exemplo, a escolaridade média do brasileiro é de 8,8 anos (IBGE, 2012), contra os quase 14 anos de estudo registrados nos Estados Unidos e na Coreia do Sul. Praticamente cumprida a meta de universalização do acesso ao ensino fundamental, o gargalo da vez é o ensino médio. Cerca de 20% dos jovens de 15 a 17 anos estão fora da escola. E, dos 80% que entram, 9% abandonam o curso e 12% são reprovados. Isso sem contar os 31% que estão na categoria distorção entre idade e série.

Nesse cenário, os prejuízos são evidentes. Em linhas gerais, basta lembrar que cada ano adicional de escolaridade corresponde a até 10% de aumento no salário e a um crescimento de 0,37% no produto interno bruto (PIB). Diante de tais benefícios, o que leva à evasão escolar?

Segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), 40% desistem porque acham a escola desinteressante; 27% porque precisam trabalhar; e 11% porque o acesso à escola é difícil.

Além do descolamento entre currículo e a realidade da vida do aluno, vários especialistas identificam que – em especial no grupo dos 9,6 milhões da geração _nem-nem_ (nem estudam nem trabalham) – a desistência da escola está vinculada ao que chamam de ambiente cultural de antecedentes de fracasso. Ou seja, o desistente geralmente é o primeiro da família a atingir esse patamar de estudo e pertence a comunidades carentes, em situação de vulnerabilidade e exclusão do mercado formal de trabalho.

Um programa, dentro das políticas públicas de inclusão profissional, que vem demonstrando eficácia no atendimento a esse segmento, é o da aprendizagem, incentivada pela Lei 10.097/2000 e reconhecida como ação de assistência social. Conjugando treinamento prático nas empresas e capacitação teórica ministrada por entidade qualificadora, conta hoje com 280 mil jovens de 14 a 24 em formação profissional, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, com a meta de atingir, até o final deste ano, a marca de um milhão de aprendizes.

Ao lado da fria letra da lei e respondendo por um terço dos jovens em capacitação profissional, o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) vivencia o lado humano da aprendizagem, testemunhando o impacto benéfico da aprendizagem, para os jovens e suas famílias, que também são incluídas nesse processo, contando com encontros de orientação e acompanhamento de assistentes sociais.

Moral da história: inseridos no ambiente corporativo e contando com salário e benefícios, que reforçam a renda familiar, os jovens descobrem o valor do aprendizado contínuo, ganham autoestima e adquirem posturas que favorecerão uma futura efetivação ou mesmo o sucesso no primeiro emprego formal. Com um detalhe animador: aptos a conciliar trabalho e estudos, muitos decidem avançar na carreira e partem para a universidade ou o pequeno negócio próprio. Com tal força inclusiva, inegavelmente a aprendizagem é daquelas boas ações de assistência social que, além de dar o peixe, logo de início ensina a pescar.

Luiz Gonzaga Bertelli é presidente executivo do CIEE, diretor da Fiesp-Ciesp e vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo.

Segurança: item essencial nas escolas

em Brasil por

No início do ano, muitos pais começam a procura por uma nova instituição de ensino para matricular os filhos. Durante essa busca, eles analisam diversos critérios, como pedagogia de ensino, distância, infraestrutura e valores, mas um ponto em especial, que deve ser sempre levado em consideração, é a segurança.

Uma vez que seu filho passará grande parte do dia na escola, é preciso garantir que ele esteja em um ambiente protegido das ameaças urbanas.

Confira alguns fatores apontados pelo especialista em segurança e diretor operacional do Grupo Haganá, Samuel Rubens Pereira, que devem ser analisados na hora da escolha:

Segurança antes mesmo de entrar

Verifique se há patrulhamento feito por vigilantes no momento de entrada e saída dos alunos. Essa ação ostensiva ajuda a inibir ações suspeitas.

Quem entra e quem sai

O controle de acesso é um dos pontos mais importantes. Ao visitar a escola, observe qual a facilidade de entrar no local. Verifique se é necessário agendar o horário da visita e se a identificação é feita na entrada. O controle da entrada de pessoas é uma das principais ações para garantir a segurança interna.

 Monitoramento de imagens

Pergunte se os ambientes internos e externos são monitorados por câmeras de vigilância. O ideal é que as imagens sejam captadas 24 horas e armazenadas remotamente, o que impede a ação de terceiros, e ligadas a uma central de monitoramento, possibilitando, se necessário, qualquer tomada de decisão com agilidade.

Embarque e desembarque

Quando a entrada e saída é feita externamente, os alunos ficam mais vulneráveis a ações de terceiros. Certifique-se de que a escola conta com uma área interna para embarque e desembarque dos jovens nas vans escolares ou nos carros dos pais é o ideal.

Biometria

Verifique se a instituição conta com esse diferencial. O sistema de controle de entrada biométrico é uma opção mais moderna e altamente eficiente para triagem de pessoas. Por meio de leitura facial ou de voz ele identifica o cadastro de pessoas autorizadas, liberando a entrada.

Além desses fatores, contar com uma equipe especializada em segurança faz toda a diferença para escola e conta muitos pontos no momento de decisão dos pais.

O choque de energia dos Estados Unidos

em Mundo/Negócios/News & Trends por

A autossuficiência de energia, um objetivo a longo prazo,  está se aproximando da realidade dos Estados Unidos. Em apenas oito anos, os EUA têm mais da metade de sua dependência nas importações de energia, de acordo com os dados da Administração de Informação de Energia, o principal órgão do governo responsável pela coleta e análise de dados sobre todos os tipos de energia, incluindo petróleo bruto, gás natural, carvão, energia elétrica e energia renovável.

Não é por acaso, por exemplo, que a aceleração na produção de energia coincide com o aumento acentuado do preço do petróleo bruto que começaram a subir por volta de 2005. Desde 2011 o barril custava, em média, 110 dólares, estimulando a produção de petróleo adicional e, ao mesmo tempo, a produção de mais gás natural como alternativa ao petróleo. Em termos de produção de petróleo bruto, os EUA atingiram um marco notável no ano passado, ao produzir mais petróleo, em vez de importá-lo, pela primeira vez em 20 anos.

Enquanto a produção de energia está crescendo fortemente, o consumo de energia nos EUA está realmente decrescendo, embora lentamente. Isso é em parte devido à recessão e a alta do preço do petróleo bruto, mas também reflete a maior eficiência de combustível dos veículos novos. Essa é uma boa notícia, pois o consumo de petróleo dos EUA supera todas as outras nações por uma margem larga. Segundo o EIA (Estudo de Impacto Ambiental), os EUA consumiram 18,56 bilhões de barris de petróleo por dia em 2012, enquanto que o segundo maior consumidor de petróleo, a China, consumiu 10,28 bilhões e o terceiro maior, o Japão, consumiu 4,72 bilhões de barris por dia .

Enquanto os números para 2013 ainda são projeções, a produção vem caindo de forma constante. O projeto do EIA prevê que a tendência continue por mais 20 anos. Quando as crianças de hoje se formarem na faculdade, as preocupações com as importações de energia de países potencialmente hostis podem ser remetidas para os livros de história.

© 2014, Newsweek.

Colab.re disponibilizará mapa virtual de mobilidade urbana às cidades-sede da copa do mundo no Brasil

em Brasil/Tecnologia e Ciência por

Projeto consiste em coletar fiscalizações e propostas de melhorias das condições das calçadas de cada município, por meio da interação de usuários na rede social.

No próximo sábado (25), aniversário de São Paulo, o Colab.re, rede social brasileira para a cidadania, em parceria com o site Catraca Livre, vai disponibilizar ao prefeito Fernando Haddad um mapa virtual, na própria plataforma, com as condições das calçadas do município, em evento na Sala São Paulo. A iniciativa integra projeto que visa a melhoria da mobilidade urbana nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo Brasil 2014.

Fruto da mobilização de usuários na rede social, o projeto consiste em coletar fiscalizações e propostas de mudanças das condições das calçadas dos municípios brasileiros, a fim de gerar um diagnóstico online que será entregue aos gestores públicos, até junho deste ano.

Após passar pela capital paulista, a ação segue para Recife, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Fortaleza, Natal, Manaus e Cuiabá.

Para Gustavo Maia, sócio-fundador do Colab.re, os mapas virtuais são fruto da incessante vontade do Colab.re e do Catraca Livre em buscar a participação popular na melhoria das cidades. “O nosso objetivo é incentivar uma maior consciência dos gestores públicos em prover melhorias com base em projetos e participação popular”, defende.

Lançado em 2013, o aplicativo Colab.re permite que os usuários interajam entre si e com a gestão pública de todo o Brasil. Assim, as pessoas podem fiscalizar problemas diários, por meio de textos, fotos e geolocalização, propor soluções, e ainda endossar outros relatos, compartilhando-os ou apoiando o pedido de mudança. Além da web, o Colab.re está disponível em aplicativo para os sistemas android e IOS.

Atualmente, a rede social ultrapassa 30 mil usuários cadastrados em todo o Brasil.

Saúde feminina: a controvérsia atrás do popular anticoncepcional Mirena

em News & Trends/Saúde & Bem-estar por

K. (identificação da personagem) estava no chuveiro quando percebeu algo errado. A jovem lavava seu longo cabelo castanho-avermelhado quando, de repente, uma grande quantidade de cabelo caiu em direção ao ralo.

Poderia ser uma anomalia, afinal, ela tinha dado à luz a um menino há seis meses, e queda de cabelo pós-parto é algo aceitável, porém raro de acontecer; o problema, por outro lado, eram outras ocorrências além dessa.

K. havia ganhado 22 kilos e sentia cansaço durante o dia inteiro, não tinha mais relações sexuais com seu esposo, pois tinha muitas dores. Devido ao seu cansaço e mal-humor, os médicos chegaram a pensar que ela estava deprimida ou bipolar.

Além do bebê, K. só conseguia pensar em uma única coisa: alguns meses após o parto, o seu médico inseriu o DIU da marca Mirena, um dispositivo intra-uterino hormonal cada vez mais popular que pode evitar a gravidez por até cinco anos.

K. exigiu que seu ginecologista removesse o dispositivo, mas o médico não conseguiu encontrá-lo, então K. teve que fazer uma cirurgia. O DIU tinha perfurado o útero de K. e chegou ao abdômen até se alojar em seu omento, o tecido que protege e conecta os órgãos internos.

A remoção do DIU não resolveu as coisas: cicatrizes cresceram, resultando em cistos dolorosos que bloquevam alguns órgãos. K. realizou outras quatro cirurgias para remover o tecido da cicatriz, incluindo uma histerectomia (procedimento de retirada do útero), que a deixou estéril aos 24 anos de idade.

K. é uma entre mais de 1.200 mulheres norte-americanas que alegam efeitos colaterais, incluindo perfuração, doença inflamatória pélvica, gravidez ectópica e, nos casos mais extremos, como o caso de K., até mesmo histerectomia. Muitos entraram com ações contra a Bayer, que produz o Mirena, e os casos estão a caminho de se tornar uma ação coletiva.

A história de K. é extremamente incomum de um ponto de vista médico, pois, aproximadamente 2 milhões de mulheres nos EUA usam DIU – e outros milhões em todo o mundo, e a esmagadora maioria não relata nenhum incidente.

O risco de efeitos adversos como o de K. é de uma em mil, o que os médicos, a Food and Drug Administration (FDA) e, claro, a Bayer, concordam ser uma taxa aceitável e comparável a outras formas de controle de natalidade.

Muitos advogados das mulheres que entraram com a ação dizem que a empresa Bayer deveria ter feito mais para alertar os pacientes sobre os efeitos colaterais, ao invés de apenas mencioná-los na informação da bula. A Bayer rejeita isso.

“Com base na totalidade dos dados disponíveis até o momento, um perfil positivo do risco e do benefício continua a ser observado com o Mirena. A Bayer informou adequadamente todos os riscos conhecidos associados com o dispositivo desde a primeira aprovação da FDA, em 2000. Qualquer alegação de que a Bayer não advertiu esses riscos de forma clara não é baseada na verdade”, declara a empresa.

Os advogados da Bayer pediram que o juiz descartasse alguns casos, alegando que eles foram arquivados muio tempo depois das supostas lesões e, portanto, não devem ser ouvidos.

Em 2009, a Bayer em parceria com uma rede social chamada Mom Central organizou eventos de marketing, nos quais um representante da empresa apontou os benefícios do Mirena.

A FDA afirma que esta manobra violou as normas de comercialização farmacêuticas, escrevendo em uma carta para a empresa que a apresentação “enganosamente exagerou” a eficácia do anticoncepcional, e que o evento não revelou o risco do produto.

Em resposta, a Bayer minimiza o incidente dos eventos alegando que “houve apenas três encontros  – os quais reuniram um total de 80 pessoas – e que o programa foi imediatamente interrompido”.

Muitas mulheres e profissionais da área médica consideram o Mirena o melhor produto de controle de natalidade disponível no mercado.

Isso representa uma dramática mudança na opinião pública em relação ao DIU, que começou a ser vendido nos EUA na década de 1960. Embora a maioria dos primeiros DIUs era segura e eficaz, um modelo falho chamado Dalkon Shield causou tantas infecções pélvicas, algumas das quais levaram a histerectomias e, pelo menos, 18 mortes, que os fabricantes o retiraram do mercado em 1974.

Especialistas em planejamento familiar não abandonaram a ideia por trás do DIU e novos modelos foram desenvolvidos, como o ParaGard (aprovado pela FDA em 1984) e, mais tarde, o Mirena, que reduziram gradualmente o estigma causado pelo Dalkon Shield.

“A taxa de falha é algo em torno de 0,2 por cento, em comparação com 5 a 7 por cento com a pílula e os efeitos colaterais são mínimos. O DIU deve ser considerado um contraceptivo de primeira linha”, diz a Dr. Petra Casey, professora de obstetrícia e ginecologia e diretora da Clínica Mayo, especializada em contracepção,  em Rochester, Minnesota.

O risco de efeitos secundários graves do Mirena é aproximadamente o mesmo que o descrito para pílulas contraceptivas orais. Não é uma comparação perfeita, já que os dois métodos têm diferentes tipos de efeitos colaterais graves. Mas o risco mais temido com a pílula, os coágulos sanguíneos, é relatado em uma taxa de cerca de 1 a 3 mulheres entre mil, o que, novamente, é próximo do Mirena.

A Dr. Anne Burke, professora assistente de ginecologia e obstetrícia da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, afirma que “a quantidade de dados indica que, embora estas complicações possam acontecer, felizmente, eles são raras. A maioria das mulheres que usa este dispositivo é capaz de usá-lo com segurança”.

Especialistas em saúde da mulher também atestam os benefícios não contraceptivos do Mirena, como a Dr. Lynne Bartholomew Goltra, obstetra do Hospital Geral de Massachusetts.

“Além de tornar o período menstrual mais leve e menos doloroso, o DIU pode diminuir a dor da endometriose e impedir algumas infecções pélvicas”, diz a Dra. Lynne. “Ele também tem sido utilizado para prevenir o desenvolvimento de hiperplasia endometrial em mulheres com risco de desenvolver câncer e é eficaz no tratamento de alguns tipos dessa doença”.

Profissionais de saúde da mulher têm incentivado um maior uso do DIU, pois ele é mais confiável que outros métodos. A gravidez é, em si, uma condição que traz risco, com complicações que vão desde a gravidez ectópica a pré-eclampsia, diabetes e infecções do trato urinário.

Gestações não planejadas podem ser ainda mais arriscadas, se a mãe não tomou precauções, tais como deixar de fumar e de consumir álcool. Entre os países desenvolvidos, os Estados Unidos têm uma das maiores taxas de gravidez indesejada, chegando a 51 por cento dos 6,6 milhões de gestações em todo o país.

Os advogados envolvidos nos casos argumentam que o sucesso do Mirena entre a maioria das mulheres não significa muito para a minoria que sofreu.

 “A Bayer, que indica na bula do DIU que a perfuração pode acontecer após a inserção, precisa explicar de maneira mais clara que a perfuração pode ocorrer muito tempo após a implantação do dispositivo”, diz James Ronca, advogado do escritório Anapol Schwartz, que representa muitas mulheres do caso contra a Bayer.

“Se 500 pessoas estivessem em um 747 e ele caísse ou houvesse algum outro incidente em que várias pessoas ficassem feridas, haveria uma investigação”, indaga James.

As 2 mil pessoas que processam a Bayer não compõem, portanto, “um número insignificante” e vale a pena uma advertência adicional, diz o advogado.

A Dra. Nancy L. Stanwood, membro da Faculdade Americana de Obstetras e do grupo de trabalho de ginecologistas sobre contraceptivos de longo prazo, diz que a veiculação judicial do caso Mirena na imprensa tem assustado mulheres que se beneficiariam muito com o dispositivo.

“É claro que aquelas matérias são projetadas para serem assustadoras e não colocam os fatos médicos no contexto apropriado. É um desserviço para as mulheres que têm uma compreensão de suas opções contraceptivas”, finaliza a Dra. Nancy.

© 2014, Newsweek.

Um mês após o assassinato de Jonh F. Kennedy, Truman tentou acabar com a CIA

em Mundo/News & Trends/Política por

Um mês depois do dia do assassinato do presidente John F. Kennedy em Dealey Plaza, em Dallas – Texas, o ex-presidente Harry Truman recomendou que os EUA acabasse os serviços da Agência Central de Inteligência (CIA).

Em uma coluna publicada no Washington Post em 22 de dezembro de 1963, Truman não liga à CIA ao assassinato do presidente Kennedy, mas deixa explícito sua queixa subentendendo que existe uma conexão contundente no caso.

“Há algum tempo eu tenho sido perturbado pela forma como a CIA desviou de sua atribuição original”, escreveu Truman. “Tornou-se um braço de políticas operacionais e, por vezes, do Governo. Isto gerou problemas e pode ter agravado as nossas dificuldades em diversas áreas.”

Truman continuou: “Este braço de inteligência tranquila do presidente foi tão distante do que seu papel pretende que ele está sendo interpretado como um símbolo de intriga estrangeira sinistra e misteriosa – é assunto para a propaganda inimiga da guerra fria”, escreveu o ex-presidente.

Em julho de 1947, o então presidente Truman assinou a legislação que criou a agência, que substituiu o antigo Escritório dos EUA de Serviços Estratégicos (OSS).

Em 1944, William J. Donovan, criador do OSS, sugeriu ao presidente Franklin D. Roosevelt que a nação deveria criar um nova organização/agência supervisionada diretamente pelo presidente – “que iria obter inteligência tanto por métodos abertos e fechados e ao mesmo tempo fornecer orientações inteligentes, determinar os objetivos nacionais de inteligência, e correlacionar o material de inteligência coletada por todos os órgãos do governo.”

Donovan também propôs que a nova agência tivesse autoridade para conduzir “operações subversivas no exterior.”

Em dezembro de 1963, Truman articulava em termos inequívocos sobre o que ele achava das operações secretas da CIA: Truman disse que eles deveriam “ser encerrados.”

Mais tarde, em 1964, Truman reitera o seu apelo para a remoção de operações secretas da CIA em uma carta para a revista Look – ressaltando que quando ele assinou a legislação que criou a instituição, não pretendia que a CIA se envolvesse em “atividades estranhas.”

Além disso, Truman não foi o único funcionário público a pedir pela abolição das atividades operacionais da CIA. O ex- senador Daniel Patrick, democrata de Nova York, queria abolir a agência e transferir as suas funções de inteligência para se apropriar dos departamentos governamentais existentes. Por exemplo, a inteligência seria uma arma usada no âmbito do Departamento de Defesa dos EUA.

Além do mais, colocando inteligência e operações separadas nas instituições governamentais ajudaria a evitar operações secretas do governo de influenciar ou distorcer os relatórios das informações para apoiar as suas próprias metas. Esta separação aborda o problema potencial inerente ou pelo menos de conflito de interesse que ocorre quando uma instituição é o lar de ambas as funções de pesquisa e de operações.

Igualmente significativo, a função de operações secretas do Departamento de Defesa dos EUA daria ao presidente a supervisão mais direta dessas operações do que se permanecesse com a CIA. Em outras palavras, operações secretas como parte do DOD dos EUA – cujo secretário da Defesa fala regularmente com o presidente – melhoraria a sua visibilidade e prestação de contas mais frequentes da política. Também tornaria mais difícil para um grupo de desonestos/ não autorizado criar uma “operação sombra” – literalmente, uma política externa secreta não autorizada ou uma política militar.

O risco potencial da criação de operações secretas e políticas para-militares não autorizados e escondidos pelo presidente dos EUA virou centro das reclamações de Truman sobre a CIA em dezembro de 1963: a essa altura, a CIA já tinha criado inúmeras operações secretas, missões e projetos, o tipo de “atividade estranha que Truman não queria que a CIA se envolvesse”.

No mínimo, a coluna de Truman é uma expressão da sua preocupação com a CIA, que se afastaram da intenção de seus criadores. No máximo, a coluna de Truman – publicada quando a nação ainda estava atordoada de luto por causa da confusão sobre a morte de JFK e, como reverberou em suspeitas de um complô por toda a América – gerou uma das primeiras expressões de dúvida a respeito da narrativa oficial do governo de que Lee Harvey Oswald agiu sozinho e sem ajuda para assassinar o presidente Kennedy.

As dúvidas do povo americano e dos pesquisadores sobre o assassinato aumentou em 1978, quando uma segunda investigação, feita pelo seleto comitê da casa de homicídios (HSCA), concluiu que o presidente Kennedy foi assassinado, muito provavelmente, por uma conspiração. No entanto, o comitê foi incapaz de identificar os outros pistoleiros ou a extensão da conspiração.

Como observado, a queixa de Truman não é só uma acusação à CIA sobre a tragédia que ocorreu em Dealey Plaza em 22 de novembro de 1963 – um dos dias mais escuros e mais ignominiosa da história do país – um dia que mudou a trajetória política interna e externa dos EUA.

Dito isto, a comunidade de inteligência dos EUA, em geral, e especificamente da Agência Central de Inteligência, poderiam resolver muitas das questões / anomalias que formam o mistério no centro deste caso – e preencher as dezenas de lacunas deixadas pela Comissão Warren, tornando público mais de 1.100 arquivos confidenciais relacionadas com o assassinato de JFK.

No entanto, a CIA diz que não acredita que os arquivos de seus agentes sobre o assassinato de JFK seja relevante e que devem permanecer arquivados, pelo menos até 2017, e talvez mais, devido a segurança nacional dos EUA. Porém, a segurança nacional da CIA nunca foi verificada de forma independente.

Deve -se ressaltar que, até o momento, não há nenhuma arma fumegante ou provas incontestáveis ​​de uma trama ou conspiração para assassinar o presidente Kennedy, mas não há um padrão de atividade suspeita, junto com uma série de anomalias e uma comunhão de interesses entre as partes-chave, que obrigam a uma pesquisa adicional e a liberação de documentos não públicos.

No entanto, até que todos os arquivos do assassinato de JFK se tornem públicos, o padrão de atividade suspeita, anomalias e comunhão de interesses, junto com as observações dos pesquisadores e funcionários públicos – incluindo a coluna do ex-presidente Harry Truman para a eliminação de tarefas operacionais da CIA – forma uma preponderância de evidências que sugerem fortemente que o povo americano não sabe toda a verdade sobre o assassinato do presidente Kennedy, e que a Agência está escondendo alguma coisa.

 © 2014, Newsweek.

Controle de natalidade x maior risco de glaucoma

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Usuárias de longo prazo de contraceptivos são duas vezes mais propensas a desenvolver glaucoma.

Um trabalho da Association Between Oral Contraceptive Use and Glaucoma in the United States – apresentado durante o congresso anual da Academia Americana de Oftalmologia, em Nova Orleans, EUA, revelou que mulheres que tomaram contraceptivos orais por um período de três anos ou mais são duas vezes mais propensas a desenvolver glaucoma, uma das principais causas de cegueira mundial, que chega a afetar cerca de 60 milhões de pessoas no globo.

“Os pesquisadores alertaram ginecologistas e oftalmologistas, destacando que estes profissionais precisam estar atentos para o fato que os contraceptivos orais podem desempenhar um papel importante em quadros glaucomatosos. Estes profissionais devem informar suas pacientes sobre a importância dos exames de visão periódicos e sobre os outros fatores de risco para a doença, visando a prevenção do glaucoma”, destaca o oftalmologista Virgílio Centurion (CRM-SP 13.454), diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

O estudo – conduzido por pesquisadores americanos e chineses – é o primeiro a estabelecer um maior risco de glaucoma em mulheres que usaram contraceptivos orais por um período de três anos ou mais. Para chegar a tal conclusão, os pesquisadores analisaram dados públicos do Inquérito Nacional de Saúde e Nutrição, administrado pelo Centro de Controle de Doenças, entre 2005-2008, que continham dados de 3.406 participantes do sexo feminino com 40 anos ou mais de todo os Estados Unidos. As participantes responderam a um questionário sobre sua saúde reprodutiva e se submeteram a exames oftalmológicos. Constatou-se que as mulheres que usaram contraceptivos orais, não importa qual o tipo, por mais de três anos, apresentam 2,05% mais chances de também relatar o diagnóstico de glaucoma.

“Embora os resultados do estudo não indiquem claramente de que forma os contraceptivos orais possam ter um efeito causador no desenvolvimento do glaucoma, eles indicam que o uso, a longo prazo, de contraceptivos orais podem ser um fator de risco potencial para o glaucoma. E este dado pode ser considerado como parte do perfil de risco para uma paciente em conjunto com outros fatores de risco existentes já conhecidos, tais como: etnia, história familiar de glaucoma, história de aumento da pressão ocular ou defeitos no campo visual existentes”, explica a oftalmologista Márcia Lucia Marques (CRM-SP 110.583), especialista em glaucoma, que também integra o corpo clínico do IMO.

Estudos anteriores já haviam revelado que o estrogênio pode desempenhar um papel significativo na patogênese do glaucoma. “Este estudo deve ser um impulso para futuras pesquisas para comprovar a causa e o efeito de contraceptivos orais e o glaucoma. Pois, a pílula anticoncepcional hoje é uma grande aliada da mulher moderna e independente. Atualmente, nenhuma doença ocular é contra indicação absoluta ao uso do contraceptivo oral. Neste momento, as mulheres que tomaram contraceptivos orais por um período de três anos ou mais devem ser rastreadas para glaucoma e acompanhadas de perto por um oftalmologista, especialmente se elas têm outros fatores de risco já existentes”, recomenda a médica.

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