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Bienal de Oncologia dará R$ 10 mil para melhor trabalho científico

Médicos e especialistas de áreas correlatas à Medicina como biólogos, biomédicos, químicos, enfermeiros, nutricionistas, fonoaudiólogos, psicólogos, dentre outros, podem inscrever…

By Redação , in Brasil Saúde & Bem-estar , at 19/04/2014 Tags:,

Médicos e especialistas de áreas correlatas à Medicina como biólogos, biomédicos, químicos, enfermeiros, nutricionistas, fonoaudiólogos, psicólogos, dentre outros, podem inscrever trabalhos científicos de pesquisa sobre câncer até 6 de outubro. Os cinco melhores serão selecionados para apresentação oral ao longo da programação da II Bienal Internacional de Oncologia entre os dias 6 e 8 de novembro, em São Paulo. O melhor entre os cinco trabalhos receberá o Prêmio Dr. Fernando Gentil 2014, no valor de dez mil reais. Os demais selecionados – do 6º lugar em diante – serão apresentados na Bienal em forma de pôster. As normas para envio dos resumos estão disponíveis em www.accamargo.org.br/files/Arquivos/modelo-edital-trabalhos—bienal-2014-13-01-14.pdf.

Promovida pelo A.C.Camargo Cancer Center – instituição que é referência mundial em prevenção, tratamento, ensino e pesquisa do câncer, com mais de mil trabalhos científicos publicados em revistas indexadas na última década – a II Bienal Internacional de Oncologia debaterá as inovações em pesquisa e tratamento oncológico para o câncer de colo do útero e outros tumores ginecológicos, mama, colorretal, sarcoma, pulmão e melanoma, reunindo oncologistas clínicos, cirurgiões oncologistas, radiologistas, radioterapeutas, médicos de outras especialidades, estudantes de medicina, cientistas e outros profissionais envolvidos na pesquisa do câncer ou no suporte clínico interdisciplinar ao paciente oncológico.

FERNANDO GENTIL (1920-1989) – O expoente que dá nome ao prêmio científico da Bienal de Oncologia é o médico oncologista especializado nos anos 40 no Memorial, de Nova Iorque, Fernando Gentil. Foi ele quem introduziu no A.C.Camargo, nos anos 70, a cirurgia conservadora para o câncer de mama, técnica que quebrou o paradigma que perdurava desde o final do século 19, que era a cirurgia de Halsted (mastectomia radical). A trajetória no Memorial Sloan-Kettering Cancer Center teve início em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial, onde foi assistente de George T.Pack (1898-1969), uma das maiores autoridades em cirurgia oncológica de todos os tempos.

Gentil se especializou e, desta forma, se tornou, formalmente, o primeiro cirurgião oncologista brasileiro. Permaneceu no Memorial até 1948, retornou ao Brasil e surgiu o convite de Antônio Prudente para assumir já em 1953 (primeiro ano do então Hospital do Câncer A.C.Camargo) a direção da Cirurgia Pélvica. Aceitou o convite e se tornou o mentor de muitos cirurgiões oncologistas que se formariam. Entre seus discípulos, hoje dispersos por vários centros oncológicos brasileiros, destaca-se Ademar Lopes, diretor do Departamento de Cirúrgia Pélvica e vice-presidente da Fundação Antonio Prudente.

A CIRURGIA DE GENTIL – O tratamento cirúrgico de câncer de mama é dividido em dois grandes momentos. O primeiro é datado no século XIX, mais precisamente em 1894, quando Willian S. Halsted idealizou a mastectomia radical. O segundo momento veio apenas nos anos 70 e o protagonista no Brasil foi Fernando Gentil. A operação de Halsted consistia em retirar toda a mama, os músculos peitorais e os linfáticos da axila, trazendo transtornos estéticos e funcionais significativos para as pacientes.

Gentil ousou ao fazer naquela época uma cirurgia conservadora, que consistia na remoção da glândula mamária, preservando-se o complexo areolo-mamilar associada à linfadenectomia axilar do lado do tumor e remoção do parênquima mamário do lado oposto, seguido de reconstrução imediata com próteses. Esta cirurgia, criada por Gentil, que não trouxe prejuízo do controle local, foicriticada por figuras ilustres como Umberto Veronesi, de Milão, e Jerome Urban, então diretor do Departamento de Mastologia do Memorial Sloan-Kettering. “Estas mesmas figuras mais tarde adotaram o procedimento mais conservador para tratar o câncer da mama, como a quadrantectomia, tendo o próprio Veronesi como um dos seus pioneiros”, destaca Ademar Lopes. Ao todo, Fernando Gentil registrou mais de 400 casos de cirurgia conservadora para o câncer de mama. Os primeiros 60 casos foram publicados em 1980 no Journal of Surgical Oncology: http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/jso.2930140211/abstract.

“Ele trouxe técnicas cirúrgicas novas feitas nos países de primeiro mundo para um país de terceiro mundo, sendo fundamental para a formação dos primeiros cirurgiões oncologistas do Brasil. Tive o privilégio de participar da maioria das cirurgias por ele realizadas, durante quatorze anos, como seu assistente e foi motivo de grande honra, após sua morte em 1989, assumir a direção da Cirurgia Pélvica do A.C.Camargo”, recorda Ademar Lopes, vice-presidente do A.C.Camargo e coordenador científico da Bienal.

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